{"id":962,"date":"2019-04-29T09:56:20","date_gmt":"2019-04-29T12:56:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.estudosherculanopires.com.br\/site\/?p=962"},"modified":"2021-10-21T01:09:57","modified_gmt":"2021-10-21T04:09:57","slug":"vocabulario-espirita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/2019\/04\/vocabulario-espirita\/","title":{"rendered":"VOCABUL\u00c1RIO ESP\u00cdRITA"},"content":{"rendered":"\n<h1><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-208 size-full\" src=\"https:\/\/www.estudosherculanopires.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/logmaskHerculano-2.png\" alt=\"\" width=\"652\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/logmaskHerculano-2.png 652w, https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/logmaskHerculano-2-300x146.png 300w\" sizes=\"(max-width: 652px) 100vw, 652px\" \/><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000; font-size: 24px;\">Allan Kardec &#8211; Instru\u00e7\u00f5es Pr\u00e1ticas Sobre as Manifesta\u00e7\u00f5es Esp\u00edritas &#8211; 1858<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000; font-size: 24px;\">VOCABUL\u00c1RIO ESP\u00cdRITA<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"><strong>ALMA<\/strong> <\/span>\u2013 do lat. anima; do gr. anemos; sopro, respira\u00e7\u00e3o. Conforme uns, \u00e9 o princ\u00edpio da vida material; conforme outros, o princ\u00edpio da intelig\u00eancia sem individualidade ap\u00f3s a morte. Segundo v\u00e1rias doutrinas religiosas \u00e9 um ser imaterial, distinto, cujo corpo \u00e9 apenas um envolt\u00f3rio que sobrevive ao corpo material e conserva sua individualidade ap\u00f3s a morte. Esta diversidade de acep\u00e7\u00f5es dadas a um mesmo voc\u00e1bulo \u00e9 uma perp\u00e9tua fonte de controv\u00e9rsias, que n\u00e3o teria lugar se cada ideia tivesse sua representa\u00e7\u00e3o bem definida. Para evitar qualquer engano quanto ao sentido que emprestamos a esse voc\u00e1bulo, <span style=\"background-color: #ffff00;\">chamaremos: alma esp\u00edrita ou, simplesmente, alma, o ser imaterial, distinto e individual, unido ao corpo, que lhe serve de envolt\u00f3rio tempor\u00e1rio; isto \u00e9, o Esp\u00edrito, no estado de encarna\u00e7\u00e3o, e que pertence apenas \u00e0 esp\u00e9cie humana;<\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"> principio vital, o princ\u00edpio geral da vida material, comum a todos os seres org\u00e2nicos &#8211; homens, animais e plantas; e alma vital, o princ\u00edpio vital individualizado num ser qualquer; <\/span><span style=\"color: #000000;\">principio intelectual, o princ\u00edpio geral da intelig\u00eancia comum aos homens e aos animais; e alma intelectual este mesmo princ\u00edpio individualizado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"><strong>ALMA UNIVERSAL<\/strong> <\/span>\u2013 nome dado por certos fil\u00f3sofos ao princ\u00edpio geral da vida e da intelig\u00eancia (Vide<strong> Todo universal<\/strong>).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"><strong> ALUCINA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/span> \u2013 do lat. allucinare, errar. \u201cErro, ilus\u00e3o da pessoa que julga ter percep\u00e7\u00f5es que realmente n\u00e3o tem&#8221;. (Academia Francesa). \u2013 Os fen\u00f4menos esp\u00edritas provenientes da emancipa\u00e7\u00e3o da alma provam que aquilo que \u00e9 qualificado como alucina\u00e7\u00e3o frequentemente \u00e9 uma percep\u00e7\u00e3o real, an\u00e1loga a da dor vista do sonambulismo ou do \u00eaxtase, e provocada por um estado anormal, um efeito das faculdades da alma desprendida de seus la\u00e7os corp\u00f3reos. Sem d\u00favida por vezes h\u00e1 uma verdadeira alucina\u00e7\u00e3o, conforme o sentido ligado ao voc\u00e1bulo; <span style=\"background-color: #ffff00;\">mas a ignor\u00e2ncia e a pouca aten\u00e7\u00e3o que, at\u00e9 agora, tem sido prestada a tais fen\u00f4menos fizeram que considerassem como ilus\u00f3rio aquilo que, muitas e muitas vezes, \u00e9 uma vis\u00e3o real.<\/span> Quando n\u00e3o se sabe como explicar um fato psicol\u00f3gico, acha-se mais simples qualific\u00e1-la de alucina\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> ANJO<\/span> \u2013 do lat. angelus; do gr. aggelos <strong><span style=\"color: #000080;\">1<\/span><\/strong>, mensageiro. Segundo a ideia vulgar, os anjos s\u00e3o seres intermedi\u00e1rios entre o homem e a divindade, por sua natureza e por seu poder; podem manifestar-se, quer por meio de avisos ocultos, quer de maneira vis\u00edvel. N\u00e3o foram criados perfeitos, pois a perfei\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e a infalibilidade &#8211; e alguns dentre eles ter-seiam revoltado contra Deus. Diz-se: bons anjos, anjos maus, o anjo das trevas. Entretanto a ideia mais geral ligada a este voc\u00e1bulo \u00e9 a da bondade e da suprema virtude. <span style=\"background-color: #ffff00;\">Segundo a doutrina esp\u00edrita, os anjos n\u00e3o s\u00e3o seres \u00e0 parte, de uma natureza especial: s\u00e3o Esp\u00edritos de primeira ordem, isto \u00e9, aqueles que chegaram ao estado de puros Esp\u00edritos, depois de terem passado por todas as provas.<\/span> Nosso mundo n\u00e3o existe de toda a eternidade, e muito antes que fosse formado, alguns Esp\u00edritos haviam atingido aquele grau supremo. Ent\u00e3o, os homens pensaram que aqueles sempre tinham sido assim. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080; font-family: serif; font-size: 13px;\">1 Em grego o g tem som duro; pronuncia-se como o grupo italiano gh ou como em portugu\u00eas quando seguido de a o ou u. No grupo gg, o primeiro nasala a vogal precedente. No exemplo aci-ma pronuncia-se angelos (com o g duro). N. do T.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong><span style=\"background-color: #ffff00;\">APARI\u00c7\u00c3O<\/span><\/strong> \u2013 fen\u00f4meno pelo qual os seres do mundo incorp\u00f3reo se tornam vis\u00edveis. apari\u00e7\u00e3o et\u00e9rea ou vaporosa \u2013 a que \u00e9 impalp\u00e1vel e insustent\u00e1vel, pois n\u00e3o oferece resist\u00eancia ao tacto; apari\u00e7\u00e3o tang\u00edvel ou estereol\u00edtica \u2013 a que \u00e9 palp\u00e1vel e apresenta a consist\u00eancia dos corpos s\u00f3lidos. A apari\u00e7\u00e3o difere da vis\u00e3o pelo fato de ocorrer em estado de vig\u00edlia, afetando os \u00f3rg\u00e3os visuais, quando o homem tem plena consci\u00eancia de suas rela\u00e7\u00f5es com o mundo exterior. A vis\u00e3o se d\u00e1 no estado de sono ou de \u00eaxtase; tamb\u00e9m ocorre em vig\u00edlia, por efeito da segunda vista. A apari\u00e7\u00e3o nos chega pelos olhos do corpo; produz-se no pr\u00f3prio <\/span><span style=\"color: #000000;\">lugar onde nos encontramos. A vis\u00e3o tem por objeto coisas ausentes ou afastadas, percebidas pela alma no estado de emancipa\u00e7\u00e3o e quando as faculdades sensitivas se acham mais ou menos suspensas. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">(Vide Lucidez e Clarivid\u00eancia). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">ARCANJO<\/span> \u2013 anjo de ordem superior. (Vide Anjo). O voc\u00e1bulo anjo tem sentido gen\u00e9rico, aplicado a todos os puros Esp\u00edritos. Se se admitirem para eles diversos graus de eleva\u00e7\u00e3o, podem ser designados pelos nomes de arcanjos e serafins, para se utilizarem termos conhecidos. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">ATE\u00cdSMO, ATEU<\/span> &#8211; do gr. atheos, composto de a, privativo e theos, Deus, isto \u00e9, <strong>sem Deus<\/strong>; <strong>que n\u00e3o cr\u00ea em Deus<\/strong>. O ate\u00edsmo \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o absoluta da divindade. Quem quer que creia na exist\u00eancia de um ser supremo, sejam quais forem os atributos que se lhe emprestem e o culto que se lhe renda, n\u00e3o \u00e9 ateu. Toda religi\u00e3o repousa necessariamente sobre a cren\u00e7a numa divindade. Essa cren\u00e7a pode ser mais ou menos esclarecida, mais ou menos conforme \u00e0 verdade. Mas n\u00e3o teria senso uma religi\u00e3o ate\u00edsta. O ate\u00edsmo absoluto tem poucos pros\u00e9litos, porque o sentimento da divindade existe no cora\u00e7\u00e3o do homem, mesmo na aus\u00eancia de qualquer ensinamento. O ate\u00edsmo e o espiritismo s\u00e3o incompat\u00edveis. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">BATEDOR<\/span> \u2013 (Vide Esp\u00edrito). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">C\u00c9U<\/span> \u2013 no sentido de morada dos bem-aventurados. (Vide Para\u00edso). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">CLARIVID\u00caNCI<\/span>A \u2013 propriedade inerente \u00e0 alma e que d\u00e1 a certas pessoas a faculdade de ver sem o concurso dos \u00f3rg\u00e3os da vis\u00e3o. (Vicie Lucidez). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">CLASSIFICA\u00c7\u00c3O DOS ESP\u00cdRIT<\/span>OS \u2013 (Vide Escala esp\u00edrita). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">COMUNICA\u00c7\u00c3O ESP\u00cdRITA \u2013 manifesta\u00e7\u00e3o inteligente dos Esp\u00edritos, tendo por objetivo uma continuada troca de ideias entre eles e os homens. Dividem-se em: Comunica\u00e7\u00f5es fr\u00edvolas, as que se relacionam com assuntos f\u00fateis e sem import\u00e2ncia; Comunica\u00e7\u00f5es grosseiras, as que se traduzem por express\u00f5es que ferem o decoro; Comunica\u00e7\u00f5es instrutivas, as que t\u00eam por objetivo principal um ensinamento dado pelos Esp\u00edritos sobre as ci\u00eancias, a moral, a filosofia, etc.; Comunica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias, as que excluem a frivolidade, seja qual for o objetivo. (Vide para os modos de comunica\u00e7\u00f5es, Sematologia, Tiptologia, Psicografia, Pneumatografia, Psicofonia, Pneumatofonia, Telegrafia humana).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">CRISIACO<\/span> \u2013 aquele que se acha momentaneamente num estado de crise produzida pela a\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica. Esta qualifica\u00e7\u00e3o se d\u00e1 mais particularmente \u00e0queles nos quais tal estado \u00e9 espont\u00e2neo e acompanhado de uma certa superexcita\u00e7\u00e3o nervosa. Em geral os cris\u00edacos gozam de lucidez sonamb\u00falica ou da segunda vista. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">DE\u00cdSTA<\/span> \u2013 aquele que cr\u00ea em Deus sem admitir culto externo. Erroneamente por vezes confundem de\u00edsmo com ate\u00edsmo. (Vide Ateu).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> DEM\u00d4NIO <\/span>\u2013 do lat. daemo; do gr. daimon, g\u00eanio, sorte, destino, manes. Daemones, tanto em latim quanto em grego, se diz de todos os seres incorp\u00f3reos, bons ou maus e supostamente com conhecimentos e Poderes superiores aos do homem. Nas l\u00ednguas modernas o voc\u00e1bulo \u00e9 geralmente tomado em sentido pejorativo e sua acep\u00e7\u00e3o se restringe aos g\u00eanios do mal. Conforme a cren\u00e7a vulgar, os dem\u00f4nios s\u00e3o seres essencialmente maus por natureza. Ensinam-nos os Esp\u00edritos que Deus, sendo soberanamente bom e justo, n\u00e3o poderia ter criado seres votados ao mal e infelizes por toda a eternidade. Conforme eles, n\u00e3o h\u00e1 dem\u00f4nios, no sentido absoluto e restrito do voc\u00e1bulo: existem apenas Esp\u00edritos imperfeitos, podendo todos melhorar-se pelos pr\u00f3prios esfor\u00e7os e por sua pr\u00f3pria vontade. Os Esp\u00edritos da nona classe seriam os verdadeiros dem\u00f4nios, se este voc\u00e1bulo n\u00e3o implicasse a ideia de uma natureza perpetuamente m\u00e1.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> DEM\u00d4NIO FAMILIAR<\/span> <span style=\"color: #000080;\">2<\/span> \u2013 (Vide Esp\u00edrito familiar)..<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080; font-size: 13px;\">2 Na linguagem popular do Brasil \u00e9 freq\u00fcente ouvir-se a voz famalial, com o significado acima. N. do T.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">DEMONOMANCIA<\/span> \u2013 (do gr. daimon e maneia, adivinha\u00e7\u00e3o). Suposto conhecimento do futuro pela inspira\u00e7\u00e3o dos dem\u00f4nios.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> DEMON\u00d4MANO<\/span> \u2013 variedade de aliena\u00e7\u00e3o mental que consiste em supor-se possu\u00eddo do dem\u00f4nio. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">DEUS<\/span> \u2013 intelig\u00eancia suprema, causa primeira de todas as coisas. Eterno, imut\u00e1vel, imaterial, \u00fanico, todo-poderoso, soberanamente justo e bom e infinito em todas as suas perfei\u00e7\u00f5es. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">DIABO<\/span> \u2013 do gr. diabolos, delator, acusador, maldizente, caluniador. Segundo a cren\u00e7a vulgar, \u00e9 um ser real, um anjo rebelde. Chefe de todos os dem\u00f4nios e que tem um poder bastante grande para lutar at\u00e9 contra o pr\u00f3prio Deus. Conhece os nossos mais secretos pensamentos, insufla todas as paix\u00f5es m\u00e1s e toma todas as formas para nos induzir ao mal. C<span style=\"background-color: #ffff00;\">onforme a doutrina esp\u00edrita sobre os dem\u00f4nios, o diabo \u00e9 a personifica\u00e7\u00e3o do mal; \u00e9 um ser aleg\u00f3rico, que resume em si todas as paix\u00f5es m\u00e1s dos Esp\u00edritos imperfeitos.