{"id":3938,"date":"2023-11-23T22:39:30","date_gmt":"2023-11-24T01:39:30","guid":{"rendered":"https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/?p=3938"},"modified":"2023-11-24T00:08:07","modified_gmt":"2023-11-24T03:08:07","slug":"o-espiritismo-e-religiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/2023\/11\/o-espiritismo-e-religiao\/","title":{"rendered":"O ESPIRITISMO \u00c9 RELIGI\u00c3O?"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>PROBLEMAS RELIGIOSOS<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Cap.: IX &#8211; Livro: <strong>O CENTRO ESP\u00cdRITA<\/strong>\u00a0 Autor:\u00a0 <strong>J. Herculano Pires<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Ouve-se frequentemente a pergunta: \u201c<strong>O Espiritismo \u00e9 religi\u00e3o<\/strong>?\u201d <span style=\"background-color: #ffff00;\"><strong>E muitas vezes os esp\u00edritas n\u00e3o sabem responde-la.<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">A confus\u00e3o a respeito prov\u00e9m das campanhas religiosas contra o Espiritismo. As Igrejas Crist\u00e3s, descendentes direitas da Igreja Judaica, definem-se como religiosas nos termos tradicionais do formalismo de suas organiza\u00e7\u00f5es e do culto exterior calcado nos v\u00e1rios cultos dessa natureza que lhes serviram de modelo, em primeiro lugar o judeu e depois os mitol\u00f3gicos, com substanciais influenciais de Ordens Ocultas como a Ma\u00e7onaria. As vestes<br \/>sacerdotais, os paramentos do culto, os instrumentos sagrados \u2014 nada disso \u00e9 de<br \/>origem crist\u00e3, pois o Cristo n\u00e3o se interessou pelos cultos formais e s\u00f3 ensinou o cultivo interior do esp\u00edrito. Algumas express\u00f5es do Evangelho, alguns gestos e atitudes do Cristo deram motivo \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o de ritos e sacramentos judeus ou pag\u00e3os pelos crist\u00e3os. Como o Espiritismo, fiel ao esp\u00edrito da renova\u00e7\u00e3o crist\u00e3, n\u00e3o aceitou o culto exterior, a organiza\u00e7\u00e3o clerical profissional, nem rituais, as Igrejas Crist\u00e3s fundaram-se nisso para declarar que o Espiritismo n\u00e3o era religi\u00e3o. Ligadas aos Estados, elas tiveram facilidade de influir nos organismos estatais para fazerem prevalecer a sua tese. At\u00e9 hoje, no Brasil e em muitos pa\u00edses certos organismos estatais, principalmente quando influenciados pela Igreja, negam ao Espiritismo o seu car\u00e1ter de religi\u00e3o. Mas os esp\u00edritas precisam saber que o Espiritismo \u00e9 religi\u00e3o e o Centro Esp\u00edrita, geralmente religioso, deve insistir no esclarecimento desse problema em suas reuni\u00f5es. N\u00e3o se trata de querer-se obter regalias governamentais para os Centros, mas de se colocar a verdade do fato. E esse fato \u00e9 aquele que Kardec esclareceu com seguran\u00e7a desde o in\u00edcio do movimento esp\u00edrita: o Espiritismo \u00e9 a Ci\u00eancia do Esp\u00edrito e de suas rela\u00e7\u00f5es com os homens\u037e dessa Ci\u00eancia resulta uma Filosofia e dessa Filosofia as consequ\u00eancias religiosas do Espiritismo, que constituem a religi\u00e3o Esp\u00edrita.<br \/>Kardec, como Jesus, n\u00e3o era cl\u00e9rigo de nenhuma religi\u00e3o. Foi pedagogo, cientista e fil\u00f3sofo, diretor de estudos da Universidade de Fran\u00e7a. Ao enfrentar o problema das manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, que no seu tempo agitavam a Am\u00e9rica e a Europa, encarou-as<br \/>como cientista. