{"id":3824,"date":"2022-06-13T10:53:42","date_gmt":"2022-06-13T13:53:42","guid":{"rendered":"https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/?p=3824"},"modified":"2022-06-13T11:00:18","modified_gmt":"2022-06-13T14:00:18","slug":"espiritualidade-feminina-existe-uma-espiritualidade-negada-a-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/2022\/06\/espiritualidade-feminina-existe-uma-espiritualidade-negada-a-mulher\/","title":{"rendered":"ESPIRITUALIDADE FEMININA: EXISTE UMA ESPIRITUALIDADE NEGADA A MULHER?"},"content":{"rendered":"\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-208 size-full\" src=\"https:\/\/www.estudosherculanopires.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/logmaskHerculano-2.png\" alt=\"\" width=\"652\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/logmaskHerculano-2.png 652w, https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/logmaskHerculano-2-300x146.png 300w\" sizes=\"(max-width: 652px) 100vw, 652px\" \/><\/span><\/h1>\n<h3 class=\"post-title entry-title\"><span style=\"color: #000000;\">Espiritualidade feminina: existe uma espiritualidade negada \u00e0 mulher?<\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Por: <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Helo\u00edsa Canali<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>IFEHP &#8211; INSTITUTO DE FILOSOFIA ESP\u00cdRITA HERCULANO PIRES<\/strong><\/p>\n<div class=\"separator\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><b>Autora: Helo\u00edsa Canali, membra do Grupo Gestor do IFEHP e do F\u00f3rum de Mulheres Esp\u00edritas, servidora p\u00fablica federal na UFPA, p\u00f3s-graduada em Pedagogia Esp\u00edrita. O presente artigo deu origem \u00e0 confer\u00eancia ministrada pela autora, em virtude do encerramento da I Semana Am\u00e9lie Boudet, no dia 13 de maio de 2022, evento realizado pelo IFEHP e pelo F\u00f3rum de Mulheres Esp\u00edritas do IFEHP.<\/b><\/span><\/div>\n<div class=\"separator\">\u00a0<\/div>\n<div>Link Original: <a href=\"https:\/\/institutoherculanopires.blogspot.com\/2022\/06\/\">https:\/\/institutoherculanopires.blogspot.com\/2022\/06\/<\/a><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><hr \/><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Quero come\u00e7ar essa fala trazendo Kardec para nos auxiliar a pensar sobre a exist\u00eancia de uma espiritualidade feminina, por meio de um texto presente na RE, Ano IX de janeiro de 1866 intitulado: As Mulheres t\u00eam alma?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Essa interroga\u00e7\u00e3o se constitui numa quest\u00e3o religiosa. Por\u00e9m, mais que a forma da pergunta, Kardec a alicer\u00e7a sob um substrato social e humano, pois o que ele argumenta como quest\u00e3o de fundo, s\u00e3o direitos sociais e intelectuais das mulheres. Nem sempre foi certa uma resposta positiva \u00e0 essa pergunta que intitula o artigo da RE, pois ao que se sabe foi posta em delibera\u00e7\u00e3o num Conc\u00edlio. Essa \u201cd\u00favida\u201d, no entanto, foi aparentemente dirimida. A d\u00favida sobre a condi\u00e7\u00e3o espiritual da mulher, gerou consequ\u00eancias desastrosas que ainda hoje se mant\u00eam, e trouxe enormes preju\u00edzos morais e sociais \u00e0s mulheres a ponto de, em certas culturas, termos sido definidas como \u201cinstrumento de prazer do homem\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O preconceito sobre a inferioridade e consequente desumaniza\u00e7\u00e3o das mulheres foi constru\u00edda por homens, por meio de substratos filos\u00f3ficos e posteriormente religiosos. Est\u00e1 presente na fala do fil\u00f3sofo grego Pit\u00e1goras que afirma: <strong>\u201cExiste o princ\u00edpio bom que criou a ordem, a luz e o homem, e um princ\u00edpio mau que criou o caos, as trevas e a mulher&#8221;<\/strong>. Eur\u00edpedes considerava <strong>a mulher &#8220;o mais tem\u00edvel dos males&#8221;. <\/strong>Arist\u00f3teles em sua obra <strong>Pol\u00edtica, <\/strong>tece considera\u00e7\u00f5es a respeito dos papeis sociais de g\u00eanero ao afirmar que o macho \u00e9 mais preparado para dire\u00e7\u00e3o do que a f\u00eamea; os corpos femininos s\u00e3o fr\u00e1geis e d\u00e9beis, as mulheres, portanto, s\u00e3o inferiores em termos anat\u00f4micos, fisiol\u00f3gicos e \u00e9ticos. Revela-se, dessa forma, o pensamento predominante da sociedade grega da \u00e9poca<\/span>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">No discurso religioso do Cristianismo, respons\u00e1vel por uma explica\u00e7\u00e3o crist\u00e3 da desigualdade entre homens e mulheres, observamos S\u00e3o Paulo aconselhar as mulheres a serem submissas, pois seus discursos indicam subalternidade em rela\u00e7\u00e3o aos homens. Santo Agostinho complementa:\u00a0<strong>&#8220;A mulher \u00e9 uma besta insegura e inst\u00e1ve<\/strong>l&#8221;; S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o afirmou: &#8220;<strong>Entre todos os animais selvagens, n\u00e3o h\u00e1 nenhum mais daninho do que a mulher&#8221;.