<\/span> Assim como os Antigos davam \u00e0s suas divindades aleg\u00f3ricas atributos especiais, como ao Tempo uma foice, uma ampulheta, asas e a figura de um velho; \u00e0 Fortuna uma venda sobre os olhos e uma roda sob um dos p\u00e9s, etc., o diabo teve que ser representado sob os tra\u00e7os caracter\u00edsticos da baixeza das inclina\u00e7\u00f5es. Os cornos e a cauda s\u00e3o emblemas da bestialidade, isto \u00e9, da brutalidade das paix\u00f5es animais. <br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> DR\u00cdADA<\/span> \u2013 (Vide Hamadr\u00edada). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">DUENDE<\/span> \u2013 (Vide Trasgo). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">ESCALA ESP\u00cdRITA<\/span> \u2013 quadro das v\u00e1rias ordens de Esp\u00edritos, indicando os degraus que devem percorrer a fim de chegarem \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o. Compreende tr\u00eas ordens principais: os Esp\u00edritos imperfeitos, os bons Esp\u00edritos e os puros Esp\u00edritos, subdivididos em nove classes caracterizadas pela progress\u00e3o dos sentimentos morais e das ideias intelectuais. Os pr\u00f3prios Esp\u00edritos nos ensinam que pertencem a diferentes categorias, conforme seu grau de depura\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m nos dizem que essas categorias n\u00e3o constituem esp\u00e9cies distintas e que os Esp\u00edritos s\u00e3o chamados a percorr\u00ea-las sucessivamente. (Vide os desenvolvimentos relativos ao car\u00e1ter de cada classe de Esp\u00edritos no cap\u00edtulo especial). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">EMANCIPA\u00c7\u00c3O DA ALMA<\/span> \u2013 estado particular da vida humana, durante o qual, desprendendo-se dos la\u00e7os materiais, a alma recobra algumas de suas faculdades de Esp\u00edrito, e entra mais facilmente em comunica\u00e7\u00e3o com os seres incorp\u00f3reos. Tal estado se manifesta principalmente pelo fen\u00f4meno dos sonhos, da soniloq\u00fc\u00eancia, da dupla vista, do sonambulismo natural ou magn\u00e9tico e do \u00eaxtase. (Vide estes voc\u00e1bulos). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">ENCARNA\u00c7\u00c3O<\/span> \u2013 estado dos Esp\u00edritos que revestem um envolt\u00f3rio corporal. Diz-se: Esp\u00edrito encarnado, por oposi\u00e7\u00e3o a Esp\u00edrito errante. Os Esp\u00edritos s\u00e3o errantes nos intervalos de suas diversas encarna\u00e7\u00f5es. A encarna\u00e7\u00e3o pode dar-se na Terra ou em outro mundo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> ERRATICIDADE<\/span> \u2013 estado dos Esp\u00edritos errantes, isto \u00e9, n\u00e3o encarnados, durante os intervalos de suas diversas exist\u00eancias corp\u00f3reas. A<span style=\"background-color: #ffff00;\"> erraticidade absolutamente n\u00e3o \u00e9 s\u00edmbolo de inferioridade para os Esp\u00edritos.<\/span> H\u00e1 Esp\u00edritos errantes de todas as classes, salvo os da primeira ordem, ou puros Esp\u00edritos, que, n\u00e3o tendo mais que passar pela reencarna\u00e7\u00e3o, n\u00e3o podem ser considerados errantes. <span style=\"background-color: #ffff00;\">Os Esp\u00edritos errantes s\u00e3o felizes ou infelizes, conforme seu grau de depura\u00e7\u00e3o.<\/span> \u00c9 nesse estado que o Esp\u00edrito, ent\u00e3o despojado do v\u00e9u material do corpo, reconhece suas exist\u00eancias anteriores e as faltas que o distanciam da perfei\u00e7\u00e3o e da felicidade infinita. \u00c9 ainda nessa condi\u00e7\u00e3o que ele escolhe novas provas, a fim de progredir mais rapidamente. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">ESFERA<\/span> \u2013 Voc\u00e1bulo pelo qual alguns Esp\u00edritos designam os diferentes graus da escala esp\u00edrita. Dizem eles que foi alcan\u00e7ada a quinta ou a sexta esfera, como outros diriam o quinto ou sexto c\u00e9u. Pela maneira por que se exprimem, poder-se-ia supor que a Terra fosse um ponto central, cercado de esferas conc\u00eantricas, nas quais se realizariam sucessivamente os v\u00e1rios graus de perfei\u00e7\u00e3o. Alguns, at\u00e9, falam da esfera de fogo, da esfera das estrelas, etc. Como as mais elementares no\u00e7\u00f5es de Astronomia bastam para mostrar o absurdo de semelhante teoria, esta n\u00e3o poderia provir sen\u00e3o de uma falsa interpreta\u00e7\u00e3o dos voc\u00e1bulos, ou de Esp\u00edritos muito atrasados e ainda imbu\u00eddos dos sistemas de Ptolomeu e de Tycho-Brahe <span style=\"color: #000080;\">3<\/span>. <span style=\"background-color: #ffff00;\">Se um homem que supondes s\u00e1bio sustenta uma coisa evidentemente absurda, duvidais de seu saber. Deve dar-se o mesmo com os Esp\u00edritos: \u00e9 pela experi\u00eancia que aprendemos a conhec\u00ea-los.<\/span> Essas express\u00f5es s\u00e3o, pois, viciosas, mesmo quando tomadas em sentido figurado, porque podem induzir em erro sobre o verdadeiro sentido no qual deve entender-se a progress\u00e3o dos Esp\u00edritos. (Vide Reencarna\u00e7\u00e3o). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-tadv-p=\"keep\"><span style=\"color: #000080; font-size: 13px;\">3- Trata-se de Cl\u00e1udio Ptolomeu, astr\u00f4nomo e ge\u00f3grafo grego do segundo s\u00e9culo de nossa era, provavelmente nascido no Alto Egito e morto em Canopus, perto de Alexandria. Suas principais obras s\u00e3o a Composi\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica, ou Almagesto, tratado de trigonometria retil\u00ednea e esf\u00e9rica com o c\u00e1lculo dos movimentos planet\u00e1rios. Cont\u00e9m ainda a exposi\u00e7\u00e3o do sistema do mundo; a c\u00e9lebre Geografia, onde se encontram muitos mapas que orientaram as grandes descobertas; um tratado de Astrologia, chamado Tetrabiblion e as Harm\u00f4nicas, onde se acha a teoria matem\u00e1tica dos sons empregados na m\u00fasica grega. Inventou v\u00e1rios instrumentos de astronomia. O outro, Tycho-Brahe, foi o c\u00e9lebre astr\u00f4nomo dinamarqu\u00eas (1546-1601), protegido pelo rei Frederico II, que lhe deu uma ilha, na qual ele construiu um observat\u00f3rio, um feudo na Noruega e uma pens\u00e3o. Por sua independ\u00eancia religiosa Rodolfo II, sucessor daquele rei, cortou-lhe a pens\u00e3o. Foi mestre de K\u00e9pler, deixou um cat\u00e1logo de cerca de 800 estrelas e outros trabalhos importantes. Gra\u00e7as a tudo isto K\u00e9pler p\u00f4de anunciar as c\u00e9lebres leis sobre o movimento dos planetas. N. do T.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">ESP\u00cdRITA<\/span> \u2013 Relativo ao Espiritismo. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">ESPIRITISMO<\/span> \u2013 doutrina fundada sobre a cren\u00e7a na exist\u00eancia dos Esp\u00edritos e em sua comunica\u00e7\u00e3o com os homens. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">ESPIRITISTA<\/span> \u2013 aquele que adota a doutrina esp\u00edrita. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">ESP\u00cdRITO<\/span> \u2013 do lat. spiritus, de spirare, soprar. <span style=\"background-color: #ffff00;\">No sentido especial da doutrina esp\u00edrita, os Esp\u00edritos s\u00e3o os seres inteligentes da cria\u00e7\u00e3o e povoam o universo, fora do mundo corp\u00f3reo.<\/span> A natureza \u00edntima dos Esp\u00edritos nos \u00e9 desconhecida; eles pr\u00f3prios n\u00e3o a podem definir, por ignor\u00e2ncia ou por defici\u00eancia de nossa linguagem. A esse respeito estamos como os cegos de nascen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 luz. Conforme ao que nos dizem, o Esp\u00edrito n\u00e3o \u00e9 material, no sentido vulgar do voc\u00e1bulo; tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 imaterial, no sentido absoluto, pois que \u00e9 alguma coisa e a imaterialidade absoluta seria o nada. O<span style=\"background-color: #ffff00;\"> Esp\u00edrito \u00e9, pois, formado de uma subst\u00e2ncia, da qual n\u00e3o nos pode dar uma ideia a mat\u00e9ria grosseira que afeta os nossos sentidos.<\/span> Pode ser comparado a uma chama ou centelha, cujo brilho varia conforme seu grau de depura\u00e7\u00e3o. Pode afetar todas as formas, por meio do perisp\u00edrito que o envolve. (Vide Perisp\u00edrito). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">ESP\u00cdRITO BATEDOR<\/span> \u2013 aquele que manifesta sua presen\u00e7a por meio de batidas. Pertencem eles \u00e0s classes inferiores.<br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-tadv-p=\"keep\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">ESP\u00cdRITO ELEMENTAR<\/span> \u2013 Esp\u00edrito considerado em si mesmo, abstra\u00e7\u00e3o feita de seu perisp\u00edrito ou envolt\u00f3rio semimaterial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-tadv-p=\"keep\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">ESP\u00cdRITO FAMILIAR<\/span> \u2013 Esp\u00edrito que se liga a uma pessoa ou uma fam\u00edlia, para a proteger, se for bom, para a perseguir, se for mau. O Esp\u00edrito familiar n\u00e3o necessita ser evocado: acha-se sempre presente e responde instantaneamente ao apelo que se lhe fa\u00e7a. Muitas vezes manifesta sua presen\u00e7a por sinais sens\u00edveis.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">ESPIRITUALISMO<\/span> \u2013 cren\u00e7a na exist\u00eancia de uma alma espiritual, imaterial, que conserva sua individualidade ap\u00f3s a morte, abstra\u00e7\u00e3o feita da cren\u00e7a nos Esp\u00edritos. \u00c9 o opos-to ao materialismo. Quem quer que acredite que em n\u00f3s nem tudo \u00e9 mat\u00e9ria \u00e9 espiritualista; <span style=\"background-color: #ffff00;\">mas n\u00e3o se segue por isso que admita a doutrina dos Esp\u00edritos<\/span>. Todo espiritista \u00e9 necessariamente espiritualista; <strong>mas \u00e9 poss\u00edvel ser-se espiritualista sem ser esp\u00edrita.<\/strong> O materialista n\u00e3o \u00e9 uma coisa nem outra. Como s\u00e3o duas ideias essencialmente distintas, tornava-se necess\u00e1rio as distinguir por palavras diferentes, a fim de evitar qualquer equ\u00edvoco. Mesmo para aqueles que consideram o Espiritismo como uma coisa quim\u00e9rica, ainda \u00e9 necess\u00e1rio design\u00e1-lo por um nome especial: isto tanto se faz preciso para as ideias falsas quanto para as verdadeiras, a fim de que nos possamos entender. (Vide Materialismo e Espiritismo).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">ESTEREOTITA<\/span> <span style=\"color: #000080;\">4<\/span> \u2013 do gr. steros. s\u00f3lido. Qualidade das apari\u00e7\u00f5es que adquirem as propriedades da mat\u00e9ria resistente e tang\u00edvel; diz-se por oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s apari\u00e7\u00f5es vaporosas ou et\u00e9reas, que s\u00e3o impalp\u00e1veis. A apari\u00e7\u00e3o esterotita apresenta, temporariamente, \u00e0 vista e ao toque, as propriedades de um corpo vivo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-tadv-p=\"keep\"><span style=\"color: #000080; font-size: 13px;\">4 &#8211; N\u00e3o encontro o registro dessa voz nos l\u00e9xicos portugueses bem como no grande Larousse. Penso tratar-se de um neologismo necess\u00e1rio, criado por Allan Kardec, para preencher uma falta &#8211; a de dar um nome a um fato ainda n\u00e3o batizado. A express\u00e3o apari\u00e7\u00e3o esterotita, entretanto, n\u00e3o \u00e9, a nosso ver, perfeito sin\u00f4nimo de ag\u00eanere (outro neologismo criado por Allan Kardec), porque, posto ambas sejam tempor\u00e1rias, aquela tem curt\u00edssima dura\u00e7\u00e3o, quase instantaneidade, enquanto o ag\u00eanere \u00e9 de dura\u00e7\u00e3o menos ef\u00eamera. N. do T.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">EVOCA\u00c7\u00c3O<\/span> \u2013 (Vide Invoca\u00e7\u00e3o).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">EXPIA\u00c7\u00c3O<\/span> \u2013 pena que sofrem os Esp\u00edritos em puni\u00e7\u00e3o de faltas cometidas durante a vida corp\u00f3rea. Como sofrimento moral, a expia\u00e7\u00e3o se verifica no estado errante; como sofrimento f\u00edsico, no estado de encarnado. As vicissitudes e os tormentos da vida corp\u00f3rea s\u00e3o, ao mesmo tempo, provas para o futuro e expia\u00e7\u00e3o para o passado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">\u00caXTASE<\/span> \u2013 do. gr. ekstasis, transbordamento do Esp\u00edrito, do verbo existemi, ferir a admira\u00e7\u00e3o. Paroxismo da emancipa\u00e7\u00e3o da alma durante a vida corp\u00f3rea, de onde resulta a suspens\u00e3o moment\u00e2nea das faculdades perceptivas e sensitivas dos \u00f3rg\u00e3os. Em tal estado a alma n\u00e3o se prende mais ao corpo sen\u00e3o por fr\u00e1geis la\u00e7os, que procura romper; pertence mais ao mundo dos Esp\u00edritos, que entrev\u00ea, do que ao mundo material. <\/span><span style=\"color: #000000;\">Por vezes o \u00eaxtase \u00e9 natural e espont\u00e2neo. Tamb\u00e9m pode ser provocado pela a\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica e, neste caso, \u00e9 um grau superior do sonambulismo. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">FADA<\/span> \u2013 do lat. fata. De acordo com a cren\u00e7a vulgar, as fadas s\u00e3o seres semimateriais, dotados de um sobre-humano poder; s\u00e3o boas ou m\u00e1s, protetoras ou malfeitoras; podem, \u00e0 vontade, tornar-se vis\u00edveis ou invis\u00edveis e tomar todas as formas. Na Idade-M\u00e9dia e nos tempos modernos as fadas sucederam as divindades subalternas dos Antigos. Se separarmos sua hist\u00f3ria do maravilhoso que lhes \u00e9 emprestado pela imagina\u00e7\u00e3o dos poetas e pela credulidade popular, nelas encontraremos todas as manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas de que somos testemunhas, e que se produziram em todas as \u00e9pocas. \u00c9 incontestavelmente a fatos desse g\u00eanero que se deve a origem da cren\u00e7a nelas. Nas fadas que, supostamente, presidem ao nascimento de uma crian\u00e7a e a acompanham no curso da vida reconhecemos sem dificuldade, os Esp\u00edritos ou g\u00eanios familiares. Suas melhores ou piores inclina\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o passam de reflexos das paix\u00f5es humanas, as colocam, naturalmente, na categoria de Esp\u00edritos inferiores ou pouco adiantados. (Vide Polite\u00edsmo). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">FATALIDADE<\/span> \u2013 do lat. fatalitas, de fatum, destino. Destino inevit\u00e1vel. Doutrina que sup\u00f5e sejam todos os acontecimentos da vida e, por extens\u00e3o, todos os nossos atos, predestinados e submetidos a uma lei \u00e0 qual n\u00e3o nos podemos subtrair. H\u00e1 duas esp\u00e9cies de fatalidade: uma proveniente de causas exteriores, que nos podem atingir e reagem sobre n\u00f3s; poder\u00edamos cham\u00e1-la reativa, exterior, fatalidade eventual; a outra, que se origina em n\u00f3s mesmos, determina todas as nossas a\u00e7\u00f5es; \u00e9 a fatalidade pessoal. No sentido absoluto do voc\u00e1bulo, a fatalidade transforma o homem numa m\u00e1quina, sem iniciativa nem livre-arb\u00edtrio e, conseq\u00fcentemente, sem responsabilidade. \u00c9 a nega\u00e7\u00e3o de toda moral. <span style=\"background-color: #ffff00;\">Segundo a doutrina esp\u00edrita, escolhendo sua nova exist\u00eancia, pratica o Esp\u00edrito um ato de liberdade.<\/span> Os acontecimentos da vida s\u00e3o a conseq\u00fc\u00eancia da escolha e est\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o com a posi\u00e7\u00e3o social da exist\u00eancia. Se o Esp\u00edrito deve renascer em condi\u00e7\u00e3o servil, o meio no qual se achar criar\u00e1 os acontecimentos muito diversos dos que se lhe apresentariam se tivesse de ser rico e poderoso. Mas, seja qual for essa condi\u00e7\u00e3o, conserva ele o livre-arb\u00edtrio em todos os atos de sua vontade, e n\u00e3o ser\u00e1 fatalmente arrastado a fazer isto ou aquilo, nem a sofrer este ou aquele acidente. Pelo g\u00eanero de luta escolhido, tem ele possibilidade de ser levado a certos atos ou encontrar certos obst\u00e1culos, mas n\u00e3o est\u00e1 dito que isto devesse acontecer infalivelmente, ou que n\u00e3o o possa evitar por sua prud\u00eancia e por sua vontade. <span style=\"background-color: #ffff00;\">\u00c9 para isso que Deus lhe d\u00e1 a capacidade de racioc\u00ednio.<\/span> D\u00e1-se o mesmo que se fosse um homem que, para chegar a um objetivo, tivesse tr\u00eas caminhos \u00e0 escolha: pela montanha, pela plan\u00edcie ou pelo mar. No primeiro, a possibilidade de encontrar pedras e precip\u00edcios; na segunda p\u00e2ntanos; na terceira, tempestades. Mas n\u00e3o est\u00e1 dito que ser\u00e1 esmagado por uma pedra, que se atolar\u00e1 no brejo ou que naufragar\u00e1 aqui e n\u00e3o ali. A pr\u00f3pria escolha do caminho n\u00e3o \u00e9 fatal, no sentido absoluto do voc\u00e1bulo: por instinto o homem tomar\u00e1 aquele no qual dever\u00e1 encontrar a prova escolhida. Se tiver que lutar contra as ondas, seu instinto n\u00e3o o levar\u00e1 a tomar o caminho das montanhas. <\/span><span style=\"color: #000000;\">Conforme o g\u00eanero de provas escolhido pelo Esp\u00edrito, acha-se o homem exposto a certas vicissitudes. Em consequ\u00eancia dessas mesmas vicissitudes, \u00e9 ele submetido a arrastamentos aos quais deve subtrair-se. Aquele que comete um crime n\u00e3o \u00e9 fatalmente levado a comet\u00ea-lo: escolheu um caminho de luta que a isso pode excit\u00e1-lo; s<span style=\"background-color: #ffff00;\">e ceder \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o, \u00e9 pela fraqueza de sua vontade.<\/span> Assim, o livre-arb\u00edtrio existe para o Esp\u00edrito no estado errante, na escolha que faz das provas a que deve submeter-se, e existe na condi\u00e7\u00e3o de encarnado nos atos da vida corp\u00f3rea. S\u00f3 o instante da morte \u00e9 fatal: porque o g\u00eanero de morte \u00e9 ainda uma consequ\u00eancia da natureza das provas escolhidas. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">FEITICEIRO <\/span><span style=\"color: #000080;\">5<\/span> \u2013 Primitivamente o nome era aplicado aos indiv\u00edduos que supostamente lan\u00e7avam a sorte e, por extens\u00e3o, a todos aqueles aos quais eram atribu\u00eddos poderes sobrenaturais. Os fen\u00f4menos estranhos que se produzem sob a influ\u00eancia de certos m\u00e9diuns provam que o poder atribu\u00eddo aos feiticeiros repousa sobre uma realidade, da qual, entretanto, o charlatanismo abusou, como abusa de tudo. Se no nosso s\u00e9culo esclarecido ainda h\u00e1 pessoas que atribuem tais fen\u00f4menos ao dem\u00f4nio com mais forte raz\u00e3o deveriam sup\u00f4-lo ao tempo do obscurantismo. Disso resultou que os indiv\u00edduos que possu\u00edam, mau grado seu, algumas das faculdades dos nossos m\u00e9diuns, foram condenados \u00e0 fogueira.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px; color: #000080;\">5 A voz em franc\u00eas \u00e9 sorcier. Em portugu\u00eas feiticeiro vem de feiti\u00e7o (de f\u00e9tiche). De notar-se, por\u00e9m, que o Larousse, registrando a forma f\u00e9tiche, diz, conforme nossa tradu\u00e7\u00e3o literal: &#8220;do portugu\u00eas feiti\u00e7o, objeto fadado, malef\u00edcio; do latim factitius, proveniente de uma fabrica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o natural&#8221;. E mais adiante: &#8220;Na \u00c1frica, cerim\u00f4nia religiosa para tornar favor\u00e1vel um empreendimento ou uma viagem: Fazer um grande FEITI\u00c7O&#8221;. &#8211; &#8220;Objeto ao qual as pessoas supersticiosas e, principalmente os jogadores, atribuem influ\u00eancia feliz&#8221;. Estamos com o Larousse. N. do T. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> FLU\u00cdDICO<\/span> \u2013 Oposto a s\u00f3lido. Qualifica\u00e7\u00e3o dada aos Esp\u00edritos por alguns escritores, a fim de caracterizar a sua natureza et\u00e9rea. Diz-se: os esp\u00edritos flu\u00eddicos. Julgamos impr\u00f3pria a express\u00e3o; ali\u00e1s ela representa uma esp\u00e9cie de pleonasmo, mais ou menos como se diss\u00e9ssemos um ar gasoso. O voc\u00e1bulo esp\u00edrito diz tudo; em si mesmo encerra a sua defini\u00e7\u00e3o; necessariamente desperta a ideia de uma coisa incorp\u00f3rea; um Esp\u00edrito que n\u00e3o fosse flu\u00eddico n\u00e3o seria um Esp\u00edrito. O voc\u00e1bulo tem um outro inconveniente, qual o de assimilar a natureza dos Esp\u00edritos aos nossos fluidos materiais: lembra muito a ideia de laborat\u00f3rio. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">FOGO ETERNO<\/span> \u2013 A ideia do fogo eterno como castigo remonta \u00e0 mais alta antiguidade e vem da cren\u00e7a dos Antigos que colocavam os Infernos nas entranhas da Terra, cujo logo central lhes era revelado pelos fen\u00f4menos geol\u00f3gicos. Quando o homem adquiriu no\u00e7\u00f5es elevadas sobre a natureza da alma, compreendeu que um ser imaterial n\u00e3o podia ser atingido pelo fogo material; nem por isso deixa o fogo de ficar como emblema do mais cruel supl\u00edcio e n\u00e3o foi encontrada figura mais en\u00e9rgica para pintar os sofrimentos morais da alma; \u00e9 neste sentido que se diz: queimar-se de amor, ser consumido pelo ci\u00fame, pela ambi\u00e7\u00e3o, etc<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">G\u00caNIO<\/span> \u2013 do lat. genius, do grego geino, gerar, produzir. \u00c9 neste sentido que se diz de um homem capaz de criar ou inventar coisas extraordin\u00e1rias que \u00e9 um homem de g\u00eanio. <span style=\"background-color: #ffff00;\">Na linguagem esp\u00edrita g\u00eanio \u00e9 sin\u00f4nimo de Esp\u00edrito.<\/span> Diz-se indiferentemente: Esp\u00edrito familiar ou g\u00eanio familiar; bom e mau Esp\u00edrito ou bom e mau g\u00eanio. O voc\u00e1bulo Esp\u00edrito encerra um sentido mais vago e menos circunscrito; o g\u00eanio \u00e9 uma esp\u00e9cie de personifica\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito; figura-se-o sob uma forma determinada, mais ou menos semelhante \u00e0 forma humana, mas vaporosa e impalp\u00e1vel, ora vis\u00edvel, ora invis\u00edvel. Os g\u00eanios s\u00e3o os Esp\u00edritos em suas rela\u00e7\u00f5es com os homens, agindo sobre eles por um poder oculto superior. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">G\u00caNIO FAMILIAR<\/span> \u2013 (Vide Esp\u00edrito familiar).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> GNOMO<\/span> \u2013 do gr. gnomon, conhecedor, h\u00e1bil, de gnoskein, conhecer. G\u00eanios inteligentes que se supunha habitassem o interior da Terra. Pelas qualidades que se lhes atribuem, pertencem \u00e0 ordem dos Esp\u00edritos imperfeitos e \u00e0 classe dos Esp\u00edritos levianos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> HAMADR\u00cdADA<\/span> \u2013 do gr. hama, conjunto e drus, carvalho.<\/span><span style=\"color: #000000;\"> DR\u00cdADA, de drus, o carvalho. Ninfa dos bosques, segundo a mitologia pag\u00e3. As dr\u00edadas eram ninfas imortais que presidiam as \u00e1rvores em geral e que podiam vagar livremente em torno das que particularmente lhe eram consagradas. A hamadr\u00edada n\u00e3o era imortal: nascia e morria com a \u00e1rvore cuja guarda lhe era confiada e que jamais podia deixar. N\u00e3o \u00e9 hoje duvidoso que a ideia das dr\u00edadas tirasse sua origem nas manifesta\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0quelas que hoje testemunhamos. Os Antigos, que tudo poetizavam, divinizaram as intelig\u00eancias ocultas que se manifestavam na subst\u00e2ncia mesma dos corpos. <span style=\"background-color: #ffff00;\">Para n\u00f3s n\u00e3o passam de Esp\u00edritos batedores.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">ID\u00c9IAS INATAS<\/span> \u2013 Ideias ou conhecimentos n\u00e3o adquiridos e que parecem trazidas ao nascer. Durante muito tempo discutiu-se sobre as ideias inatas, cuja exist\u00eancia certos fil\u00f3sofos combateram, pretendendo que todas s\u00e3o adquiridas. Se assim fosse, como explicar certas predisposi\u00e7\u00f5es naturais que frequentemente se revelam desde a mais tenra idade e fora de qualquer ensino? Os fen\u00f4menos esp\u00edritas lan\u00e7am uma grande luz sobre essa quest\u00e3o. Hoje nenhuma d\u00favida deixa a experi\u00eancia sobre esta esp\u00e9cie de id\u00e9ias, que acham a sua explica\u00e7\u00e3o na sucess\u00e3o das exist\u00eancias. <span style=\"background-color: #ffff00;\">Os conhecimentos adquiridos pelo Esp\u00edrito em exist\u00eancias anteriores se refletem nas exist\u00eancias posteriores: por isso s\u00e3o chamadas id\u00e9ias inatas.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> ILUMINADO<\/span> \u2013 Qualidade dada a certos indiv\u00edduos que se sup\u00f5em esclarecidos por Deus de um modo particular e que em geral s\u00e3o considerados como vision\u00e1rios ou desequilibrados. Diz-se: a seita dos iluminados. Sob essa denomina\u00e7\u00e3o foram confundidos todos quantos recebem comunica\u00e7\u00f5es inteligentes e espont\u00e2neas da parte dos Esp\u00edritos. Se em seu n\u00famero se encontraram homens superexcitados por uma imagina\u00e7\u00e3o exaltada, sabe-se hoje a parte reservada \u00e0 realidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">INFERNO<\/span> \u2013 do lat. inferna, de infernus, inferior, que est\u00e1 em baixo; subentendido locus, lugar; lugar inferior. Assim chamado porque os Antigos o acreditavam colocado nas entranhas da Terra. No plural s\u00f3 \u00e9 empregado na linguagem po\u00e9tica ou falada de lugares subterr\u00e2neos para onde, segundo os Pag\u00e3os, iam as almas ap\u00f3s a morte. Os Infernos compreendiam duas partes: os Campos El\u00edsios, morada encantada dos homens de bem e o T\u00e1rtaro, lugar onde os maus sofriam o castigo de seus crimes pelo fogo e pelas torturas eternas. A cren\u00e7a relativa \u00e0 posi\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea dos Esp\u00edritos sobreviveu ao paganismo. Segundo a Igreja Cat\u00f3lica, Jesus desceu aos Infernos onde as almas dos justos esperavam a sua vinda nos Limbos. As almas dos maus ser\u00e3o precipitadas nos Infernos. A significa\u00e7\u00e3o deste voc\u00e1bulo est\u00e1 hoje restrita \u00e0 morada dos condenados; mas o progresso das ci\u00eancias geol\u00f3gicas e astron\u00f4micas tendo esclarecido sobre a estrutura do globo terrestre e sua verdadeira posi\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o, o Inferno foi exilado de seu seio e hoje nenhum lugar determinado lhe \u00e9 assinado. No estado de ignor\u00e2ncia, o homem \u00e9 incapaz de captar as abstra\u00e7\u00f5es e abarcar as generalidades; nada concebe que n\u00e3o seja localizado e circunscrito; materializa as coisas imateriais; rebaixa at\u00e9 a majestade divina. Mas, \u00e0 medida que o progresso da ci\u00eancia positiva vem esclarec\u00ea-lo, reconheceu seu pr\u00f3prio erro: suas id\u00e9ias, de mesquinhas e acanhadas que eram, crescem e o horizonte do infinito se desenrola aos seus olhos. \u00c9 assim que, segundo a doutrina esp\u00edrita, as penas de al\u00e9m-t\u00famulo n\u00e3o podem ser sen\u00e3o morais e s\u00e3o inerentes \u00e0 natureza impura e imperfeita dos Esp\u00edritos inferiores; n\u00e3o h\u00e1 inferno localizado no sentido vulgar ligado ao termo: cada um o tem em si, pelos sofrimentos que suporta e que n\u00e3o s\u00e3o menos cruciantes pelo fato de n\u00e3o serem f\u00edsicos. O Inferno est\u00e1 em toda parte onde h\u00e1 Esp\u00edritos imperfeitos. (Vide Para\u00edso, Fogo Eterno, Penas Eternas).