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Observou e pesquisou os fen\u00f4menos esp\u00edritas, como os cientistas observavam e pesquisavam os fen\u00f4menos f\u00edsicos, descobrindo-lhes as causas, identificando a sua origem, a natureza e descobrindo as leis que os regem. Desse trabalho minucioso e aprofundado, no confronto de hip\u00f3tese diversas, nasceu no mundo a Ci\u00eancia Esp\u00edrita. Grandes nomes das Ci\u00eancias no s\u00e9culo passado e neste s\u00e9culo continuaram na linha de pesquisa de Kardec e confirmaram a validade das suas descobertas. Surgiram depois as ci\u00eancias correlatas, entre as quais se destacaram a Metaps\u00edquica de Richet, a Psicobiof\u00edsica de Notzing e por fim, a<br \/>Parapsicologia atual, todas elas filhas do Espiritismo. A Parapsicologia foi a derradeira e decisiva confirma\u00e7\u00e3o do acerto de Kardec e com ela, sob a designa\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos paranormais, os fen\u00f4menos esp\u00edritas integraram-se nos quadros cient\u00edficos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><br \/>A Ci\u00eancia Esp\u00edrita revelou a face oculta da realidade que conhecemos e em<br \/>que vivemos. Levantou as cortinas que ocultam os bastidores do palco em que<br \/>representamos os nossos pap\u00e9is e duplicou os conhecimentos humanos, at\u00e9 ent\u00e3o<br \/>restritos ao plano exterior das manifesta\u00e7\u00f5es da vida. Cada avan\u00e7o significativo das Ci\u00eancias no conhecimento do mundo transforma a nossa concep\u00e7\u00e3o da vida e do mundo, gerando uma nova Filosofia e uma nova moral. E a Moral, por sua vez, determinando novas regras de comportamento do homem no mundo, ante os mist\u00e9rios da vida e da morte, gera uma nova posi\u00e7\u00e3o religiosa. A Religi\u00e3o Esp\u00edrita \u00e9 a consequ\u00eancia natural da<br \/>descoberta cient\u00edfica da sobreviv\u00eancia e continuidade do homem ap\u00f3s a morte.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><br \/>Cientificamente n\u00e3o se pode provar a imortalidade, pois n\u00e3o dispomos de recursos<br \/>nem de tempo para constatar objetivamente que o homem \u00e9 imortal em sua ess\u00eancia,<br \/>mas testemunho dos Esp\u00edritos Superiores e as consequ\u00eancias l\u00f3gicas da sobreviv\u00eancia do homem ap\u00f3s a morte nos levam fatalmente \u00e0 ila\u00e7\u00e3o da imortalidade, que o Espiritismo aceitou em seu campo religioso, bem como em sua Filosofia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><br \/>A Religi\u00e3o Esp\u00edrita se funda nas provas cient\u00edficas da sobreviv\u00eancia e da comunicabilidade dos Esp\u00edritos com os homens atrav\u00e9s dos fen\u00f4menos paranormais (hoje comprovados cientificamente pela Parapsicologia), na exist\u00eancia de Deus como causa inteligente e prim\u00e1ria de todas as coisas e de todos os que seres e nas rela\u00e7\u00f5es poss\u00edveis entre o Homem e Deus atrav\u00e9s do sentimento religioso inato no homem, na forma de uma lei de adora\u00e7\u00e3o e rever\u00eancia aos poderes superiores que regem o Cosmos em sua plenitude.