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Nas mais diversas religi\u00f5es, a mulher sempre foi desconsiderada, aviltada, espoliada de direitos intr\u00ednsecos e naturais. A mulher n\u00e3o pode governar-se por si mesma, h\u00e1 que ter quem lhe dite o comportamento, obviamente, um homem. Na China, o conselho do s\u00e1bio era no sentido de que n\u00e3o se confiasse na mulher. Na R\u00fassia, era norma de sabedoria popular que, para cada dez mulheres, existe apenas uma alma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A hist\u00f3ria mostra a mulher discriminada em todas as \u00e9pocas. A discrimina\u00e7\u00e3o contra a mulher \u00e9 produto do sistema social, sedimentado atrav\u00e9s dos s\u00e9culos e n\u00e3o guarda qualquer rela\u00e7\u00e3o com disposi\u00e7\u00f5es da Natureza. \u00c9 produto do Patriarcalismo cuja fei\u00e7\u00e3o machista decorreu da for\u00e7a f\u00edsica atribu\u00edda ao corpo masculino, enquanto o corpo da mulher foi e ainda \u00e9 considerado mais fr\u00e1gil e d\u00e9bil, muito embora nos dias atuais nos deparemos com outras realidades sobre os corpos que merecem amplas e cient\u00edficas discuss\u00f5es. Todos esses discursos integram um conjunto mais amplo de poder e biopoder. Discursos que influenciaram os comportamentos, valores e pr\u00e1ticas de homens e mulheres desde tempos imemoriais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O Patriarcado, como estrutura pol\u00edtica mais arcaica e permanente da humanidade, sustenta sua\u00a0 perman\u00eancia em seu car\u00e1ter religioso de ra\u00edzes crist\u00e3s, o qual \u00e9 assumido pelas cren\u00e7as e valores da tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 como algo sagrado. Traz no discurso religioso e suas pr\u00e1ticas, imposi\u00e7\u00f5es extremamente perversas para as mulheres, pois naturalizavam a inferioridade de seus corpos\u00a0 acrescido de argumentos relacionados a honra, a moral e a capacidade intelectual.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00a0Por meio de mitos o Patriarcado vai se mantendo. Mitos como o da cria\u00e7\u00e3o do homem e da mulher e do pecado original descritos em Ad\u00e3o e Eva, presentes tamb\u00e9m nas narrativas de diferentes povos \u00e9 um deles. Eva, despudorada, foi a causa da queda do homem, respons\u00e1vel pela destina\u00e7\u00e3o penosa da humanidade atrav\u00e9s da necessidade do trabalho como castigo divino, em sua desobedi\u00eancia \u00e0 ordem do Senhor. \u00a0Posteriormente, um contraponto foi acrescido a essa narrativa, no momento em que a necessidade da Igreja de se atualizar para conformar seus anseios pol\u00edticos ao Estado e \u00e0 cristandade, trazendo para a cena a figura da Virgem Maria, vulto ang\u00e9lico de expressiva suavidade em sua maternidade sublime. A Igreja, logo far\u00e1 da virgem Maria um ser cuja caracter\u00edstica feminina s\u00f3 ser\u00e1 confirmada pelo aspecto de m\u00e3e sofredora, sacrificada e \u201cescrava do filho\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A filosofia do Cristianismo teve uma nova interpreta\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da Doutrina Esp\u00edrita por Allan Kardec. Aboliram-se todos os dogmas criados pela Igreja Cat\u00f3lica como o da cria\u00e7\u00e3o do mundo, o qual passa a ser explicado pela teoria evolucionista, e personagens como Ad\u00e3o e Eva perdem sua for\u00e7a. A miss\u00e3o materna, atrav\u00e9s do s\u00edmbolo de Maria, representava para o patriarcalismo judaico uma dose de supera\u00e7\u00e3o, visto que a mulher ser\u00e1 ent\u00e3o objeto de culto, entendimento de que, se Eva causara a perda da humanidade, Maria contribui para salv\u00e1-la, e aquela que, considerada nefasta e perigosa, podia tornar-se objeto de salva\u00e7\u00e3o e venera\u00e7\u00e3o. No entanto, a Igreja Oficial logo esvazia esse conceito de toda sua significa\u00e7\u00e3o. O que poderia considerar-se mudan\u00e7as, constitui-se em fixa\u00e7\u00e3o de um olhar patriarcalista e machista sobre a condi\u00e7\u00e3o das mulheres.