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> INSTINTO<\/span> \u2013 Esp\u00e9cie de intelig\u00eancia rudimentar que dirige os seres vivos em suas a\u00e7\u00f5es, mau grado sua vontade e no interesse de sua conserva\u00e7\u00e3o. O instinto toma-se intelig\u00eancia quando h\u00e1 delibera\u00e7\u00e3o. Pelo instinto age-se sem raciocinar pela intelig\u00eancia raciocina-se antes de agir. No homem muito frequentemente as id\u00e9ias instintivas s\u00e3o confundidas com as id\u00e9ias intuitivas. Estas \u00faltimas s\u00e3o as que ele bebeu quer no estado de Esp\u00edrito, quer nas exist\u00eancias anteriores e das quais conserva uma vaga lembran\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> INTELIG\u00caNCIA<\/span> \u2013 Faculdade de conceber, de compreender e de raciocinar. Seria injusto recusar aos animais uma esp\u00e9cie de intelig\u00eancia e crer que eles apenas sigam maquinalmente o cego impulso do instinto. Demonstra a observa\u00e7\u00e3o que em muitos casos agem eles com prop\u00f3sito deliberado e conforme as circunst\u00e2ncias; mas essa intelig\u00eancia, por mais admir\u00e1vel que seja, \u00e9 sempre limitada \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o de suas necessidades materiais, ao passo que a do homem lhe permite elevar-se acima da condi\u00e7\u00e3o humana. A linha de demarca\u00e7\u00e3o entre os animais e o homem \u00e9 tra\u00e7ada pelo conhecimento que a este \u00faltimo \u00e9 dado do Ser Supremo. (Vide Instinto).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">INTUI\u00c7\u00c3O<\/span> \u2013 (Vide Instinto, Id\u00e9ias inatas). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">INVIS\u00cdVEL<\/span> \u2013 nome sob o qual algumas vezes s\u00e3o designados os Esp\u00edritos nas suas manifesta\u00e7\u00f5es. A denomina\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos parece feliz, primeiro porque se para n\u00f3s a invisibilidade \u00e9 o estado normal dos Esp\u00edritos, sabe-se que ela n\u00e3o \u00e9 absoluta, desde que eles nos podem aparecer; em segundo lugar a denomina\u00e7\u00e3o nada tem que caracterize essencialmente os Esp\u00edritos: ela se aplica igualmente a todos os corpos inertes que n\u00e3o afetam o sentido da vis\u00e3o. A voz Esp\u00edrito tem por si mesma uma significa\u00e7\u00e3o que desperta a ideia de um ser inteligente e incorp\u00f3reo. Notemos, ainda, que, falando de um determinado Esp\u00edrito, como, por exemplo, o de F\u00e9nelon, dir-se-\u00e1: \u201c\u00c9 o Esp\u00edrito de F\u00e9nelon quem diz isto ou aquilo\u201d e nunca \u201c\u00e9 o invis\u00edvel de F\u00e9nelon\u201d. \u00c9 sempre prejudicial \u00e0 clareza e \u00e0 pureza da l\u00edngua desviar os voc\u00e1bulos de sua acep\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">INVOCA\u00c7\u00c3O<\/span> \u2013 do Iat. In, em e vocare, chamar. Evoca\u00e7\u00e3o, do lat. ex. de, de fora e vocare. Os dois voc\u00e1bulos n\u00e3o s\u00e3o sin\u00f4nimos perfeitos, posto lenham a mesma raiz vocare. terra empreg\u00e1-las indistintamente. \u201cEvocar \u00e9 chamar, fazer vir a si, fazer aparecer nas cerim\u00f4nias m\u00e1gicas, nos encantamentos. Evocar almas, Esp\u00edritos, sombras. As necromantes pretendiam evocar as almas dos mortos\u201d. (Academia). Entre os Antigos, evocar era fazer sair as almas dos Infernos para que viessem ao chamado. Invocar \u00e9 chamar em si, ou em seu socorro, um poder superior ou sobrenatural. <strong>Invoca-se a Deus pela prece<\/strong>. Na religi\u00e3o cat\u00f3lica invocam-se os Santos. <strong>Toda prece \u00e9 uma invoca\u00e7\u00e3o.<\/strong> <span style=\"background-color: #ffff00;\">A invoca\u00e7\u00e3o est\u00e1 no pensamento; a evoca\u00e7\u00e3o est\u00e1 no ato<\/span>. Na invoca\u00e7\u00e3o o ser a quem nos dirigimos nos ouve; na evoca\u00e7\u00e3o ele sai de onde se achava e vem manifestar-nos a sua presen\u00e7a. A invoca\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 dirigida aos seres que supomos bastante elevados para nos assistir; evocam-se os Esp\u00edritos inferiores, do mesmo modo que os superiores. \u201cMois\u00e9s proibiu, sob pena de morte, a evoca\u00e7\u00e3o das almas dos mortos\u201d, que era uma pr\u00e1tica sacr\u00edlega entre os Cananeus. O Cap\u00edtulo XXII do Segundo Livro dos Reis fala da \u201cevoca\u00e7\u00e3o da sombra de Samuel pela pitoniza\u201d. Como se v\u00ea, a arte das evoca\u00e7\u00f5es remonta \u00e0 mais alta antiguidade. Encontramo-la em todas as \u00e9pocas e em todos os povos. Outrora a evoca\u00e7\u00e3o era acompanhada de pr\u00e1ticas m\u00edsticas, seja porque as considerassem necess\u00e1rias, seja porque visassem exibir o prest\u00edgio de um poder superior. <strong>Sabe-se hoje que o poder de evocar n\u00e3o \u00e9 um privil\u00e9gio: pertence a todos; e todas as cerim\u00f4nias m\u00e1gicas e cabal\u00edsticas n\u00e3o passam de v\u00e3o aparato.<\/strong> Segundo os Antigos, todas as almas evocadas eram errantes ou vinham dos Infernos, que compreendiam, como se sabe, os Campos El\u00edsios e o T\u00e1rtaro. \u00c0 express\u00e3o n\u00e3o se ligava nenhum sentido pejorativo. Na linguagem moderna o significado de inferno tornou-se restrito, como morada dos condenados. <strong>Da\u00ed se seguiu a ideia que fazem certas pessoas, de que a evoca\u00e7\u00e3o esteja ligada aos maus Esp\u00edritos ou dem\u00f4nios.<\/strong> Esta cren\u00e7a, por\u00e9m, cai, \u00e0 medida que adquirimos um conhecimento mais aprofundado dos fatos. Assim, \u00e9 menos espalhada entre os que acreditam na realidade das manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas: n\u00e3o poderia, realmente, prevalecer ante a experi\u00eancia e um racioc\u00ednio isento de preconceitos. I<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">INTELECTUAL<\/span> \u2013 (Vide Principio)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">\u00a0LARES<\/span> \u2013 (Vide Manes, Penates). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">LIVRE-ARB\u00cdTRIO<\/span> \u2013 Liberdade moral do homem; faculdade de guiar-se conforme a sua vontade, na realiza\u00e7\u00e3o de seus atos. Ensinam os Esp\u00edritos que a altera\u00e7\u00e3o das faculdades mentais, por uma causa acidental ou natural constitui o \u00fanico caso em que o homem se v\u00ea privado do livre-arb\u00edtrio. <strong>Fora disto \u00e9 sempre senhor de fazer ou n\u00e3o fazer uma coisa<\/strong>. Ele goza dessa liberdade no estado de Esp\u00edrito e \u00e9 em virtude dessa faculdade que livremente escolhe a exist\u00eancia e as provas que julga adequadas ao seu adiantamento. Conserva-a no estado corp\u00f3reo, a fim de poder lutar contra as mesmas provas. Os Esp\u00edritos que ensinam esta doutrina n\u00e3o podem ser maus. (Vide Fatalidade). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">LUCIDEZ \u2013<\/span> <strong>Clarivid\u00eancia<\/strong>, faculdade de ver sem aux\u00edlio dos \u00f3rg\u00e3os da vis\u00e3o. \u00c9 uma faculdade inerente \u00e0 natureza mesma da alma ou do Esp\u00edrito, e que reside em todo o seu ser. Por isso, em todos os casos em que h\u00e1 emancipa\u00e7\u00e3o da alma, o homem tem percep-\u00f5es independentes dos sentidos. No estado corp\u00f3reo normal a faculdade de ver \u00e9 limitada pelos \u00f3rg\u00e3os materiais; desprendida desse obst\u00e1culo, ela n\u00e3o mais se acha circunscrita; estende-se por toda a parte onde a alma exerce a sua a\u00e7\u00e3o. Tal \u00e9 a causa da vis\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, de que desfrutam certos son\u00e2mbulos. Veem-se no pr\u00f3prio local que observam, ainda que a milhares de quil\u00f4metros, porque, se ali n\u00e3o se acha o corpo, a alma realmente est\u00e1. Pode, pois, dizer-se que o son\u00e2mbulo v\u00ea pela luz da alma. O voc\u00e1bulo clarivid\u00eancia \u00e9 mais geral. <strong>Lucidez se diz mais particularmente da clarivid\u00eancia sonamb\u00falica<\/strong>. Um son\u00e2mbulo \u00e9 mais ou menos l\u00facido, conforme seja mais ou menos completa a emancipa\u00e7\u00e3o da alma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> MAGIA, MAGO<\/span> \u2013 do gr. mageia, conhecimento profundo da natureza; de onde magos, s\u00e1bio, cientista formado em magia; sacerdote, s\u00e1bio e fil\u00f3sofo entre os antigos Persas. Originalmente a magia era a ci\u00eancia dos s\u00e1bios; todos os que conheciam a astrologia, que se gabavam de predizer o futuro, que faziam coisas extraordin\u00e1rias e incompreens\u00edveis para o vulgo eram magos ou s\u00e1bios que, mais tarde, foram chamados magos. O abuso e o charlatanismo desacreditaram a magia; mas todos os fen\u00f4menos que hoje reproduzimos pelo magnetismo, pelo sonambulismo e pelo espiritismo provam que a magia n\u00e3o era uma arte puramente quim\u00e9rica e que, entre muitos absurdos, havia certamente muita coisa verdadeira. A vulgariza\u00e7\u00e3o desses fen\u00f4menos tem por efeito destruir o prest\u00edgio dos que outrora operavam sob o manto do segredo e abusavam da credulidade, atribuindo-se um pretenso poder sobrenatural. <span style=\"background-color: #ffff00;\">Gra\u00e7as a essa vulgariza\u00e7\u00e3o hoje sabemos que nada existe de sobrenatural e que certas coisas s\u00f3 parecem derrogar as leis da natureza porque n\u00e3o lhes conhecemos as causas.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">MAGNETISMO ANIMAL<\/span> \u2013 do gr. magnes, \u00edm\u00e3. Assim chamado por analogia como o magnetismo mineral. Demonstrou a experi\u00eancia que n\u00e3o existe tal analogia ou que \u00e9 apenas aparente. Assim, a denomina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exata. Como, por\u00e9m, foi consagrada pelo emprego universal, e como, por outro lado, o ep\u00edteto que \u00e9 adicionado n\u00e3o permite equ\u00edvocos, haveria mais inconveniente do que utilidade em substituir a express\u00e3o. Algumas pessoas a substituem por mesmerismo. Mas at\u00e9 agora a tentativa n\u00e3o prevaleceu. O magnetismo animal pode assim ser definido: <span style=\"background-color: #ffff00;\">a\u00e7\u00e3o rec\u00edproca de dois seres vivos por meio de um agente especial chamado flu\u00eddo magn\u00e9tico.<\/span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">MAGNETISTA, MAGNETIZADOR<\/span> \u2013 A primeira palavra \u00e9 empregada por algumas pessoas para significar os adeptos do magnetismo, os que acreditam nos seus efeitos. O magnetizador \u00e9 o praticante, aquele que o exercita; o magnetista \u00e9 o te\u00f3rico. Pode ser-se magnetista sem ser magnetizador, mas n\u00e3o se pode ser magnetizador sem ser magnetis-ta. Tal distin\u00e7\u00e3o nos parece \u00fatil e l\u00f3gica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> MANES<\/span> \u2013 do lat. manere, ficar, segundo uns; segundo outros, de manes, manium, de manus, bom. Na mitologia romana e etrusca os manes eram as almas ou sombras dos mortos. Os Antigos tinham um grande respeito pelos manes de seus antepassados, que julgavam agradar pelos sacrif\u00edcios. Eram representados sob a forma humana, mas vaporosa e invis\u00edvel, errantes em volta dos t\u00famulos ou de suas habita\u00e7\u00f5es e visitando as suas fam\u00edlias. Quem n\u00e3o reconheceria nesses manes os Esp\u00edritos sob o envolt\u00f3rio semimaterial do perisp\u00edrito e que nos dizem, eles pr\u00f3prios, que se acham entre n\u00f3s sob a forma que tinham quando vivos? (Vide Penates).