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><br \/>Paralelamente ao desenvolvimento das pesquisas esp\u00edritas, as pesquisa sociol\u00f3gicas, antropol\u00f3gicas e filos\u00f3ficas sobre a Religi\u00e3o levaram a cultura atual a rejeitar o antigo conceito de Religi\u00e3o como organismo social dotado de sistemas tradicionais. A exist\u00eancia de religi\u00f5es desprovidas desses requisitos normais, a come\u00e7ar da simplicidade das religi\u00f5es primitivas, e o aprofundamento dos estudos a respeito mostraram que o fen\u00f4meno religioso independe dessas condi\u00e7\u00f5es artificiais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><br \/>Com a tese de Henry Bergson sobre as origens da Moral e da Religi\u00e3o o problema se<br \/>esclareceu, dando raz\u00e3o ao an\u00fancio de Jesus e \u00e0s profecias b\u00edblicas sobre a<br \/>interpreta\u00e7\u00e3o em esp\u00edrito e verdade que n\u00e3o se entrosava nos modelos. Bergson<br \/>estabeleceu a distin\u00e7\u00e3o entre as religi\u00f5es est\u00e1ticas do formalismo social e a religi\u00e3o<br \/>din\u00e2mica e independente que se sobrep\u00f5e a todo formalismo. A Religi\u00e3o Esp\u00edrita<br \/>apareceu ent\u00e3o, no quadro das pesquisas, como o modelo ideal das religi\u00f5es do<br \/>futuro. Firmada apenas no sentimento religioso, na lei de adora\u00e7\u00e3o da tese esp\u00edrita, a<br \/>nova Religi\u00e3o apresentava-se liberta dos aparatos do culto exterior, das pesadas e<br \/>custosas organiza\u00e7\u00f5es clericais hier\u00e1rquicas e da suntuosidade arrogante dos<br \/>templos. A Religi\u00e3o se libertava dos interesses humanos, das ambi\u00e7\u00f5es de poder e<br \/>supremacia dos cl\u00e9rigos e voltava-se para Deus.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><br \/>O problema da Revela\u00e7\u00e3o, que caracteriza as Religi\u00f5es Reveladas, orgulhosas de sua origem divina especial, foi colocado por Kardec no campo das manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, ou seja, da fenomenologia paranormal, e sujeita ao controle dos homens. A Religi\u00e3o Esp\u00edrita \u00e9 tamb\u00e9m revelada, mas atrav\u00e9s de uma conjuga\u00e7\u00e3o humano divina.<br \/>Os Esp\u00edritos Superiores fizeram revela\u00e7\u00f5es a Kardec, mas ele n\u00e3o as considerou v\u00e1lidas, reais, enquanto n\u00e3o p\u00f4de comprovar sua veracidade atrav\u00e9s das pesquisas. Kardec formulou a tese da dupla revela\u00e7\u00e3o: a que \u00e9 dada por entidades espirituais ou por homens dotados de poderes paranormais e a que \u00e9 feita pelos cientistas que investigam a Natureza, descobrem os seus segredos e os revelam no plano cient\u00edfico. \u00c9 dessa dupla revela\u00e7\u00e3o rejeitada pelos m\u00edsticos e os supersticiosos, que se constitui a Religi\u00e3o Esp\u00edrita, que n\u00e3o se acomoda na f\u00e9 cega mas exige a f\u00e9 raciocinada, sancionada pelos fatos e pela raz\u00e3o esclarecida. Era o fim das f\u00e1bulas e das supersti\u00e7\u00f5es, o encontro da raz\u00e3o humana com a Verdade Divina. A import\u00e2ncia desse acontecimento hist\u00f3rico foi negligenciada pelos comodistas da tradi\u00e7\u00e3o supersticiosa e o Espiritismo foi acusado de reviver no mundo, em plena Era Cient\u00edfica, as mais baixas supersti\u00e7\u00f5es do passado long\u00ednquo. Kardec esmagava a supersti\u00e7\u00e3o com o poder, perquiridor da raz\u00e3o, e