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Durante a Idade M\u00e9dia, as mulheres foram confinadas aos seus lares e conventos, ou perseguidas por pr\u00e1ticas de feiti\u00e7aria. O s\u00e9culo XVIII, alvorecer das ideias iluministas, sob forte influ\u00eancia do pensamento grego, insistem na superioridade do homem a partir da dita fraqueza das mulheres, portanto, n\u00e3o cabe a elas as atividades de mando, nem cient\u00edficas e filos\u00f3ficas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Essa realidade cultural machista e mis\u00f3gena no mundo moderno \u00e9 que leva Kardec a escrever seu artigo \u201cA Mulher tem Alma? Para ele era muito claro uma resposta afirmativa, ent\u00e3o aproveita-se de uma contenda judicial em que se negava diploma acad\u00eamico a uma mulher, para propugnar direitos iguais \u00e0s mulheres, que pela intelig\u00eancia e pelo g\u00eanio se afirmaram, mesmo que consideradas incapazes para ditas atividades em frente ao poder do patriarcado. Kardec entende e prev\u00ea que a emancipa\u00e7\u00e3o total da mulher se daria por meios legais e abrangentes, aspecto que n\u00e3o pode deixar de ser considerado, no entanto, esses direitos a elas n\u00e3o seriam mais dados por concess\u00e3o, mas por for\u00e7a de uma legisla\u00e7\u00e3o justa e equ\u00e2nime no futuro, vez que a desigualdade de tratamentos n\u00e3o decorria da natureza, mas sim da imposi\u00e7\u00e3o pela for\u00e7a f\u00edsica e poder social dos homens sobre as mulheres. Kardec vai mais al\u00e9m justificando seu ponto de vista considerando o princ\u00edpio esp\u00edrita de que Deus n\u00e3o criou esp\u00edritos masculinos e femininos sendo estes inferiores \u00e0queles. Propugna igualdade dos direitos entre homens e mulheres, consoante registros na quest\u00e3o 822 em O Livro dos Esp\u00edritos: \u201ctodo privil\u00e9gio concedido a um, ou a outro, \u00e9 contr\u00e1rio a justi\u00e7a. A emancipa\u00e7\u00e3o da mulher caminha com a civiliza\u00e7\u00e3o, sua subjuga\u00e7\u00e3o caminha com a barb\u00e1rie.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Diante disso, podemos constatar que, em nossa cultura religiosa judaico-crist\u00e3 ocidental, encetamos grandes lutas; vivemos sucess\u00e3o de epis\u00f3dios dolorosos e dif\u00edceis porque \u00e0 mulher n\u00e3o foi permitido administrar sua pr\u00f3pria vida. As mulheres das gera\u00e7\u00f5es passadas n\u00e3o tiveram muitas escolhas e muito menos escolhas f\u00e1ceis \u2013 e hoje, as temos? Precisaram, e muitas de n\u00f3s ainda precisam descobrir suas reais necessidades e potencial, vencer medos e preconceitos, derrubar mitos e a ter uma aud\u00e1cia necess\u00e1ria para romper com a realidade que oprime e mata mulheres.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">J\u00e1 que temos alma, ou seja, somos esp\u00edritos, e como reencarnados somos um ser bio-psico-social-espiritual reencarnante, temos uma espiritualidade a ser desenvolvida \u00e0 medida em que vamos tomando consci\u00eancia de nosso lugar dentro de n\u00f3s mesmas e diante do mundo e do universo. Mas, o que pensamos que seja espiritualidade? A espiritualidade pode ser definida como uma &#8220;propens\u00e3o humana a buscar significado para a vida por meio de conceitos que transcendem o tang\u00edvel, \u00e0 procura de um sentido de conex\u00e3o com algo maior que si pr\u00f3prio&#8221;. A espiritualidade pode ou n\u00e3o estar ligada a uma viv\u00eancia religiosa.\u00a0(<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Espiritualidade\">Wikip\u00e9dia<\/a> GUIMAR\u00c3ES, H\u00e9lio Penna.\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/rpc\/v34s1\/a12v34s1.pdf\">\u00abO impacto da espiritualidade na sa\u00fade f\u00edsica\u00bb<\/a>\u00a0(PDF).\u00a0Rev. Psiq. Cl\u00edn. ), mas n\u00e3o confunde-se com pr\u00e1ticas religiosas, embora estas sejam meios para exercer a espiritualidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Trazemos o que\u00a0 Dora Incontri nos diz sobre o que \u00e9 Espiritualidade, em seu livro A Educa\u00e7\u00e3o Segundo o Espiritismo: \u201cEspiritualidade \u00e9 a conex\u00e3o do ser humano consigo mesmo, com o transcendente, com Deus, com o espiritual. Pode se manifestar em qualquer forma religiosa ou n\u00e3o aparecer vestida de uma religi\u00e3o espec\u00edfica. Mas \u00e9 a espiritualidade que d\u00e1 suporte nas horas dif\u00edceis, pois ela nos permite a prece, a eleva\u00e7\u00e3o do pensamento acima das circunst\u00e2ncias terrenas. Ela empresta resili\u00eancia e confere sentido \u00e0 exist\u00eancia. Qualquer forma de espiritualidade experimentada de forma saud\u00e1vel, sem fanatismo ou intoler\u00e2ncia, pode trazer benef\u00edcios ao indiv\u00edduo e \u00e9 muito importante no ato de educar\u201d. O Espiritismo \u00e9 uma forma de espiritualidade que procura racionalizar a f\u00e9 e elevar o sentimento religioso, despojando-o de rituais e simbolismos.