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> MANIFESTA\u00c7\u00c3O<\/span> \u2013 ato pelo qual um Esp\u00edrito revela a sua presen\u00e7a. As manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o: Aparentes, quando o Esp\u00edrito \u00e9 visto. (Vide Apari\u00e7\u00f5es). Espont\u00e2neas, quando s\u00e3o independentes da vontade e se d\u00e3o sem que nenhum Esp\u00edrito tenha sido chamado. F\u00edsicas, quando se traduzem por fen\u00f4menos materiais, tais como ru\u00eddos, movimentos, deslocamento de objetos. Inteligentes, quando revelam um pensamento. (Vide Comunica\u00e7\u00e3o). Ocultas, quando nada t\u00eam de ostensivo e quanto o Esp\u00edrito se limita a agir sobre a mente. Patentes, quando se tornam apreci\u00e1veis pelos sentidos. Provocadas, quando s\u00e3o efeito da vontade, do desejo ou de uma evoca\u00e7\u00e3o determinada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">MATERIALISMO<\/span> \u2013 Sistema dos que pensam que no homem tudo \u00e9 mat\u00e9ria e que, as-sim, nele nada sobrevive \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o do corpo. Parece in\u00fatil refutar esta opini\u00e3o, que, ali\u00e1s, \u00e9 pessoal a certos indiv\u00edduos e em parte alguma se erige em doutrina. Se se pode demonstrar a exist\u00eancia da alma pelo racioc\u00ednio, as manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas constituem a sua prova patente. Por elas n\u00f3s assistimos, de certo modo, a todas as perip\u00e9cias da vida de al\u00e9m-t\u00famulo. O materialismo, que apenas se funda na nega\u00e7\u00e3o, n\u00e3o resiste \u00e0 evid\u00eancia dos fatos. Por isso frequentemente a doutrina esp\u00edrita triunfa sobre aqueles que haviam resistido a todos os argumentos. Sua vulgariza\u00e7\u00e3o \u00e9 o mais poderoso meio de extirpar essa chaga das sociedades civilizadas. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">M\u00c9DIUM<\/span> 6 \u2013 do lat. medium, meio, intermedi\u00e1rio. Pessoa acess\u00edvel \u00e0 influ\u00eancia dos Esp\u00edritos e mais ou menos dotada da faculdade de receber e transmitir suas comunica\u00e7\u00f5es. Para os Esp\u00edritos o m\u00e9dium \u00e9 um intermedi\u00e1rio; \u00e9 um agente ou instrumento mais ou menos c\u00f4modo, conforme a natureza ou o grau da faculdade mediatriz. Essa faculda-de \u00e9 devida a uma disposi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica especial, suscept\u00edvel de desenvolvimento. Distinguem-se diversas variedades de m\u00e9diuns, conforme sua aptid\u00e3o particular para este ou aquele modo de transmiss\u00e3o, ou tal ou qual g\u00eanero de comunica\u00e7\u00e3o. M\u00e9diuns de influ\u00eancia f\u00edsica, os que t\u00eam o poder de provocar manifesta\u00e7\u00f5es osten-sivas. Compreendem as seguintes variedades: m\u00e9diuns motores, que provocam movimento e deslocamento de objetos; m\u00e9diuns tipt\u00f3logos, os que provocam ru\u00eddos e golpes vibrados; m\u00e9diuns de apari\u00e7\u00e3o, os que provocam apari\u00e7\u00f5es. (Vide Apari\u00e7\u00e3o). Entre os m\u00e9diuns de influ\u00eancia f\u00edsica distinguem-se: os m\u00e9diuns facultativos, isto \u00e9, que t\u00eam o poder de provocar os fen\u00f4menos por um ato da vontade, e os m\u00e9diuns naturais, os que produzem espontaneamente e sem qualquer participa\u00e7\u00e3o da vontade. M\u00e9diuns de influ\u00eancia moral, os que s\u00e3o mais especialmente aptos a receber e transmitir as comunica\u00e7\u00f5es inteligentes. Conforme sua aptid\u00e3o especial, distinguem-se em: m\u00e9diuns de pressentimentos, pessoas que, em certas circunst\u00e2ncias, t\u00eam uma vaga intui\u00e7\u00e3o das coisas futuras; m\u00e9diuns desenhistas, os que desenham sob a influ\u00eancia dos Esp\u00edritos; m\u00e9diuns escreventes ou psic\u00f3grafos, os que t\u00eam a faculdade de escrever sob a influ\u00eancia dos Esp\u00edritos. (Vide Psicografia); <\/span><span style=\"color: #000000;\">m\u00e9diuns excitadores, os que t\u00eam o poder de desenvolver nos outros, pela sua vontade, a faculdade de escrever, sejam ou n\u00e3o m\u00e9diuns escreventes6; m\u00e9diuns falantes ou parlantes, os que transmitem pela palavra falada o que os psic\u00f3grafos transmitem pela escrita; m\u00e9diuns inspirados, as pessoas que, em estado normal ou em \u00eaxtase, recebem pelo pensamento comunica\u00e7\u00f5es ocultas, estranhas \u00e0s suas id\u00e9ias; m\u00e9diuns musicistas, os que escrevem m\u00fasica ou a executam sob a influ\u00eancia dos Esp\u00edritos; m\u00e9diuns pneumat\u00f3grafos, os que t\u00eam a faculdade de obter a escrita direta dos Esp\u00edritos. (Vide Pneumatografia); m\u00e9diuns sensitivos ou impress\u00edveis, s\u00e3o as pessoas suscet\u00edveis de sentir a presen\u00e7a dos Esp\u00edritos por uma vaga impress\u00e3o de que n\u00e3o se podem dar conta. Essa variedade n\u00e3o tem um car\u00e1ter bem definido. Todos os m\u00e9diuns s\u00e3o necessariamente impress\u00edveis. A impressionabilidade \u00e9, assim, antes uma qualidade geral que especial. \u00c9: a faculdade rudimentar indispens\u00e1vel ao desenvolvimento de todas as outras. Difere da impressionabilidade puramente f\u00edsica e nervosa, com a qual n\u00e3o deve ser confundida; m\u00e9diuns videntes, s\u00e3o as pessoas que t\u00eam a faculdade da segunda vista, ou de ver os Esp\u00edritos. (Vide Vista). Observa\u00e7\u00e3o \u2013 Algumas pessoas dizem no plural, os media, como se diz errata. N\u00e3o vemos vantagem em multiplicar desnecessariamente as exce\u00e7\u00f5es, j\u00e1 t\u00e3o numerosas, de nossa l\u00edngua. Todos os gram\u00e1ticos est\u00e3o hoje de acordo em dar \u00e0 maioria dos nomes estrangeiros passados para o uso da l\u00edngua o sinal franc\u00eas do plural. V\u00e1rias palavras de termina\u00e7\u00e3o latina ali\u00e1s est\u00e3o neste caso: diz-se os &#8220;museums, factums, pensums, m\u00e9-morandums&#8221;, etc. Por que n\u00e3o dizer &#8220;m\u00e9diuns&#8221;? Dizer os &#8220;media&#8221; seria uma afeta\u00e7\u00e3o pedante <span style=\"color: #000080;\"><strong>7<\/strong><\/span>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080; font-size: 13px;\">6 A express\u00e3o em franc\u00eas \u00e9 m\u00e9diums communicateurs, cuja tradu\u00e7\u00e3o exata seria m\u00e9diuns co-municantes. Preferimos cham\u00e1-los m\u00e9diuns excitadores, porque a sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 a de um motor de partida, que faz desabrochar o poder medi\u00fanico latente no outro m\u00e9dium e, muitas vezes, excitar a capacidade vibrat\u00f3ria do m\u00e9dium, do Esp\u00edrito que deseja comunicar-se, ou de ambos, produzindo a manifesta\u00e7\u00e3o que, diga-se de passagem, n\u00e3o \u00e9 somente o de escrever, mas a de incorpora\u00e7\u00e3o. N. do T. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080; font-size: 13px;\"><strong>7<\/strong> Seguindo o mesmo crit\u00e9rio em portugu\u00eas, escreve-se o m\u00e9dium (homem ou mulher), porque o voc\u00e1bulo \u00e9 epiceno, como a cobra, a on\u00e7a, o tigre (macho ou f\u00eamea); e, no plural os m\u00e9diuns \u2013 e n\u00e3o m\u00e9diums, que \u00e9 a forma francesa. \u00c9 erro dizer a m\u00e9dium e erro maior a m\u00e9dia, ou d. Fula-na \u00e9 boa m\u00e9dia. N. do T.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-tadv-p=\"keep\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">METEMPSICOSE<\/span> \u2013 do gr. meta, mudan\u00e7a em, na e psuke, alma. Transmigra\u00e7\u00e3o da alma de um corpo a outro. \u201cO dogma da metempsicose \u00e9 de origem indiana. Da \u00cdndia a cren\u00e7a passou ao Egito, de onde mais tarde Pit\u00e1goras o trouxe para a Gr\u00e9cia. Os disc\u00edpu<\/span><span style=\"color: #000000;\">los desse fil\u00f3sofo ensinavam que o Esp\u00edrito, quando livre dos la\u00e7os do corpo, vai ao imp\u00e9rio dos mortos esperar, num estado intermedi\u00e1rio, de dura\u00e7\u00e3o mais ou menos longa, o momento de animar outro corpo de homem ou de animal at\u00e9 que se realize o tempo de sua purifica\u00e7\u00e3o e de sua volta \u00e0 fonte da vida\u201d. Como se v\u00ea, o dogma da metempsicose est\u00e1 baseado na individualidade e na imortalidade da alma. Nele se encontra a doutrina dos Esp\u00edritos sobre a reencarna\u00e7\u00e3o. Esse estado intermedi\u00e1rio, de dura\u00e7\u00e3o mais ou me-nos longa entre as diversas exist\u00eancias n\u00e3o \u00e9 mais que o estado de erraticidade no qual se acham os Esp\u00edritos entre duas encarna\u00e7\u00f5es. H\u00e1, por\u00e9m, entre a metempsicose indiana e a doutrina da reencarna\u00e7\u00e3o, tal qual nos \u00e9 ensinada hoje, uma diferen\u00e7a capital: para come\u00e7ar aquela admite a transfigura\u00e7\u00e3o da alma no corpo dos animais, o que seria uma degrada\u00e7\u00e3o; em segundo lugar, essa transmigra\u00e7\u00e3o n\u00e3o se opera sen\u00e3o na Terra. Ao contr\u00e1rio, dizem-nos os Esp\u00edritos que a reencarna\u00e7\u00e3o \u00e9 um progresso incessante, que o homem \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o \u00e0 parte, cuja alma nada tem de comum com o princ\u00edpio vital dos animais; que as diversas exist\u00eancias podem realizar-se tanto na Terra quanto, por uma lei de progresso, num mundo de ordem superior. E isto, como diz Pit\u00e1goras, &#8220;at\u00e9 que se rea-lize o tempo de sua purifica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">MITOLOGIA<\/span> \u2013 do gr. muthos, f\u00e1bula e logos, descri\u00e7\u00e3o. Hist\u00f3ria fabulosa das divindades pag\u00e3s. Compreende-se igualmente sob este nome a hist\u00f3ria de todos os seres extra-humanos que, sob diversas denomina\u00e7\u00f5es, sucederam aos deuses pag\u00e3os na Ida-de M\u00e9dia. Assim, temos a mitologia escandinava, a teut\u00f4nica, a c\u00e9ltica, a escocesa, a irlandesa, etc. MORTE \u2013 Aniquilamento das for\u00e7as vitais do corpo pelo esgotamento dos \u00f3rg\u00e3os. Pri-vado o corpo do princ\u00edpio da vida org\u00e2nica, a alma se desprende e entra no mundo dos Esp\u00edritos. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">MUNDO CORP\u00d3REO<\/span> \u2013 Conjunto dos seres inteligentes que t\u00eam um corpo material. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">MUNDO ESP\u00cdRITA ou MUNDO DOS ESP\u00cdRITOS<\/span> \u2013 Conjunto dos seres inteligentes despojados de seu envolt\u00f3rio corporal. O mundo esp\u00edrita \u00e9 sobreviente a tudo. O estado corp\u00f3reo \u00e9 para os Esp\u00edritos apenas transit\u00f3rio, passageiro. Eles mudam de envolt\u00f3rio como n\u00f3s mudamos de roupa: deixam o corpo usado como deixamos uma roupa velha.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> NECROMANCIA<\/span> \u2013 do gr. nekros, morto e manteia, adivinha\u00e7\u00e3o. Arte de evocar as almas dos mortos para obter revela\u00e7\u00f5es. Por extens\u00e3o, o voc\u00e1bulo foi aplicado a todos os meios de adivinha\u00e7\u00e3o e, assim, \u00e9 qualificado de necromante quem quer que fa\u00e7a profis-s\u00e3o de dizer o futuro. Isto provavelmente se deve ao fato de, na verdadeira acep\u00e7\u00e3o do voc\u00e1bulo, a necromancia ter sido um dos primeiros meios empregados para aquele fim. Em segundo lugar porque, segundo as cren\u00e7as vulgares, as almas dos mortos deveriam ser os principais agentes nos outros meios de adivinha\u00e7\u00e3o, tais como a quiromancia ou adivinha\u00e7\u00e3o pelo exame da m\u00e3o, a cartomancia, etc. O abuso e o charlatanismo desacreditaram a necromancia, como desacreditaram a magia 8.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080; font-size: 12px;\">8\u00a0 Todos os voc\u00e1bulos compostos com a raiz grega manteia como segundo elemento s\u00e3o parox\u00edto-nos e n\u00e3o proparox\u00edtonos. Assim, deve pronunciar-se necromancia, quiromancia, cartomancia, com a t\u00f4nica c\u00ed e n\u00e3o necrom\u00e2ncia, quiromancia e cartomancia, com a t\u00f4nica m\u00e2n. N do T.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> NOCT\u00c2MBULO, NOCTAMBULISMO<\/span> \u2013 do lat. nox, noctis, a noite e ambulare, andar, passear. Aquele que marcha ou passeia durante a noite, dormindo. Sin\u00f4nimo de son\u00e2m-bulo. Este \u00faltimo voc\u00e1bulo \u00e9 prefer\u00edvel, visto como noct\u00e2mbulo e noctambulismo de modo algum implicam a id\u00e9ia de sono.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> ORACULO<\/span> \u2013 do lat. os, oris, a boca. Resposta dos deuses, conforme as cren\u00e7as pa-g\u00e3s, dadas \u00e0s perguntas que lhes eram dirigidas. Assim se chamava porque as respostas eram dadas pela boca das Pitonisas. (Vide este voc\u00e1bulo). Por extens\u00e3o, or\u00e1culo se dizi-a, ao mesmo tempo, da resposta, da pessoa que a pronunciava, bem como dos v\u00e1rios meios empregados para conhecer o futuro. Todo fen\u00f4meno extraordin\u00e1rio, capaz de ferir a imagina\u00e7\u00e3o, era considerado express\u00e3o da vontade dos deuses e se tornava um or\u00e1cu-lo. Os sacerdotes pag\u00e3os, que n\u00e3o perdiam nenhuma ocasi\u00e3o para explorar a credulida-de, se constitu\u00edam seus int\u00e9rpretes e, para tanto, consagravam solenemente os templos, nos quais os fi\u00e9is vinham deixar suas oferendas, na quim\u00e9rica ilus\u00e3o de conhecer o futuro. A cren\u00e7a nos or\u00e1culos evidentemente tem sua fonte nas comunica\u00e7\u00f5es esp\u00edritas que o charlatanismo, a cupidez e a \u00e2nsia de domina\u00e7\u00e3o tinham cercado de prest\u00edgio e que hoje vemos em toda sua simplicidade. PARA\u00cdSO \u2013 do gr. paradeisos, jardim, vergel. Os Antigos o colocavam numa parte dos Infernos, chamada Campos El\u00edsios. (Vide Inferno); os povos modernos, nas elevadas regi\u00f5es do espa\u00e7o. Este voc\u00e1bulo \u00e9 sin\u00f4nimo de c\u00e9u, tomado na mesma acep\u00e7\u00e3o, com a diferen\u00e7a que c\u00e9u se liga a uma id\u00e9ia de beatitude infinita, ao passo que para\u00edso \u00e9 mais circunscrito e lembra prazeres um pouco materiais. Diz-se ainda: subir ao c\u00e9u, descer ao inferno. Tais opini\u00f5es baseiam-se na cren\u00e7a primitiva, fruto da ignor\u00e2ncia, de que o uni-verso era formado de esferas conc\u00eantricas, cujo centro era ocupado pela Terra. \u00c9 nessas esferas, chamadas c\u00e9us, que foram colocadas as moradas dos justos. Da\u00ed a express\u00e3o de quinto ou sexto c\u00e9u, para designar os diversos graus de beatitude. Desde, por\u00e9m, que a ci\u00eancia lan\u00e7ou o seu olhar investigador sobre as profundezas et\u00e9reas, mostra-nos o espa\u00e7o universal sem limites, semeado por um n\u00famero infinito de globos, entre os quais circula o nosso, ao qual nenhum lugar distinto \u00e9 assinado. E a\u00ed n\u00e3o existem altos nem baixos. N\u00e3o vendo o s\u00e1bio em parte alguma sen\u00e3o o espa\u00e7o infinito e mundos inumer\u00e1-veis onde lhe haviam indicado o c\u00e9u; n\u00e3o encontrando nas entranhas da Terra, em lugar do Inferno, sen\u00e3o as camadas geol\u00f3gicas sobre as quais sua forma\u00e7\u00e3o se acha escrita em caracteres irrefrag\u00e1veis, come\u00e7ou a duvidar do C\u00e9u e do Inferno. Da\u00ed \u00e0 d\u00favida absolu-ta vai apenas um passo.