os m\u00edsticos de bra\u00e7os dados com positivistas e materialistas o condenavam como supersticioso. Mas, apesar de toda<br \/>essa injusti\u00e7a e de todas as campanhas difamat\u00f3rias desencadeadas no mundo contra <\/span><span style=\"font-size: 14pt;\">o Espiritismo, o tempo se incumbiu de dar ao seu dono. Hoje, as pessoas realmente<br \/>cultas e sinceras, estudiosas e livres de preconceitos, sabem que o Espiritismo dos<br \/>simples \u00e9 apenas um reflexo do Espiritismo dos s\u00e1bios, que os pr\u00f3prios s\u00e1bios<br \/>materialistas s\u00e3o obrigados a reconhecer como v\u00e1lido. S\u00f3 criaturas sistem\u00e1ticas,<br \/>retardat\u00e1rias, preconceituosas ou sect\u00e1rias, incapazes de abrir a mente fechada nas<br \/>ideias feitas para a compreens\u00e3o da realidade, continuam a negar a verdade esp\u00edrita e<br \/>ao mesmo tempo a sofrer sob o guante invis\u00edvel dos esp\u00edritos obsessores. Porque a<br \/>seita religiosa fechada \u00e9 irm\u00e3 da seita cient\u00edfica amarrada aos seus preconceitos. Um<br \/>cientista apegado a preconceito \u00e9 a pr\u00f3pria nega\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia. Mas, estabelecida a Religi\u00e3o Esp\u00edrita em sua plena liberdade de pensamento, surge no meio dos seus adeptos volunt\u00e1rios o problema dos res\u00edduos do passado. Criaturas que se tornaram esp\u00edritas atrav\u00e9s de experi\u00eancias paranormais inesperadas, n\u00e3o conseguem vencer as barreiras dos temores introjetados em seu inconsciente e come\u00e7am a misturar suas velhas supersti\u00e7\u00f5es aos conhecimentos novos que recebe. N\u00e3o se conformam com a liberdade ampla do Espiritismo. Sentem a falta da canga ao pesco\u00e7o calejado e procuram transformar os dirigentes de Centros em sacerdotes de um novo tipo e caem de joelhos diante de pobres m\u00e9diuns fal\u00edveis, na esperan\u00e7a de gra\u00e7as imposs\u00edveis. Forma-se a far\u00e2ndola dos crentes<br \/>ansiosos por benef\u00edcios especiais. E surgem quest\u00f5es de fam\u00edlia e tradi\u00e7\u00e3o, exigindo<br \/>batizados, rituais, casamentos suntuosos, missas e promessas aos santos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"> O espiritismo dispensa todas as encena\u00e7\u00f5es rituais e todas as quinquilharias da<br \/>devo\u00e7\u00e3o formal. Para todas as encena\u00e7\u00f5es e todos os sacramentos o Espiritismo s\u00f3<br \/>tem um substitutivo: a prece espont\u00e2nea e sincera , gratuita , que parte diretamente<br \/>do cora\u00e7\u00e3o da criatura para a Mente Suprema de Deus. No Centro Esp\u00edrita esse<br \/>problema deve ser objeto de estudos constantes, de esclarecimento seguro, para que<br \/>a propaga\u00e7\u00e3o irrefre\u00e1vel da Doutrina n\u00e3o se fa\u00e7a manchada pelos res\u00edduos de um<br \/>passado de heresias e fogueiras assassinas em nome de Deus. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Embora n\u00e3o ferido susceptibilidades, os dirigentes do Centro devem manter em pauta os esclarecimentos necess\u00e1rios, mostrando que, no plano do esp\u00edrito s\u00f3 os elementos espirituais t\u00eam valor. N\u00e3o se pode curar obsess\u00f5es com sal grosso, folhas de arruda, incenso ou explos\u00e3o de p\u00f3lvora, nem com medalhas, crucifixos ou \u00e1gua benta. A obsess\u00e3o \u00e9 um processo inteligente desencadeado por esp\u00edritos \u2013 o que vale dizer por intelig\u00eancias extra f\u00edsicas que n\u00e3o s\u00e3o atingidas por essas coisas. Pois eles vivem no plano espiritual, n\u00e3o no material e conhecem o problema da comunica\u00e7\u00e3o medi\u00fanica e do envolvimento flu\u00eddico. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">S\u00f3 podemos afastar uma entidade obsessiva pela persuas\u00e3o e a prece, procurando esclarec\u00ea-la ao inv\u00e9s de dar-lhe ordens que s\u00f3 que fazem irrit\u00e1-la. Os Centros Esp\u00edritas que aceitam os m\u00e9todos antiquados dos antigos esconjuros e exorcismos revelam, a mais grosseira ignor\u00e2ncia da Doutrina Esp\u00edrita que \u00e9 essencialmente racional. A Raz\u00e3o n\u00e3o pertence \u00e0 mat\u00e9ria, mas ao esp\u00edrito. Os fracassos das pr\u00e1ticas de exorcismo se comprovam no mundo inteiro atrav\u00e9s de todas as fases hist\u00f3ricas. Enquanto os exorcistas ou exorcizadores gastam energias e perdem tempo, com preju\u00edzo de sua pr\u00f3pria sa\u00fade e do desgaste f\u00edsico dos obsedados, chegando, n\u00e3o raro, a resultados tristemente negativos, a doutrina\u00e7\u00e3o esp\u00edrita revela por toda parte a vantagem da a\u00e7\u00e3o persuasiva e inteligente sobre os agressores inteligentes. O valor da prece, mental ou falada, revela-se<br \/>sempre eficaz, pois a vibra\u00e7\u00e3o espiritual de uma prece sincera atinge o obsessor de maneira envolvente, chamando-o \u00e0 raz\u00e3o.<br \/>No tocante aos problemas da prece, conv\u00e9m lembrar, como ensina Kardec,<br \/>que as mais eficazes s\u00e3o as preces espont\u00e2neas, n\u00e3o formais e decoradas, mas<br \/>pronunciadas com sentimento e desejo real, consciente, de beneficiar tanto \u00e0 v\u00edtima<br \/>quanto ao algoz. Entre as preces formais, a do Pai Nosso se destaca por uma<br \/>condi\u00e7\u00e3o especial. Integrado na tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 h\u00e1 dois mil\u00eanios, essa prece est\u00e1<br \/>fixada na mente das gera\u00e7\u00f5es e goza o prest\u00edgio de ter sido ensinada pelo Cristo. Seu<br \/>prest\u00edgio e sua capacidade de despertar emo\u00e7\u00f5es religiosas nos esp\u00edritos comprova-se<br \/>diariamente no mundo. \u00c9 por isso que ela \u00e9 empregada sistematicamente na<br \/>abertura das sess\u00f5es esp\u00edritas. \u00c9 um tabu, dizem os c\u00e9ticos, e muitos esp\u00edritas, com<br \/>pretens\u00f5es racionais agudas pretendem elimin\u00e1-la. \u00c9 um erro grave, pois em toda parte se constatou e se constata, no meio esp\u00edrita, a sua efic\u00e1cia. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil entendermos isso. O Pai Nosso n\u00e3o cont\u00e9m nenhum elemento m\u00e1gico, mas desde a inf\u00e2ncia as criaturas nascidas no meio crist\u00e3o aprenderam a diz\u00ea-la e a respeit\u00e1-la.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><br \/>Ela foi introjetada na consci\u00eancia das gera\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s dos s\u00e9culos e dos mil\u00eanios. Constitui-se numa forma oral e mental carregada de energias espirituais.<br \/>Tornou-se, no plano religioso, o que \u00e9 o soneto na poesia ocidental, uma forma oral<br \/>e metal carregada de poder emocional. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Os esp\u00edritos perturbadores, que t\u00eam consci\u00eancia de sua posi\u00e7\u00e3o negativa e criminosa \u2014 pois todos a t\u00eam \u2014 s\u00e3o tocados no \u00edntimo, em sua sensibilidade profunda e em sua afetividade quando ouvem essa prece, principalmente se pronunciada por pessoas que sentem a sua mensagem e conhecem as raz\u00f5es da sua efic\u00e1cia. Ela soa como um apelido da inf\u00e2ncia, de juventude emotiva, da vida passada que desencadeia antigas saudades nos homens e nos esp\u00edritos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">A figura de Jesus, a for\u00e7a \u00f4ntica da palavra Pai, que vibra como um apelo a Deus e uma evoca\u00e7\u00e3o do seu poder supremo e ao mesmo tempo misericordioso, vibra como a primeira nota vigorosa e amorosa de uma invoca\u00e7\u00e3o ao C\u00e9u, as regi\u00f5es superiores que desejam atingir, por mais infeliz que seja a sua situa\u00e7\u00e3o atual. Despertam-se na consci\u00eancia e na emotividade do esp\u00edrito as ternas lembran\u00e7as dos entes queridos, do amor que experimentou na vida familiar terrena, dos momentos de felicidade e alegria que gozou entre criaturas queridas. S\u00e3o esses os toques profundos que o Pai Nosso produz nos cora\u00e7\u00f5es flu\u00eddicos ou encarnados, como uma can\u00e7\u00e3o de outros tempos, antiga que, na ternura de suas notas e de sua harmonia, nos faz voltar \u00e0s oportunidades pedidas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><br \/>Criaturas pretensamente racionais analisam e criticam o Pai Nosso, apontando poss\u00edveis erros e absurdos no seu texto mais usado e longo, que \u00e9 o do Evangelho de Jo\u00e3o. Entidades maldosas costumam soprar a essas criaturas ideias negativas, tentando desvi\u00e1-las da pr\u00e1tica dessa prece. Bastaria esse fato para nos confirmar o valor do Pai Nosso. Os Evangelhos registram formas diferentes da prece de Jesus. A que permaneceu na tradi\u00e7\u00e3o foi a mais completa, v\u00edtima das cr\u00edticas referidas. Tentemos analis\u00e1-la rapidamente em todos os seus termos, desfazendo essas cr\u00edticas levianas:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><br \/><strong>PAI<\/strong> \u2014 Com essa palavra inicial Jesus deu um golpe vibrante na antiga<br \/>concep\u00e7\u00e3o polite\u00edsta de Deus e na id\u00e9ia b\u00edblica, bem judaica, da posi\u00e7\u00e3o exclusivista<br \/>de Deus e na sua condi\u00e7\u00e3o mitol\u00f3gica de guerreiro, o velho Deus dos Ex\u00e9rcitos.<br \/><strong>NOSSO<\/strong> \u2014 Nesta profunda palavra temos a universaliza\u00e7\u00e3o de Deus como<br \/>Pai de toda a Humanidade. Ela destr\u00f3i a velha e absurda id\u00e9ia dos deuses de cada<br \/>povo, em luta uns com os outros nas guerras dos povos.<br \/><strong>QUE ESTAIS NO C\u00c9U<\/strong> \u2014 Afirma\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a de Deus no infinito,<br \/>acima de todos os divisionismos humanos, pois o C\u00e9u n\u00e3o \u00e9 um lugar determinado,<br \/>mas a totalidade c\u00f3smica. Deus no C\u00e9u cobre na sua miseric\u00f3rdia toda a Terra e<br \/>todos os mundos, todas as constela\u00e7\u00f5es do Infinito.<br \/><strong>SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME<\/strong> \u2014 Que seja reconhecido o nome<br \/>de Deus como santo por todos os seres, anjos, esp\u00edritos e homens, que santificar\u00e3o o<br \/>nome de Deus em si mesmos, na sua consci\u00eancia.