<\/span>\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Segundo nossa constru\u00e7\u00e3o cultural e religiosa, desenvolver e\/ou praticar espiritualidade est\u00e1 relacionada \u00e0s Religi\u00f5es e com tudo o que elas representam: dom\u00ednio, poder, hierarquia,\u00a0 e a pretens\u00e3o de serem donas de verdades absolutas e fechadas. Todavia, se quisermos desenvolver nossa espiritualidade, precisamos de analisar se as religi\u00f5es com seus dogmas, rituais e tradi\u00e7\u00f5es nos oferecem \u00a0caminho seguro para\u00a0 vivenciarmos experi\u00eancias que nos liguem verdadeiramente com nossa ess\u00eancia diante da presen\u00e7a de uma\u00a0<strong>autoridade interna<\/strong>\u00a0que podemos chamar de Intui\u00e7\u00e3o, Consci\u00eancia, Deus Interior, na qual a pr\u00e1tica dessa espiritualidade est\u00e1 motivada pelo desejo de nos reunir, religar, conectar com o ser superior.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Nos contextos religiosos hegem\u00f4nicos, conservadores, castradores de liberdades as religi\u00f5es assim constitu\u00eddas deturparam as hist\u00f3rias das mulheres. Se demonstrassem intelig\u00eancia, esp\u00edrito livre, se curavam a si e aos outros, se fossem guerreiras, se tivessem desejo de amar e serem amadas eram dadas como prostitutas, loucas, profanas. Somente\u00a0 \u00e0s mulheres castas, puras, maternais, conselheiras, m\u00e3es e que fossem exemplos de abnega\u00e7\u00e3o e f\u00e9 era concedido o exerc\u00edcio de espiritualidade. A mediunidade lhes foi negada, apenas as figuras masculinas possu\u00edam \u201cpoderes\u201d espirituais. Esses estere\u00f3tipos ainda hoje repercutem nas mulheres contempor\u00e2neas que sofrem culpa e medo originadas pela repeti\u00e7\u00e3o naturalizada de conceitos e preconceitos da sociedade patriarcal e machista presente nas Religi\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Muitas mulheres deram testemunhos de sua espiritualidade em alto grau , mas n\u00e3o sem sofrerem as injusti\u00e7as e vilip\u00eandios que alcan\u00e7am o seu direito de viver. Segundo historiadores, Maria Madalena, a prostituta, endemoniada (a mulher dos sete dem\u00f4nios), era helenizada, culta, falava v\u00e1rios idiomas, possu\u00eda riqueza, esp\u00edrito livre e n\u00e3o se deixou prender pelo casamento. Seguiu Jesus.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Joana D\u2019Arc, considerada uma hero\u00edna da\u00a0Fran\u00e7a pelos seus feitos durante a\u00a0Guerra dos Cem Anos. Joana dizia receber vis\u00f5es divinas do\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Arcanjo\">arcanjo<\/a>\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Miguel_(arcanjo)\">Miguel<\/a>, de\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Margarida_de_Antioquia\">Santa Margarida<\/a>\u00a0e da\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Catarina_de_Alexandria\">Santa Catarina<\/a>, que a instru\u00edram a ajudar as for\u00e7as de\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Carlos_VII_de_Fran%C3%A7a\">Carlos VII<\/a>\u00a0e livrar a\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Fran%C3%A7a_na_Idade_M%C3%A9dia\">Fran\u00e7a<\/a>\u00a0do dom\u00ednio da\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Reino_da_Inglaterra\">Inglaterra<\/a>.\u00a0Foi capturada em uma batalha e entregue aos ingleses que a entregaram \u00e0 Sta. Inquisi\u00e7\u00e3o. Foi condenada \u00e0 fogueira sob acusa\u00e7\u00f5es de cunho religioso. Curioso observar de que forma se exterioriza a espiritualidade dessa jovem mulher, que negando sua condi\u00e7\u00e3o feminina, por meio da mediunidade entrega-se a defender sua p\u00e1tria em seus ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.