<br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A doutrina ensinada pelos Esp\u00edritos superiores est\u00e1 de acordo com a ci\u00eancia. Nada cont\u00e9m que fira a raz\u00e3o e esteja em contradi\u00e7\u00e3o com os conhecimentos exatos. Mostra-nos a morada dos Bons, n\u00e3o num lugar fechado, ou numa dessas hipot\u00e9ticas esferas com que a ignor\u00e2ncia havia cercado o nosso globo, mas por toda parte onde haja bons Esp\u00edri-tos, no espa\u00e7o para os que se acham errantes, nos mundos mais perfeitos para os que est\u00e3o encarnados. A\u00ed \u00e9, o Para\u00edso Terrestre, a\u00ed est\u00e3o os Campos El\u00edsios, cuja id\u00e9ia pri-meira vem do conhecimento intuitivo que tinha sido dado ao homem desse estado de coi-sas, e que a ignor\u00e2ncia e os preconceitos reduziram a propor\u00e7\u00f5es mesquinhas. Ela nos mostra os maus recebendo o castigo de suas faltas em sua pr\u00f3pria imperfei\u00e7\u00e3o, nos seus sofrimentos morais, na presen\u00e7a inevit\u00e1vel de suas v\u00edtimas, castigos mais terr\u00edveis que as torturas f\u00edsicas incompat\u00edveis com a doutrina da imortalidade da alma. Ela no-los mostra expiando os seus erros pelas tribula\u00e7\u00f5es de novas exist\u00eancias corp\u00f3reas, realizadas em mundos imperfeitos e n\u00e3o num lugar de eternos supl\u00edcios, de onde para sempre foi banida a esperan\u00e7a. A\u00ed \u00e9 o Inferno. Quantos homens nos disseram: &#8220;Se nos tivessem ensinado isto desde a inf\u00e2ncia, jamais ter\u00edamos duvidado!\u201d Ensina-nos a experi\u00eancia que os Esp\u00edritos n\u00e3o suficientemente desmaterializados ain-da se acham sob o imp\u00e9rio das id\u00e9ias e preconceitos da exist\u00eancia corp\u00f3rea. Aqueles que, em suas comunica\u00e7\u00f5es, empregam uma linguagem conforme \u00e0s id\u00e9ias cujo erro material est\u00e1 demonstrado, provam por isso mesmo sua ignor\u00e2ncia e sua inferioridade. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">PENAS ETERNAS<\/span> \u2013 Ensinam os Esp\u00edritos superiores que s\u00f3 o bem \u00e9 eterno, porque \u00e9 a ess\u00eancia de Deus; o mal ter\u00e1 um fim. Conseq\u00fcentemente, combatem a doutrina da eternidade das penas como contr\u00e1ria \u00e0 id\u00e9ia que Deus nos d\u00e1 de sua justi\u00e7a e de sua bondade. Mas a luz s\u00f3 se faz para os Esp\u00edritos \u00e0 medida de sua eleva\u00e7\u00e3o. Nas camadas inferiores suas id\u00e9ias ainda s\u00e3o obscurecidas pela mat\u00e9ria. Para eles o futuro est\u00e1 cober-to por um v\u00e9u: s\u00f3 enxergam o presente. Encontram-se na posi\u00e7\u00e3o de um homem que sobe uma montanha: no fundo do vale a bruma e as curvas da estrada limitam-lhe a vi-s\u00e3o; precisa chegar ao topo a fim de descobrir todo o horizonte, julgar o caminho feito e o que falta percorrer. Os Esp\u00edritos imperfeitos n\u00e3o percebem o termo de seus sofrimentos, julgam sofrer para sempre e este pensamento lhes \u00e9 um castigo. Se, pois, certos Esp\u00edritos nos falam das penas eternas \u00e9 porque, em conseq\u00fc\u00eancia de sua mesma inferioridade, nelas acreditam. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">PENATES<\/span> \u2013 do lat. penitus, interior, que est\u00e1 dentro, formado de penus, lugar retira-do, oculto. Deuses dom\u00e9sticos dos Antigos, assim chamados porque eram colocados num lugar retirado da casa. \u2013 LARES \u2013 do nome da ninfa Lara, porque os supunham filhos dessa ninfa, e de Merc\u00fario. Como os Penates, eram deuses ou g\u00eanios dom\u00e9sticos, com a diferen\u00e7a que os Penates eram, originariamente os manes dos antepassados, cujas imagens eram guardadas em lugar secreto e ao abrigo da profana\u00e7\u00e3o. Os Lares, g\u00eanios benfazejos, protetores das fam\u00edlias e das casas, eram considerados heredit\u00e1rios, porque, uma vez unidos a uma fam\u00edlia, continuavam a proteger os seus descendentes. N\u00e3o s\u00f3 cada indiv\u00edduo, como fam\u00edlia e cada casa tinha os seus lares particulares, mas os havia, <\/span><span style=\"color: #000000;\">tamb\u00e9m, para as cidades, as aldeias, as ruas, os edif\u00edcios p\u00fablicos, etc., os quais eram colocados sob a invoca\u00e7\u00e3o de tais ou quais lares, como, entre os crist\u00e3os, o s\u00e3o sob este ou aquele patrono. Os lares e os penates, cujo culto pode dizer-se que era universal, posto que sob no-mes diferentes, n\u00e3o eram sen\u00e3o os Esp\u00edritos familiares cuja exist\u00eancia hoje nos \u00e9 revela-da. Mas os Antigos os transformavam em deuses, aos quais a supersti\u00e7\u00e3o elevava alta-res, ao passo que n\u00f3s os consideramos apenas como Esp\u00edritos que animaram corpos de homens como n\u00f3s, por vezes nossos parentes e amigos e que se ligam a n\u00f3s por simpa-tia. (Vide Polite\u00edsmo).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> PERISP\u00cdRITO<\/span> \u2013 de peri, em redor e spiritus, esp\u00edrito. Envolt\u00f3rio semimaterial do Es-p\u00edrito, depois de sua separa\u00e7\u00e3o do corpo. O Esp\u00edrito o adquire no mundo em que se acha e muda-o ao passar a um outro mundo. \u00c9 mais ou menos sutil ou grosseiro, conforme a natureza de cada globo. O perisp\u00edrito pode tomar todas as formas, \u00e0 vontade do Esp\u00edrito. De ordin\u00e1rio afeta a imagem que tinha em sua \u00faltima exist\u00eancia corp\u00f3rea. Posto que de natureza et\u00e9rea, a subst\u00e2ncia do perisp\u00edrito \u00e9 suscept\u00edvel de certas modifica\u00e7\u00f5es que a tornam percept\u00edvel aos nossos olhos. \u00c9 o que se d\u00e1 nas apari\u00e7\u00f5es. Pode at\u00e9, por sua uni\u00e3o com o fluido de certas pessoas, tornar-se temporariamente tang\u00edvel, isto \u00e9, oferecer ao tacto a resist\u00eancia de um corpo s\u00f3lido, como se tem visto nas apari-\u00e7\u00f5es estereotitas ou palp\u00e1veis. A natureza \u00edntima do perisp\u00edrito \u00e9 ainda desconhecida. Poderia, por\u00e9m, supor-se que a mat\u00e9ria dos corpos \u00e9 composta de uma parte s\u00f3lida e grosseira e de uma parte sutil et\u00e9-rea; que somente a primeira sofra a decomposi\u00e7\u00e3o produzida pela morte, ao passo que a segunda persista e acompanhe o Esp\u00edrito. Assim, o Esp\u00edrito teria um duplo envolt\u00f3rio; a morte apenas o despojaria do mais grosseiro; o segundo, que constitui o perisp\u00edrito, conservaria a marca e a forma do primeiro, do qual \u00e9 uma esp\u00e9cie de sombra. Mas sua natureza essencialmente vaporosa permitiria que o Esp\u00edrito lhe modificasse a forma \u00e0 vontade, e a tornasse vis\u00edvel ou invis\u00edvel, palp\u00e1vel ou impalp\u00e1vel. O perisp\u00edrito \u00e9 para o Esp\u00edrito aquilo que o perisperma \u00e9 para o germe do fruto. Despojada de seu inv\u00f3lucro lenhoso, a am\u00eandoa encerra o germe no envolt\u00f3rio delicado do perisperma. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">P\u00cdTIA ou PITONISA<\/span> \u2013 Sacerdotisa de ApoIo P\u00edtio, em Delfos, assim chamado por causa da serpente Piton, que ApoIo matara. A Pitia dava o or\u00e1culo; como, por\u00e9m, nem sempre eram intelig\u00edveis, os sacerdotes se encarregavam de os interpretar, conforme as circunst\u00e2ncias. (Vide Sibila). <span style=\"background-color: #ffff00;\">PNEUMATOFONIA<\/span> \u2013 do gr. pneuma, ar, sopro, vento, esp\u00edrito e phon\u00e9, som ou voz. Comunica\u00e7\u00e3o verbal e direta dos Esp\u00edritos, sem o concurso dos \u00f3rg\u00e3os da voz. Som ou voz que fazem ouvir no vago do ar e que parece soar aos nossos ouvidos. (Vide Psicofo-nia). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">PNEUMATOGRAFIA<\/span> \u2013 do gr. pneuma e grapho, eu escrevo. Escrita direta dos Esp\u00ed-ritos, sem o concurso da m\u00e3o do m\u00e9dium. (Vide Psicografia). Observa\u00e7\u00e3o \u2013 N\u00e3o empregamos pneumatologia porque este voc\u00e1bulo j\u00e1 possui uma acep\u00e7\u00e3o cient\u00edfica determinada e, em segundo lugar, porque a voz seria impr\u00f3pria quando n\u00e3o se trata sen\u00e3o de sons vagos e inarticulados. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">POLITE\u00cdSMO<\/span> \u2013 do gr. polus, v\u00e1rios e theos, Deus. Religi\u00e3o que admite v\u00e1rios deu-ses. Entre os povos antigos o voc\u00e1bulo deus encerrava a id\u00e9ia de poder. Para eles todo poder superior ou vulgar era um deus; os pr\u00f3prios homens que tinham feito grandes coi-sas para eles se tornavam deuses. Manifestando-se por efeitos que aos seus olhos pareciam sobrenaturais, os Esp\u00edritos eram tantas divindades, que imposs\u00edvel \u00e9 n\u00e3o reconhecer nossos Esp\u00edritos de todos os graus, desde os batedores at\u00e9 os Esp\u00edritos superiores. Nos deuses de forma humana, que se transportam no espa\u00e7o, mudam de forma e se tornam vis\u00edveis ou invis\u00edveis \u00e0 vontade, reconhecemos todas as propriedades do perisp\u00edrito. Pelas paix\u00f5es que lhes eram atribu\u00eddas reconhecemos os Esp\u00edritos ainda n\u00e3o desmaterializa-dos. Nos manes, lares e penates reconhecemos os Esp\u00edritos familiares, os nossos g\u00eanios tutelares. O conhecimento das manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas \u00e9, pois, a fonte do polite\u00edsmo. Mas, desde a mais alta antiguidade os homens esclarecidos tinham julgado seus pretensos deuses por seu justo valor e neles reconhecido criaturas de um Deus Supremo, soberano senhor do mundo. Confirmando a doutrina da unidade de Deus e esclarecendo os ho-mens pela sublime moral evang\u00e9lica, o Cristianismo marcou uma era nova na marcha progressiva da humanidade. Entretanto, como os Esp\u00edritos n\u00e3o t\u00eam cessado de manifestar-se, em lugar de deuses, os homens os t\u00eam chamado g\u00eanios e fadas. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">POSSESSO<\/span> \u2013 Conforme \u00e0 id\u00e9ia ligada a este voc\u00e1bulo, possesso \u00e9 aquele em quem se alojou o dem\u00f4nio. O dem\u00f4nio o possui, isto \u00e9, apoderou-se de seu corpo. (Vide Dem\u00f4nio). Tomando dem\u00f4nio n\u00e3o na sua acep\u00e7\u00e3o vulgar, mas no sentido de mau Esp\u00ed-rito, Esp\u00edrito impuro, Esp\u00edrito malfeitor, Esp\u00edrito imperfeito, tratar-se-ia de saber se um Es-p\u00edrito dessa natureza ou de qualquer outra pode estabelecer domic\u00edlio no corpo de um ho-mem, conjuntamente com o que nele est\u00e1 encarnado, ou a este se substituindo. Poder-se-ia perguntar em que se toma, neste \u00faltimo caso, a alma assim expulsa. A doutrina esp\u00edrita diz que o Esp\u00edrito unido ao corpo n\u00e3o pode ser separado definitivamente sen\u00e3o pela morte; que um outro Esp\u00edrito n\u00e3o pode meter-se em seu lugar nem se unir ao corpo, simultaneamente com aquele. Mas, tamb\u00e9m, diz que um Esp\u00edrito imperfeito pode ligar-se a um Esp\u00edrito encarnado, domin\u00e1-la, dominar o seu pensamento e, caso ele n\u00e3o tenha for\u00e7a para lhe resistir, constrang\u00ea-la a fazer isto ou aquilo, a agir deste ou daquele modo; submetendo-o, por assim dizer, \u00e0 sua influ\u00eancia. Assim, n\u00e3o h\u00e1 possess\u00e3o, no sentido abso-luto do voc\u00e1bulo: h\u00e1 subjuga\u00e7\u00e3o; n\u00e3o se trata de desalojar um mau Esp\u00edrito, mas &#8211; para nos servirmos de uma compara\u00e7\u00e3o material &#8211; de o fazer largar a presa, o que sempre \u00e9 poss\u00edvel quando se o quer seriamente. Mas h\u00e1 pessoas que se comprazem numa depen-d\u00eancia que lisonjeia seus gostos e seus desejos. A supersti\u00e7\u00e3o vulgar atribui \u00e0 possess\u00e3o do dem\u00f4nio certas doen\u00e7as que n\u00e3o t\u00eam ou-tra causa sen\u00e3o uma altera\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os. Tal cren\u00e7a era muito espalhada entre os ju-deus. Para eles curar essas doen\u00e7as era expulsar os dem\u00f4nios. Seja qual for a causa da doen\u00e7a, desde que se d\u00ea a cura isto nada tira do poder daquele que a opera. Jesus e seus disc\u00edpulos podiam, pois, expulsar os dem\u00f4nios, para se servirem da linguagem co-mum. Se tivessem falado de outro modo n\u00e3o teriam sido compreendidos e talvez nem mesmo acreditados. Uma coisa pode ser verdadeira ou falsa, conforme o sentido ligado \u00e0s palavras. As maiores verdades podem parecer absurdas quando n\u00e3o se considera sen\u00e3o a forma. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">PRECE<\/span> \u2013 A prece \u00e9 uma invoca\u00e7\u00e3o e, em certos casos uma evoca\u00e7\u00e3o, pela qual chamamos este ou aquele Esp\u00edrito. Quando dirigida a Deus, ele nos envia seus mensa-geiros, os Bons Esp\u00edritos. A prece n\u00e3o pode alterar os des\u00edgnios da Provid\u00eancia; mas por ela os Bons Esp\u00edritos podem vir em nosso aux\u00edlio, seja para nos dar a for\u00e7a moral que nos falta, seja para nos sugerir os pensamentos necess\u00e1rios. Da\u00ed vem o al\u00edvio que se experi-menta quando se ora com fervor. Da\u00ed vem, tamb\u00e9m, o al\u00edvio que experimentam os Esp\u00edri-tos sofredores, quando se ora por eles. Eles mesmos pedem essas preces sob a forma que lhes \u00e9 mais familiar e que est\u00e1 mais em rela\u00e7\u00e3o com as id\u00e9ias que conservaram de sua exist\u00eancia corp\u00f3rea. Diz-nos, por\u00e9m, a raz\u00e3o, ali\u00e1s de acordo com os Esp\u00edritos, que a prece dos l\u00e1bios \u00e9 uma f\u00f3rmula v\u00e3, quando nela n\u00e3o participa o cora\u00e7\u00e3o. PROVAS \u2013 Vicissitudes da vida corporal, pelas quais os Esp\u00edritos se depuram, con-forme a maneira por que as suportam. De acordo com a doutrina esp\u00edrita, desprendendo-se do corpo e reconhecendo sua imperfei\u00e7\u00e3o, o Esp\u00edrito escolhe por si mesmo, num ato de seu livre-arb\u00edtrio, o g\u00eanero de provas que julga mais apropriadas ao seu adiantamento, e que sofrer\u00e1 em nova exist\u00eancia. Se escolher uma prova acima de suas for\u00e7as, sucumbi-r\u00e1 e seu progresso ser\u00e1 retardado. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">PSlCOFONIA<\/span> \u2013 do gr. psuk\u00e9, alma e phone, som ou voz. Transmiss\u00e3o do pensamen-to dos Esp\u00edritos pela voz do m\u00e9dium falante. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">PSICOGRAFIA<\/span> \u2013 do gr. psuk\u00e9, borboleta, alma e grapho, eu escrevo. Transmiss\u00e3o do pensamento dos Esp\u00edritos por meio da escrita pela m\u00e3o de um m\u00e9dium. No m\u00e9dium escrevente a m\u00e3o \u00e9 o instrumento, mas a sua alma ou Esp\u00edrito nele encarnado \u00e9 o intermedi\u00e1rio ou int\u00e9rprete do Esp\u00edrito estranho que se comunica. Na pneumatografia \u00e9 o pr\u00f3prio Esp\u00edrito estranho quem escreve sem intermedi\u00e1rio. (Vide Pneumatografia). Psicografia imediata ou direta, \u00e9 quando o pr\u00f3prio m\u00e9dium escreve, tomando do l\u00e1pis como para escrever normalmente Psicografia mediata ou indireta, \u00e9 quando o l\u00e1pis \u00e9 adaptado a um objeto qualquer, que serve, de certo modo, como um ap\u00eandice da m\u00e3o, tal como uma cesta, uma pranche-ta, etc. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">PSICOLOGIA<\/span> \u2013 Disserta\u00e7\u00e3o sobre a alma. Ci\u00eancia que trata da natureza da alma. Es-te voc\u00e1bulo seria para o m\u00e9dium falante aquilo que a psicografia \u00e9 para o m\u00e9dium escrevente, isto \u00e9, a transmiss\u00e3o do pensamento dos Esp\u00edritos pela voz de um m\u00e9dium. Como, por\u00e9m, j\u00e1 possui uma acep\u00e7\u00e3o consagrada e bem definida, conv\u00e9m n\u00e3o lhe dar outra. (Vide Psicofonia).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> PUREZA ABSOLUTA<\/span> \u2013 Estado dos Esp\u00edritos da primeira ordem, ou puros Esp\u00edritos. Os que percorreram todos os graus da escala e que n\u00e3o devem mais passar pela reencarna\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">PURGAT\u00d3RIO<\/span> \u2013 do lat. purgatorium, o fato de purgar, de purus, puro, derivado do grego pyr, pyros, fogo, antigo emblema da purifica\u00e7\u00e3o. Segundo a Igreja Cat\u00f3lica, lugar de expia\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria para as almas que ainda t\u00eam que purificar-se de quaisquer man-chas. A Igreja n\u00e3o define de modo preciso onde se acha o Purgat\u00f3rio; coloca-o em toda parte no espa\u00e7o, talvez ao nosso lado. Tamb\u00e9m n\u00e3o explora claramente a natureza das penas que a\u00ed sofrem; s\u00e3o sofrimentos mais morais que f\u00edsicos; contudo h\u00e1 fogo, posto a alta teologia reconhe\u00e7a que esse voc\u00e1bulo deva ser tomado em sentido figurado e como emblema da purifica\u00e7\u00e3o. O ensino dos Esp\u00edritos \u00e9 muito mais expl\u00edcito a respeito. \u00c9 certo que eles repelem o dogma da eternidade das penas. (Vide Inferno, Penas Eternas), mas admitem uma expia\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, mais ou menos longa, que, salvo o nome, n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o o Purgat\u00f3rio. Essa expia\u00e7\u00e3o se d\u00e1 por meio de sofrimentos morais da alma no estado errante; os Esp\u00edritos errantes se acham por toda parte: no espa\u00e7o, ao nosso lado, como diz a Igreja. Esta admite que no Purgat\u00f3rio haja certas penas f\u00edsicas. A doutri-na esp\u00edrita diz que o Esp\u00edrito se depura, se purga de suas impurezas nas exist\u00eancias cor-p\u00f3reas; os sofrimentos e as tribula\u00e7\u00f5es da vida s\u00e3o expia\u00e7\u00f5es e provas pelas quais se eleva. Disso resulta que aqui na Terra estamos em pleno Purgat\u00f3rio. Aquilo que a doutri-na cat\u00f3lica deixa no vago, os Esp\u00edritos precisam fazer ver e, por assim dizer, tocar com o dedo. Podem, pois, os Esp\u00edritos sofredores dizer que se acham no Purgat\u00f3rio, servindo-se de nossa linguagem. Se, em raz\u00e3o de sua inferioridade moral, n\u00e3o lhes \u00e9 dado ver o ter-mo de seus sofrimentos, dir\u00e3o que se acham no Inferno. (Vide Inferno). Admite a Igreja a efic\u00e1cia das preces pelas almas do purgat\u00f3rio; dizem-nos os Esp\u00edri-tos que pela prece chamamos os bons Esp\u00edritos e que ent\u00e3o d\u00e3o aos fracos a for\u00e7a moral que lhes falta para suportar as provas. Os Esp\u00edritos sofredores podem, pois, pedir preces, sem que haja nisto, contradi\u00e7\u00e3o com a doutrina esp\u00edrita. Ora, de acordo com o que sabe-mos dos v\u00e1rios graus dos Esp\u00edritos, compreendemos que eles possam pedi-las segundo a forma que lhes era familiar quando em vida. (Vide Prece). A Igreja admite apenas uma exist\u00eancia corp\u00f3rea, depois da qual a sorte do homem es-tar\u00e1 irrevogavelmente selada para a eternidade. Dizem-nos os Esp\u00edritos que uma \u00fanica exist\u00eancia, por vezes abreviada pelos acidentes, n\u00e3o passa de um ponto na eternidade, n\u00e3o basta \u00e0 alma para se purificar e que, em sua justi\u00e7a, Deus n\u00e3o condena sem remiss\u00e3o aquele de quem n\u00e3o dependeu ser suficientemente esclarecido sobre o bem a fim de o praticar. Sua doutrina deixa \u00e0 alma a faculdade de realizar numa s\u00e9rie de exist\u00eancias aquilo que n\u00e3o pode fazer numa \u00fanica. Nisto se acha a principal diferen\u00e7a. Mas se prescrut\u00e1ssemos cuidadosamente todos os princ\u00edpios dogm\u00e1ticos e se pus\u00e9ssemos de lado aquilo que deve ser tomado em sentido figurado, sem d\u00favida desapareceriam muitas das contradi\u00e7\u00f5es aparentes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> REENCARNA\u00c7\u00c3O<\/span> \u2013 Volta do Esp\u00edrito \u00e0 vida corporal. A reencarna\u00e7\u00e3o pode dar-se imediatamente ap\u00f3s a morte ou depois de um lapso de tempo mais ou menos longo, durante o qual o Esp\u00edrito fica errante. Pode dar-se na Terra ou em outras esferas, mas sempre num corpo humano e jamais no de um animal. A reencarna\u00e7\u00e3o \u00e9 progressiva ou estacion\u00e1ria: jamais \u00e9 retr\u00f3grada. Nas novas exist\u00eancias cor-porais pode o Esp\u00edrito decair como posi\u00e7\u00e3o social, mas n\u00e3o como Esp\u00edrito; por outras pa-lavras, de senhor pode tornar-se servo, de pr\u00edncipe, artes\u00e3o, de rico, miser\u00e1vel, contudo progredindo em sabedoria e moralidade. Assim, o celerado pode tornar-se homem de bem, mas o homem de bem n\u00e3o se tornar\u00e1 um celerado. Os Esp\u00edritos imperfeitos, que ainda se acham sob a influ\u00eancia da mat\u00e9ria, nem sempre t\u00eam sobre a reencarna\u00e7\u00e3o id\u00e9ias completas: a maneira por que a explicam se ressente de sua ignor\u00e2ncia e dos preconceitos terrenos, mais ou menos como seria o caso de um campon\u00eas a quem se perguntasse se \u00e9 a Terra ou o Sol que gira. T\u00eam de suas exist\u00ean-cias anteriores apenas uma lembran\u00e7a confusa e o futuro lhes \u00e9 uma coisa vaga. (Sabe-se que a lembran\u00e7a do passado se elucida \u00e0 medida que o Esp\u00edrito se depura). Alguns falam ainda das esferas conc\u00eantricas que envolvem a Terra e nas quais o Esp\u00edrito se ele-va gradualmente at\u00e9 atingir o s\u00e9timo c\u00e9u, que \u00e9 para eles o apogeu da perfei\u00e7\u00e3o. Entretanto mesmo em meio a essa diversidade de express\u00f5es e da bizarria das imagens, uma observa\u00e7\u00e3o atenta facilmente permite se reconhe\u00e7a um pensamento dominante: o das provas sucessivas que o Esp\u00edrito deve sofrer, e os diversos degraus que deve percorrer a fim de chegar \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o e \u00e0 suprema felicidade. Muitas vezes as coisas s\u00f3 nos parecem contradit\u00f3rias porque lhes n\u00e3o examinamos o sentido \u00edntimo. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">SAT\u00c3<\/span> \u2013 do hebreu chaitan, advers\u00e1rio, inimigo de Deus. O chefe dos dem\u00f4nios. O voc\u00e1bulo \u00e9 sin\u00f4nimo de diabo, com a diferen\u00e7a que este \u00faltimo, mais que o primeiro, \u00e9 usado na linguagem familiar. Em segundo lugar, conforme a id\u00e9ia a ele ligada, Sat\u00e3 \u00e9 um ser \u00fanico: o g\u00eanio do mal, o rival de Deus. Diabo \u00e9 um termo mais gen\u00e9rico, aplicado a todos os dem\u00f4nios. Existe apenas um Sat\u00e3, mas v\u00e1rios diabos. Conforme a doutrina esp\u00edrita, Sat\u00e3 n\u00e3o \u00e9 um ser distinto, porque Deus n\u00e3o tem rival que possa lutar com ele de poder para poder: \u00e9 a personifica\u00e7\u00e3o do mal e de todos os maus Esp\u00edritos. (Vide Diabo, Dem\u00f4nio).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-tadv-p=\"keep\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">SEMATOLOGIA<\/span> \u2013 do gr. sema, senmalo, sinal e de logos, discurso. Transmiss\u00e3o do pensamento dos Esp\u00edritos por meio de sinais, tais como os golpes vibrados, o movimento dos objetos, etc. (Vide Tiptologia). SERAFIM \u2013 (Vide Anjos). SIBILAS \u2013 do gr. e\u00f3lio sios usado em vez de theos, Deus e leouli, conselho; conselho divino. Profetisas que davam o or\u00e1culo e que os Antigos acreditavam inspiradas pela divindade. Pondo de lado o charlatanismo e o prest\u00edgio de que as cercavam aqueles que as exploravam, reconhece-se nas sibilas e nas pitonisas todas as faculdades dos son\u00e2m-bulos, dos ext\u00e1ticos e de certos m\u00e9diuns. SlLFIDES, SILFOS \u2013 Segundo a mitologia da Idade M\u00e9dia; os silfos eram g\u00eanios do ar, como os gnomos o eram da terra e as ondinas das \u00e1guas. Eram representados sob a forma humana semivaporosa, com tra\u00e7os graciosos: as asas transparentes eram o em-blema da rapidez com que percorriam os espa\u00e7os; era-lhes atribu\u00eddo o poder de se torna-rem vis\u00edveis ou invis\u00edveis, \u00e0 sua vontade; seu car\u00e1ter era brando e benevolente. &#8220;Nem fazeis uma id\u00e9ia da multid\u00e3o de silfos leves que tendes as vossas ordens. Continuamente ocupados em captar os vossos pensamentos, apenas pronunciais uma palavra eles a apanham e v\u00e3o repeti-Ia em vosso redor. Sua leveza \u00e9 t\u00e3o grande que percorrem mil pas-sos por segundo. S\u00e3o os silfos de Paracelso e de Gabalis\u201d. (A. Martin)9. A cren\u00e7a nos silfos evidentemente se originou nas manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas. S\u00e3o Esp\u00ed-ritos de ordem inferior, levianos mas ben\u00e9volos. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-tadv-p=\"keep\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">SONAMBULISMO<\/span> \u2013 do lat. somnus, o sono e ambulare, andar, passear. Estado de emancipa\u00e7\u00e3o da alma mais completo do que no sonho. (Vide Sonho). O sonho \u00e9 um so-nambulismo imperfeito. No sonambulismo a lucidez da alma, isto \u00e9, a sua faculdade de ver, que \u00e9 um dos atributos de sua natureza, \u00e9 mais desenvolvida: ela v\u00ea as coisas com mais precis\u00e3o e clareza; o corpo pode agir sob o impulso da vontade da alma. O esquecimento absoluto no momento de despertar \u00e9 um dos sinais caracter\u00edsticos do verdadeiro sonambulismo, porque a independ\u00eancia da alma e do corpo \u00e9 mais completa do que no sonho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px; color: #000080;\"><span style=\"color: #000000;\">9 Paracelso. Trata-se de Philippus-Aureolus-Theofrastus Bombast von Hohenheim, cognominado Paracelso, criador da medicina herm\u00e9tica, nascido perto de Zurich, em 1493 e morto em Salzburg em 1541. Foi professor na Universidade de B\u00e2le, de cuja c\u00e1tedra atacou as id\u00e9ias de Galiano, de Avicena e de Rhazes. Foi alquimista, criou a doutrina dos espec\u00edficos e da terap\u00eautica qu\u00edmica. Deixou a c\u00e1tedra para correr o mundo, pregando suas teorias. N\u00e3o<\/span> encontro refer\u00eancias o Gabalis que me parece ter sido um alquimista. Tamb\u00e9m n\u00e3o encontro nenhuma refer\u00eancia que me leve o identificar esse escritor A. Martin, quer pela dire\u00e7\u00e3o dos escritos dos v\u00e1rios Martin, cujo prenome tem a inicial A, quer pela \u00e9poca em que viveram. N. do T.