<br \/><strong>ASSIM NA TERRA COMO NO C\u00c9U<\/strong> \u2014 Especifica\u00e7\u00e3o clara do<br \/>reconhecimento universal do nome de Deus.<br \/><strong>VENHA A N\u00d3S O VOSSO REINO<\/strong> \u2014 Que o Reino de Deus, ideal<br \/>superior de Justi\u00e7a e de Paz perfeita, venha para n\u00f3s todos.<br \/><strong>SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO<\/strong><br \/><strong>C\u00c9U<\/strong> \u2014 Que os homens, os esp\u00edritos e os anjos cumpram no C\u00e9u e na Terra, por<br \/>toda parte, a vontade suprema de Deus, revelando-se<br \/>aqui o princ\u00edpio da comunh\u00e3o constante e perfeita entre o mundo espiritual e o mundo terreno.<br \/><strong>O P\u00c3O NOSSO DE CADA DIA DAINOS HOJE<\/strong> \u2014 O p\u00e3o simboliza o alimento geral de todos os seres \u2014 o espiritual e o material \u2014 que os povos daquele<br \/>tempo repartiam nas mesas simb\u00f3licas das cerim\u00f4nias religiosas. Jesus mesmo<br \/>repartiu o p\u00e3o com os disc\u00edpulos na Ceia da P\u00e1scoa, e foi no partir do p\u00e3o que os<br \/>disc\u00edpulos o reconheceram, depois da ressurrei\u00e7\u00e3o, na estrada de Ema\u00fas. Esse<br \/>alimento essencial \u00e9 pedido a Deus, que \u00e9 o Pai, para que n\u00e3o nos falte.<br \/><strong>PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS COMO AS PERDOAMOS AOS<\/strong><br \/><strong>NOSSOS INIMIGOS<\/strong> \u2014 Os inimigos s\u00e3o os que nos perseguem e caluniam.<br \/>Alimentados pelo p\u00e3o espiritual podemos perdo\u00e1-los, e s\u00f3 assim nos fazemos dignos<br \/>do perd\u00e3o de Deus, que diariamente ofendemos em nossa ignor\u00e2ncia. \u00c9 o princ\u00edpio<br \/>da fraternidade em Deus e por Deus.<br \/><strong>N\u00c3O NOS DEIXEIS CAIR EM TENTA\u00c7\u00c3O<\/strong> \u2014 Somos fr\u00e1geis em nossa ignor\u00e2ncia e alimentamos desejos e ambi\u00e7\u00f5es. A tenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 em n\u00f3s mesmo, mas<br \/>Deus pode alimentar-nos diariamente o esp\u00edrito com os verdadeiros anseios da nossa<br \/>destina\u00e7\u00e3o, para n\u00e3o cairmos no torvelinho dos nossos instintos inferiores.<br \/><strong>MAS LIVRAINOS DO MAL PARA SEMPRE<\/strong> \u2014 S\u00faplica a Deus para<br \/>nos despertar a consci\u00eancia nas horas dif\u00edceis de cada dia.<br \/><strong>POIS VOSSO \u00c9 O REINO, O PODER E A GL\u00d3RIA PARA TODO O SEMPRE<\/strong> \u2014 O Reino que buscamos \u00e9 o de Deus, n\u00e3o o dos homens. O poder \u00e9 de<br \/>Deus e n\u00e3o dos esp\u00edritos inferiores, a gl\u00f3ria s\u00f3 a Deus pertence e s\u00f3 Ele nos pode<br \/>glorificar. Sauda\u00e7\u00e3o que s\u00f3 aparece no Evangelho de Jo\u00e3o, como justifica\u00e7\u00e3o final<br \/>de toda a prece.