<\/span><\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Maria Padilla \u2013 espanhola (1334-1361) rainha de Castella, que mesmo em narrativas diversas, descrevem-na como inteligente, com capacidade de racioc\u00ednio,\u00a0 m\u00e9dium, dotada de muita f\u00e9 aliada a do\u00e7ura na alma, \u00a0auxiliou o rei Pedro, o Cruel a governar com discernimento e clareza. Fundou a Ordem das Clarissas de Sta. Clara de Assis para acolher mulheres, que mesmo casadas, poderiam se refugiar de seus maridos, pais e irm\u00e3os que as acusavam de bruxaria. Foi acusada pelo cunhado de assassina e prostituta. \u00a0Repete-se a\u00ed o estere\u00f3tipo dado \u00e0 Maria de Madalena. H\u00e1 narrativas de que<\/span> <span style=\"color: #000000;\">esse Espirito feminino veio, por meio da mediunidade de uma negra escravizada, aqui no Brasil, comunicar-se e contar sua hist\u00f3ria, fazendo-se presente fortemente nos terreiros de Candombl\u00e9 e Umbanda. Coordena uma organiza\u00e7\u00e3o de esp\u00edritos femininos, fundada no plano espiritual, em sua maioria constitu\u00edda de m\u00e3es, av\u00f3s, tias, bisav\u00f3s de seus protegidos ou de m\u00e9diuns, formando uma grande liga\u00e7\u00e3o com a ancestralidade. S\u00e3o conhecidas como Pombas Giras da linha de Exu. Pomba Gira, portanto, \u00e9 uma grande organiza\u00e7\u00e3o feminina que atua principalmente no plano material contra \u00a0ataques de toda ordem a outras mulheres e desejam que essas mulheres sejam<\/span> <span style=\"color: #000000;\">autossuficientes. N\u00e3o trabalham para desviar, desagregar ou induzir as pessoas ao erro, ao contr\u00e1rio, s\u00e3o leais ao processo de aprendizado e evolu\u00e7\u00e3o da humanidade em todos os sentidos. A esses esp\u00edritos femininos s\u00e3o atribu\u00eddos a pecha de devassas, mundanas, debochadas, donas de dotes de sedu\u00e7\u00e3o que as fazem \u00a0menores diante do conceito padr\u00e3o machista de mulheres \u201crecatadas e do lar\u201d. Diz-se ainda\u00a0 que, ao se deturpar o trabalho espiritual da Organiza\u00e7\u00e3o das Pombas Giras fere-se a ancestralidade e suas lutas enquanto encarnadas, castra-se o lado feminino das religi\u00f5es onde as mulheres sempre s\u00e3o submissas ou submetidas a trabalhos menores de servir aos interesses<\/span> <span style=\"color: #000000;\">daqueles que mandam.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Destarte a inferioriza\u00e7\u00e3o e subalternidade de que as mulheres s\u00e3o v\u00edtimas, do pensamento retr\u00f3grado que as afeta, inclusive com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mediunidade e \u00e0 espiritualidade, h\u00e1 grandes vultos femininos no Espiritismo que nos inspiram a caminhar. E nesse momento prestamos nossas homenagens e gratid\u00e3o pelos exemplos de destemor e dedica\u00e7\u00e3o \u00e0s causas justas e necess\u00e1rias ao progresso que as mulheres esp\u00edritas que nos antecederam exemplificaram , vivendo suas espiritualidades, incentivando-nos a construir novos horizontes para as mudan\u00e7as necess\u00e1rias e urgentes no mundo feminino.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">IRM\u00c3S FOX<\/span> &#8211; que por meio da mediunidade popularizam a comunica\u00e7\u00e3o dos esp\u00edritos redundando nas pesquisas sobre os fen\u00f4menos espirituais at\u00e9 chegar ao Prof. Rivail. Sofreram chacotas, injusti\u00e7as, ass\u00e9dios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">SRA. PLAINEMAISON<\/span> \u2013 antecede a codifica\u00e7\u00e3o da Doutrina. Organizava sess\u00f5es esp\u00edritas em sua casa, onde Kardec faz suas primeiras observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AM\u00c9LIE BOUDET , \u00a0BERTHE FROPO E ANNA BLACKWELL<\/span> &#8211; Madame Kardec, imprescind\u00edvel colaboradora no trabalho de constru\u00e7\u00e3o do Espiritismo ao lado do marido. Foi invisibilizada\u00a0 pelo Movimento Esp\u00edrita Brasileiro que a considerou num papel coadjuvante constituindo-se apenas em esposa\u00a0 de Kardec. Ap\u00f3s o desencarne de Kardec essas tr\u00eas mulheres intelectuais uniram-se em defesa do legado Kardeciano contra as infiltra\u00e7\u00f5es de outras teorias espiritualistas como a Teosofia e o Roustanguismo sob o pretexto de atualizar o Espiritismo. Denunciaram publicamente suposta\u00a0 corrup\u00e7\u00e3o praticada por \u201camigos\u201d esp\u00edritas de Kardec que o sucederam. Fizeram suas refuta\u00e7\u00f5es e depoimentos por meio de publica\u00e7\u00f5es em brochuras, jornais e revistas esp\u00edritas. Am\u00e9lie foi fundadora da Sociedade An\u00f4nima que deveria divulgar as obras esp\u00edritas de Kardec e protestava nas reuni\u00f5es da Sociedade, mas sua voz n\u00e3o era ouvida; foi desrespeitada, sofreu preconceito e ass\u00e9dio moral por parte dos pr\u00f3prios amigos de Allan Kardec, que acabou