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Sonambulismo magn\u00e9tico ou artificial \u00e9 aquele que \u00e9 provocado pela a\u00e7\u00e3o que uma pessoa exerce sobre outra, por meio do fluido magn\u00e9tico que derrama sobre esta. Sonambulismo natural, o que \u00e9 espont\u00e2neo e se produz sem provoca\u00e7\u00e3o e sem a in-flu\u00eancia de um agente exterior. SONHO \u2013 Efeito da emancipa\u00e7\u00e3o da alma durante o sono. Quando os sentidos est\u00e3o entorpecidos, os la\u00e7os que unem alma e corpo se afrouxam; tornando-se mais livre, a alma recobra parcialmente as suas faculdades de Esp\u00edrito e entra mais facilmente em comunica\u00e7\u00e3o com os seres do mundo incorp\u00f3reo. A lembran\u00e7a que conserva, ao desper-tar, daquilo que viu em outros lugares e em outros mundos ou em exist\u00eancias passadas constitui o sonho propriamente dito. Sendo apenas parcial, quase sempre incompleta e misturada \u00e0s lembran\u00e7as da v\u00e9spera, a conseq\u00fc\u00eancia \u00e9 que, no encadeamento dos fatos h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es de continuidade que rompem a liga\u00e7\u00e3o e produzem esses conjuntos bizarros, que parecem sem sentido, mais ou menos como uma hist\u00f3ria na qual, aqui e ali truncas-sem linhas e frases. SONILOQUIA \u2013 do lat. somnus, o sono e loqui, falar. Estado de emancipa\u00e7\u00e3o da al-ma, intermedi\u00e1rio entre o sonho e o sonambulismo natural. Os que falam dormindo s\u00e3o son\u00edloquos. SONO MAGN\u00c9TICO \u2013 O fluido magn\u00e9tico age sobre o sistema nervoso e produz em certas pessoas um efeito compar\u00e1vel ao sono natural, mas do qual difere essencialmente sob v\u00e1rios aspectos. A principal diferen\u00e7a est\u00e1 em que, nesse estado, o pensamento fica inteiramente livre, o indiv\u00edduo tem uma perfeita consci\u00eancia de si mesmo e o corpo pode agir como no estado normal, de vez que a causa fisiol\u00f3gica do sono magn\u00e9tico n\u00e3o \u00e9 a mesma do sono natural. Mas o sono natural \u00e9 um estado transit\u00f3rio que precede sempre o sono magn\u00e9tico: a passagem de um a outro \u00e9 um verdadeiro despertar da alma. Eis por que aqueles que pela primeira vez s\u00e3o levados ao sonambulismo magn\u00e9tico, quando se lhes pergunta se dormem respondem negativamente. E, com efeito, desde que v\u00eaem e pensam livremente, para eles isto n\u00e3o \u00e9 dormir, no sentido comum do voc\u00e1bulo. SONO NATURAL \u2013 Suspens\u00e3o moment\u00e2nea da vida de rela\u00e7\u00e3o. Entorpecimento dos sentidos durante o qual se interrompem as rela\u00e7\u00f5es da alma com o mundo exterior por meio dos \u00f3rg\u00e3os.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> SUPERSTI\u00c7\u00c3O<\/span> \u2013 Por mais absurda que seja uma id\u00e9ia supersticiosa, quase sempre repousa sobre um fato real, mas desnaturado pela ignor\u00e2ncia, exagerada ou falsamente interpretada. Seria erro supor que vulgarizar o conhecimento das manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas seria propagar supersti\u00e7\u00f5es. De duas uma: ou os fen\u00f4menos s\u00e3o uma quimera, ou s\u00e3o reais. No primeiro caso haveria raz\u00e3o para as combater; mas se eles existem, como o demonstra a experi\u00eancia, nada os impede de se repetirem. Como seria pueril atacar fatos positivos, o que deve ser combatido n\u00e3o s\u00e3o os fatos, mas a falsa interpreta\u00e7\u00e3o que lhes pode dar a ignor\u00e2ncia. Sem d\u00favida nos s\u00e9culos passados foram eles a fonte de uma por-\u00e7\u00e3o de supersti\u00e7\u00f5es, como todos os fen\u00f4menos naturais cuja causa era desconhecida. Pouco a pouco o progresso das ci\u00eancias positivas faz que umas desapare\u00e7am, enquanto que, melhor conhecida, a ci\u00eancia esp\u00edrita far\u00e1 desaparecer as outras. Ap\u00f3iam-se os advers\u00e1rios do espiritismo no perigo que tais fen\u00f4menos apresentam para a raz\u00e3o. Todas as causas que podem excitar as imagina\u00e7\u00f5es fracas podem produzir a loucura. O que, antes de mais nada, \u00e9 preciso \u00e9 curar o mal do medo. Ora, o meio de o conseguir n\u00e3o \u00e9 exagerar o perigo, fazendo crer que todas as manifesta\u00e7\u00f5es sejam obra do diabo. Os que propagam essa cren\u00e7a visando desacreditar a doutrina, fogem comple-tamente ao seu objetivo, primeiro porque assinar uma causa qualquer aos fen\u00f4menos esp\u00edritas \u00e9 reconhecer a sua exist\u00eancia; em segundo lugar porque, querendo persuadir que o diabo seja o seu \u00fanico agente, afetam perigosamente a moral de certos indiv\u00edduos. Como n\u00e3o podem impedir que se produzam manifesta\u00e7\u00f5es mesmo entre aqueles que as n\u00e3o desejam, eles n\u00e3o ver\u00e3o em seu redor e por toda parte sen\u00e3o diabos e dem\u00f4nios, at\u00e9 nos mais simples efeitos, que tomam por manifesta\u00e7\u00f5es. Nisto h\u00e1 muito coisa para per-turbar o c\u00e9rebro. Dar prest\u00edgio a esse medo \u00e9 propagar o mal do medo, em vez de o cu-rar. Nisto est\u00e1 o verdadeiro perigo; pois a\u00ed est\u00e1 a supersti\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">TAUMATURGO<\/span> \u2013 do gr. thauma, thaumatos, maravilha e ergon, obra. Fazedor de milagres: s\u00e3o George Taumaturgo. Por vezes se diz por ironia, com ou sem raz\u00e3o, daque-les que se gabam do poder de produzir fen\u00f4menos fora das leis da natureza. \u00c9 nesse sentido que certas pessoas qualificam Swedenborg de taumaturgo. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">TELEGRAFIA HUMANA<\/span> \u2013 Comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia entre duas pessoas vivas, que se evocam reciprocamente. Essa evoca\u00e7\u00e3o provoca a emancipa\u00e7\u00e3o da alma ou Esp\u00edrito en-camado, que vem manifestar-se e pode comunicar o seu pensamento pela escrita ou por qualquer outro meio. Dizem-nos os Esp\u00edritos que a telegrafia humana ser\u00e1 um dia um meio usual de comunica\u00e7\u00e3o, quando os homens forem mais moralizados, menos ego\u00edstas e menos ligados \u00e0s coisas materiais. Enquanto esperam, ela ser\u00e1 apenas um privil\u00e9gio das almas de escol. TIPTOLOGIA \u2013 do gr. typto, golpe e logos, discurso. Comunica\u00e7\u00e3o inteligente dos Esp\u00edritos por meio de golpes vibrados. Tiptologia alfab\u00e9tica, quando os golpes designam as letras do alfabeto, cuja reuni\u00e3o forma palavras e frases. Pode ser produzida pelos dois meios adiante citados. A tiptologia \u00e9 um meio de comunica\u00e7\u00e3o muito imperfeito, \u00e0 vista da lentid\u00e3o que n\u00e3o permite desenvolvimentos t\u00e3o extensos quanto os obtidos pela psicografia ou pela psico-fonia. (Vide estes voc\u00e1bulos). Tiptologia \u00edntima ou passiva, quando os golpes s\u00e3o ouvidos na subst\u00e2ncia pr\u00f3pria de um objeto im\u00f3vel. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tiplologia pelo movimento, quando os golpes s\u00e3o vibrados por um objeto qualquer que se move, como, por exemplo, uma mesa que bate com o p\u00e9, por um movimento de b\u00e1sculo. TODO (O) universal, o grande lodo. Conforme a opini\u00e3o de certos fil\u00f3sofos, h\u00e1 uma alma universal, da qual cada um possui uma parcela; pela morte, todas as almas particu-lares voltam \u00e0 fonte geral, sem conservar sua individualidade, como as gotas de chuva se fundem nas \u00e1guas do Oceano. Essa fonte comum \u00e9 para eles o grande todo, o todo universal. Tal doutrina, sem a individualidade ap\u00f3s a morte, seria t\u00e3o desanimadora quanto o materialismo, porque seria absolutamente como se se n\u00e3o existisse. O Espiri-tismo \u00e9 a prova patente do contr\u00e1rio. Mas a id\u00e9ia do grande todo n\u00e3o implica necessaria-mente a da fus\u00e3o dos seres num s\u00f3. Um soldado que volta ao seu regimento entra num todo coletivo e nem por isso perde a sua individualidade. D\u00e1-se o mesmo com as almas que entram no mundo dos Esp\u00edritos, que para elas \u00e9 tamb\u00e9m um todo coletivo: o todo universal. \u00c9 nesse sentido que deve ser entendida a express\u00e3o na linguagem de certos Esp\u00edritos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">TRANSMIGRA\u00c7\u00c3O<\/span> \u2013 (Vide Reencarna\u00e7\u00e3o, Metempsicose). TRASGOS \u2013 Esp\u00edritos brincalh\u00f5es, mais traquinas que maus, pertencem \u00e0 classe dos Esp\u00edritos levianos. Podem compreender-se sob essa denomina\u00e7\u00e3o certos Esp\u00edritos levia-nos, antes levados e traquinas do que maus; gostam de causar pequenos vexames e con-trariedades. S\u00e3o ignorantes, mentirosos e zombeteiros; s\u00e3o os meninos terr\u00edveis do mun-do esp\u00edrita. Sua linguagem \u00e9 por vezes espirituosa, mordente e sat\u00edrica, raramente gros-seira. Gostam de fac\u00e9cias e simpatizam com as pessoas de car\u00e1ter leviano. Seria uma perda de tempo e expor-se aos rid\u00edculos equ\u00edvocos dirigir-lhes perguntas s\u00e9rias10.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\"> VIDENTE \u2013<\/span> Pessoa dotada da segunda vista. Alguns designam por esse nome os so-n\u00e2mbulos magn\u00e9ticos, para melhor caracterizar a sua lucidez. Nesta \u00faltima acep\u00e7\u00e3o o<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080; font-size: 12px;\">10 Sob o verbete TRASGO reunimos dois verbetes do original: farfadet e lutin. Do primeiro, diz o original: &#8220;do lat. fadus, fada, fada&#8221;. D\u00e1 a primeira defini\u00e7\u00e3o que aparece no texto e acrescenta: &#8220;Vide Lutin&#8221;. De lutin diz: &#8220;do velho voc\u00e1bulo luicter, lutar, conforme uns, de onde foram feitos, sucessiva-mente, luicton, luiton, luits e, finalmente, lutin. Segundo outros luicton teria sido usado em vez de nuicton, derivado de nuict, a noite, porque os lutins, segundo o cren\u00e7a vulgar, aparecem prin-cipalmente \u00e0 noite, para atormentar os vivos. Est\u00e1 certo Allan Kardec. Os melhores dicion\u00e1rios antigos do l\u00edngua francesa s\u00e3o concordes com a sua explica\u00e7\u00e3o da etimologia dos dois voc\u00e1bulos. Apenas ele foi pouco expl\u00edcito quanto \u00e0 do primeiro (farfadet), que \u00e9 derivado do proven\u00e7al moderno farfadet, altera\u00e7\u00e3o de fadet, este deri-vado de fata, fada. Em portugu\u00eas n\u00e3o se tem uma diferencia\u00e7\u00e3o no emprego dos voc\u00e1bulos duende, trasgo, es-pectro, etc. Os escritores os empregam indistintamente. Em Alexandre Herculano l\u00ea-se: &#8220;As hist\u00f3-rias de duendes, espectros e almas penadas, e possessos, e diabretes constitu\u00edam na Idade M\u00e9dia um sistema de doutrinas, cuja solidez se estribava em fatos repetidos&#8221;. (Dicion\u00e1rio de Laudelino Freire). A Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Brasileira preferiu, no caso dos lutins e dos farfadets a tradu\u00e7\u00e3o por n\u00f3s acima adotada, por ser espec\u00edfica. V\u00ea-se em Kardec que as duas vozes s\u00e3o sin\u00f4nimos quase perfeitos. N. do T.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">voc\u00e1bulo n\u00e3o exprimem mais do que invis\u00edvel, aplicado aos Esp\u00edritos: tem o inconvenien-te de n\u00e3o ser especial para o estado sonamb\u00falico. Quando se tem um termo para exprimir uma id\u00e9ia \u00e9 sup\u00e9rfluo criar outro. \u00c9 necess\u00e1rio sobretudo evitar desviar os voc\u00e1bulos da acep\u00e7\u00e3o consagrada. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">VIS\u00c3O<\/span> \u2013 (Vide Apari\u00e7\u00e3o). VISION\u00c1RIO \u2013 Aquele que erradamente cr\u00ea ter vis\u00f5es ou revela\u00e7\u00f5es. Em sentido figu-rado aquele que tem id\u00e9ias malucas ou quim\u00e9ricas (Academia). O voc\u00e1bulo conviria per-feitamente para designar as pessoas dotadas de segunda vista e que t\u00eam vis\u00f5es reais, se n\u00e3o fosse consagrado em sentido pejorativo. Entretanto a necessidade de um nome es-pecial para designar tais criaturas \u00e9 evidente. (Vide Vidente). VISTA (SEGUNDA) \u2013 Efeito da emancipa\u00e7\u00e3o da alma, que se manifesta em estado de vig\u00edlia. Faculdade de ver as coisas ausentes como se estivessem presentes. Os que s\u00e3o dotados dessa faculdade n\u00e3o v\u00eaem pelos olhos, mas pela alma, que parece a imagem dos objetos em qualquer parte para onde se transporte e como que por uma esp\u00e9cie de miragem. Essa faculdade n\u00e3o \u00e9 permanente: certas pessoas a possuem, mau grado seu; ela lhes parece um efeito natural e produz aquilo a que se chama vis\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Allan Kardec &#8211; Instru\u00e7\u00f5es Pr\u00e1ticas Sobre as Manifesta\u00e7\u00f5es Esp\u00edritas &#8211; 1858 VOCABUL\u00c1RIO ESP\u00cdRITA ALMA \u2013 do lat. anima; do gr. anemos; sopro, respira\u00e7\u00e3o. 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