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"> O Pai Nosso \u00e9 uma prece sint\u00e9tica, modelo dado por Jesus aos seus disc\u00edpulos, para que nela encontrem, diariamente, a s\u00edntese final dos seus ensinos. A din\u00e2mica dessa s\u00edntese desperta a mem\u00f3ria dos homens e das entidades espirituais para f\u00e9 em Deus, a esperan\u00e7a em nossa evolu\u00e7\u00e3o espiritual e a confian\u00e7a no poder absoluto e na miseric\u00f3rdia d\u2019Aquele que nos arranca do limo da Terra para as ascens\u00f5es da evolu\u00e7\u00e3o universal. H\u00e1 pessoas que discordam da prece do Pai Nosso nas sess\u00f5es esp\u00edritas, alegando que se trata de uma ora\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Jesus nasceu no Juda\u00edsmo, recebeu a ben\u00e7\u00e3o da virilidade no Templo, aos 13 anos, como todos os meninos judeus da sua idade, cresceu e viveu como judeu at\u00e9 o momento em que iniciou a sua prega\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, da qual nasceria o Cristianismo, porque os seus disc\u00edpulos e ap\u00f3stolos o chamavam de Cristo. Ele ensinou a prece do Pai Nosso quando andava pregando na Palestina, muito antes que a sua doutrina chegasse a Roma e fosse transformada num vasto sincretismo religioso do qual surgiria a Igreja Romana. O Pai Nosso virou Padre Nosso em Roma e s\u00f3 neste s\u00e9culo voltou \u00e0 designa\u00e7\u00e3o primitiva, dada pelos crist\u00e3os palestinos que n\u00e3o falavam latim. N\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o nenhuma para se considerar<br \/>essa prece como cat\u00f3lica. Ela \u00e9 uma prece crist\u00e3 pura, dotada de todas as caracter\u00edsticas do pensamento superior de Jesus, que sempre pairou acima dos divisionismos sect\u00e1rios. Se os Evangelhos apresentam o Pai Nosso em formas diferentes, isso acontece pelo simples fato de que cada evangelista redigiu os seus relatos em lugares e \u00e9pocas diferentes, usando as lembran\u00e7as e as anota\u00e7\u00f5es que possu\u00edam. Jo\u00e3o, cujo Evangelho foi o \u00faltimo a ser elaborado, conseguiu reunir maiores elementos para dar a prece completa, segundo era pronunciada pelos crist\u00e3os primitivos. Como assinalou Renan, e foi confirmado nos s\u00e9culos seguintes pelos pesquisadores universit\u00e1rios das origens do Cristianismo, as informa\u00e7\u00f5es de que os evangelistas dispunham, procediam dos pr\u00f3prios c\u00edrculos da intimidade do<br \/>Mestre, guardando a autenticidade das suas express\u00f5es. A insist\u00eancia da Igreja Cat\u00f3lica em manter a express\u00e3o latina Padre (Pater ) no nome da prece, lan\u00e7ou nos pa\u00edses de l\u00edngua latina, como Portugal e o nosso, a falsa sugest\u00e3o de uma liga\u00e7\u00e3o real entre a Igreja (cujos sacerdotes s\u00e3o chamados padres), o que foi duramente contestado pelas Igrejas da Reforma Protestante. O emprego do Pai Nosso nas reuni\u00f5es esp\u00edritas \u00e9 perfeitamente v\u00e1lido, tanto em face das caracter\u00edsticas ineg\u00e1veis de Renascimento Crist\u00e3o da Doutrina<br \/>Esp\u00edrita, tanto em seu desenvolvimento filos\u00f3fico, quanto em suas atividades pr\u00e1ticas. A alega\u00e7\u00e3o de que o Espiritismo mistura Cristianismo com religi\u00f5es primitivas \u00e9 simplesmente uma impostura, diante dos estudos aprofundados sobre a forma\u00e7\u00e3o do sincretismo cat\u00f3lico africano de que o Espiritismo n\u00e3o participou.<br \/><br \/><\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PROBLEMAS RELIGIOSOS Cap.: IX &#8211; Livro: O CENTRO ESP\u00cdRITA\u00a0 Autor:\u00a0 J. Herculano Pires Ouve-se frequentemente a pergunta: \u201cO Espiritismo \u00e9 religi\u00e3o?\u201d E muitas vezes os esp\u00edritas n\u00e3o sabem responde-la. 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