adoecendo o que levou-a a se ausentar das reuni\u00f5es da Sociedade. Foi ignorada a tal ponto que Leymarie n\u00e3o lhe prestava nenhuma conta. Sofreu maledic\u00eancia, quando Leymarie (Secret\u00e1rio-gerente da Revista Esp\u00edrita e membro administrador da Sociedade An\u00f4nima da Caixa Geral e Central do Espritismo) respondia \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o de baixar o pre\u00e7o dos livros, que n\u00e3o podia faz\u00ea-lo pois Am\u00e9lie recebia uma pens\u00e3o da Sociedade. No entanto, ela se impunha duras priva\u00e7\u00f5es que comprometiam sua sa\u00fade j\u00e1 debilitada, do que ser vista como avara. Seu objetivo era \u201cdifundir a instru\u00e7\u00e3o moral e intelectual entre os adeptos pobres do Espiritismo e ver crescer a obra de Kardec\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Berthe Fropo, tornou-se conselheira e amiga \u00edntima de Am\u00e9lie, foi vice-presidente de uma institui\u00e7\u00e3o esp\u00edrita, a Uni\u00e3o Esp\u00edrita Francesa, que muito ajudou a denunciar e combater desvios doutrin\u00e1rios no Espiritismo do p\u00f3s Kardec. Anna Blackwell a primeira tradutora mulher das obras da Doutrina, al\u00e9m de ter sido h\u00e1bil escritora e pesquisadora, revelando e publicando novos dados biogr\u00e1ficos de Allan Kardec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">ERMANCE DUFAUX<\/span> \u2013 principal m\u00e9dium das sess\u00f5es dom\u00e9sticas de Kardec.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">IRM\u00c3S BAUDIN<\/span> \u2013 A fam\u00edlia Baudin \u00e9 importante para o movimento esp\u00edrita pois as Srtas.Baudin foram as duas primeiras m\u00e9diuns utilizadas por Allan Kardec para a prepara\u00e7\u00e3o da 1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o de O Livro dos Esp\u00edritos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AMALIA DOMINGO SOLER<\/span> &#8211; \u00a0(<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/1835\">1835<\/a>&#8211;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/1909\">1909<\/a>) foi uma\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Escritor\">escritora<\/a>\u00a0e grande expoente do movimento\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Doutrina_Esp%C3%ADrita\">esp\u00edrita<\/a>\u00a0espanhol, pela sua atua\u00e7\u00e3o como divulgadora e\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/M%C3%A9dium\">m\u00e9dium<\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Psicografia\">psic\u00f3grafa<\/a>. Seus escritos destacam-se pelo estilo po\u00e9tico e leve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 tamb\u00e9m caracterizada pelas in\u00fameras dificuldades que suportou com for\u00e7a e coragem. Conhece o Espiritismo por meio do seu m\u00e9dico que lhe ofereceu um jornal esp\u00edrita. Ela se integra ao movimento, frequenta \u00e0s reuni\u00f5es e se torna esp\u00edrita. Escreve um jornal esp\u00edrita e seu primeiro artigo, A Ideia de Deus foi muito combatido pela igreja cat\u00f3lica. Escreveu para v\u00e1rios peri\u00f3dicos deixando um grande legado liter\u00e1rio para o Espiritismo Espanhol e mundial. Coordenou como vice-presidente o I Congresso Esp\u00edrita Internacional em 1888, Barcelona, pela Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Espanhola. No Brasil \u00e9 vista somente como poetisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">IVONE DO AMARAL PEREIRA<\/span> \u2013 com sua mediunidade, simplicidade e liberdade pode exercer sua faculdade para curar os obsessos e como m\u00e9dium receitista. Al\u00e9m do mais, o que marca em Ivone em atua\u00e7\u00e3o medi\u00fanica foi a sua independ\u00eancia, tanto que\u00a0 questionava com fundamento os entraves burocr\u00e1ticos que algumas casas esp\u00edritas imp\u00f5em aos seus trabalhadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AUTA DE SOUZA<\/span> \u2013 poetisa da 2\u00aa gera\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica. Escrevia poemas rom\u00e2nticos com\u00a0 influ\u00eancia simbolista e de alto valor est\u00e9tico. A maior poetisa m\u00edstica do Brasil (Luis da C\u00e2mara Cascudo). Continua a produzir arte p\u00f3s desencarna\u00e7\u00e3o por meio da mediunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">ZILDA GAMA<\/span> \u2013 M\u00e9dium antecessora de Chico no cen\u00e1rio do Espiritismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AN\u00c1LIA EM\u00cdLIA FRANCO<\/span> (1856- 1919) \u2013 Foi a educadora das massas, das camadas mais simples da popula\u00e7\u00e3o, das m\u00e3es desamparadas. Atendeu a mais de 1000 estudantes dos dois sexos nas Escolas Maternais, Asilos, Creches, Liceus e Escolas Normais cujo m\u00e9todo de ensino preconizava a instru\u00e7\u00e3o aliada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o moral da juventude num conceito de educa\u00e7\u00e3o integral. Alfabetizava e profissionalizava mulheres para que sa\u00edssem da pobreza ou, por op\u00e7\u00e3o, desgarrar-se da tutela do marido. Fundou mais de 100 escolas destinadas a beneficiar e educar crian\u00e7as e senhoras de todas as classes e seitas diversas, por isso limitavam-se ao ensino das verdades fundamentais como a exist\u00eancia de Deus, a imortalidade da alma e ao ensino da mais pura moral sem prejudicar as cren\u00e7as das fam\u00edlias a que pertenciam as crian\u00e7as. Expulsa de uma cidade do interior de S. Paulo porque insistia em abrigar e ensinar crian\u00e7as brancas e negras juntas, algo considerado uma promiscuidade escandalosa \u00e0 \u00e9poca. Mendigou para crian\u00e7as filhas de escravos. Fundou, em 24 cidades do interior de S. Paulo 71 escolas, 2 albergues, 2 col\u00f4nias regeneradoras para mulheres, 25 asilos para \u00f3rf\u00e3os, 1 banda de m\u00fasica feminina, 1 orquestra e 1 grupo dram\u00e1tico. Grande desconhecida!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AM\u00c9LIA RODRIGUES<\/span> &#8211; (1861-1926)- Educadora, teatr\u00f3loga e escritora. Dedicou-se ao jornalismo\u00a0como colaboradora de publica\u00e7\u00f5es religiosas como &#8220;O Mensageiro da F\u00e9&#8221;, &#8220;A Paladina&#8221; e &#8220;A Voz&#8221;. Escreveu algumas pe\u00e7as teatrais, entre as quais &#8220;Fausta&#8221; e &#8220;A Natividade&#8221;. \u00c9 autora dos poemas &#8220;Religiosa Clarisse&#8221; e &#8220;Bem me queres&#8221;. Produziu ainda obras did\u00e1ticas, literatura infantil e romances. Continuou seu trabalho ap\u00f3s desencarnar por meio da mediunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">BENEDITA FERNANDES<\/span> \u2013 (1883-1947) Mulher negra. Obsediada, tida como louca, foi curada por meio do Espiritismo. Relata que ouviu uma voz que lhe disse: \u201cBenedita, se prometeres consagrar-te inteiramente aos enfermos e pobres, sair\u00e1s curada daqui\u201d. E assim ela o fez. Ap\u00f3s curada, criou o Lar Benedita Fernandes de Ara\u00e7atuba e o Sanat\u00f3rio Benedita Fernandes de Ara\u00e7atuba. Era m\u00e9dium, passista e evangelizadora de crian\u00e7as. Pioneira do Movimento de Unifica\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritas quando fundou em 1940 a Uni\u00e3o Esp\u00edrita Regional Noroeste sendo eleita sua primeira presidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">ADELAIDE AUGUSTA C\u00c2MARA<\/span> \u2013 AURA CELESTE \u2013 (1874- 1944) Educadora. Trabalhou junto ao espirito m\u00e9dico Dr. Joaquim Murtinho, que por seu interm\u00e9dio atuou na cura de muitos. Fazia confer\u00eancias e publicou v\u00e1rios livros: Vozes D\u2019Alma, Aspectos da Alma, Palavras Esp\u00edritas, Rumo a Verdade e Luz do Alto. Criou o Asilo Esp\u00edrita Jo\u00e3o Evangelista( RJ) em 1927 para crian\u00e7as e velhice desamparada. M\u00e3e dos \u00d3rfaos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">SCHEILA<\/span> (Esp\u00edrito) \u2013 Baronesa de Chantal, Ao enviuvar dedicou-se aos filhos e a cuidar de necessitados. Fundou a Congrega\u00e7\u00e3o de Visita\u00e7\u00e3o de Maria e 87 conventos. Como Esp\u00edrito desencarnado trabalhou com o m\u00e9dium de materializa\u00e7\u00e3o em curas Peixotinho. Se apresenta como uma enfermeira alem\u00e3 que trabalhou na 2\u00aa guerra mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">MEIMEI<\/span> &#8211; Irma de Castro Rocha, conhecida como Meimei por meio de psicografias, foi um esp\u00edrito que se manifestava mediante as cartas do l\u00edder esp\u00edrita Chico Xavier. Ela deixou grandes li\u00e7\u00f5es de benevol\u00eancia com o pr\u00f3ximo e sua hist\u00f3ria foi contada em diversas obras medi\u00fanicas. S\u00e3o elas: \u201cPai Nosso\u201d, \u201cAmizade\u201d, \u201cPalavras do Cora\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cCartilha do Bem\u201d, \u201cEvangelho em Casa\u201d, \u201cDeus Aguarda\u201d e \u201cM\u00e3e\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">DORA INCONTRI<\/span> &#8211; Uma mulher contempor\u00e2nea, estudiosa, escritora em prosa e versos de alto grau de espiritualidade no que produz e no que exemplifica. Exemplo de destemor, dedica\u00e7\u00e3o e compromisso, de esp\u00edrito refinado, que ao propor novos entendimentos, novas frentes conceituais, novas pr\u00e1ticas, desconstru\u00e7\u00e3o de ideias equivocadas nos ajuda a olhar pra dentro de n\u00f3s e para o mundo, e o faz com grande sensibilidade e respeito \u00e0s individualidades. Sempre sofreu e sofre ataques machistas, mas seu lugar de mulher no mundo e no Espiritismo \u00e9 defendido com coragem e muita esperan\u00e7a. Obrigada Dora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mulheres inspiram outras mulheres com exemplos de coragem e muitas vezes com delicadeza feminina. Todavia essa delicadeza n\u00e3o pode ser confundida com submiss\u00e3o e aceita\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 posto pelas estruturas patriarcal e machista da sociedade a qual pertencemos. Elas precisam transgredir o que est\u00e1 posto como norma social e que, eventualmente, as demandas podem passar para as legisla\u00e7\u00f5es, mas que, quase sempre n\u00e3o refletem justi\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o integral, quando n\u00e3o s\u00e3o implementadas pelos aparelhos do Estado. A mulher precisa ser vista com direitos ao respeito, ao trabalho, a vida digna, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, amparo para criar seus filhos, a exercer sua sexualidade e sua religiosidade como lhe aprouver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelos contextos vividos, percebemos que qualquer projeto civilizat\u00f3rio em que a vis\u00e3o do mundo est\u00e1 definida pela superioridade de um dos g\u00eaneros o qual\u00a0 det\u00e9m o poder e por meio dele subjuga o outro, como o \u00e9 no regime de patriarcado, passa a ser a funda\u00e7\u00e3o de todas as desigualdades e expropria\u00e7\u00e3o de valor que constroem o edif\u00edcio de todos os poderes: econ\u00f4mico, pol\u00edtico, intelectual, art\u00edstico, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, podemos dizer que a luta incessante das mulheres pelo reconhecimento de sua condi\u00e7\u00e3o de sujeitos e protagonistas de suas pr\u00f3prias vidas, passa obrigatoriamente pelo Feminismo visceralmente imbricado na Religi\u00e3o. O Feminismo pode ser entendido como uma teoria em movimento, que apreende tudo aquilo que diz respeito \u00e0 emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres, que procura explicar a situa\u00e7\u00e3o das mulheres e elabora permanentemente a cr\u00edtica e a den\u00fancia da injusti\u00e7a da sociedade patriarcal, capitalista, racista; e como movimento, luta pela transforma\u00e7\u00e3o social, assim como tamb\u00e9m \u00e9 uma atitude pessoal diante da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Buscando, ainda, responder a pergunta que nos serve de introdu\u00e7\u00e3o ao tema ora refletido, dir\u00edamos que, o que nos \u00e9 negado n\u00e3o seja propriamente a espiritualidade, mas as suas express\u00f5es no mundo externo. As express\u00f5es dogmatizadas, ritualizadas, cheias de f\u00f3rmulas e normas a serem seguidas, padronizadas, institucionalizadas, para que todas e todos se incluam, s\u00e3o aquelas consideradas v\u00e1lidas e legitimadas pela sociedade perante \u00e0 divindade, seja qual for a divindade a qual nos vinculamos. Observamos ateus se curvarem diante da Natureza, pois reconhecem sua for\u00e7a e procuram se conectar com ela dos mais variados meios, desde que esses lhes tragam paz e bem-estar. Trazemos em n\u00f3s a marca da divindade desde a nossa idealiza\u00e7\u00e3o por Deus como intelig\u00eancia suprema do universo, desde que em nossos prim\u00f3rdios nesse planeta enterr\u00e1vamos uns aos outros, ap\u00f3s a morte do corpo, em sentido vertical com os bra\u00e7os voltados para o alto, como que em busca da conex\u00e3o com o transcendente. Exercitamos espiritualidade quando adotamos uma Religi\u00e3o ou qualquer outra doutrina espiritualista, e at\u00e9 as materialistas, para orientar nossa caminhada, pois o anseio de transcender a n\u00f3s mesmos e \u00e0quilo que ainda desconhecemos, nos constitui desde sempre. Para reencarnacionistas esp\u00edritas, esse exerc\u00edcio de espiritualidade toma uma dimens\u00e3o ampliada, porque esses devem ter consci\u00eancia de sua responsabilidade individual e coletiva no progresso da humanidade, a qual s\u00f3 se far\u00e1 com atua\u00e7\u00e3o ativa de homens e mulheres sobre as quest\u00f5es que ferem as individualidades e as liberdades, cen\u00e1rio que ainda nos oprime a exigir posicionamentos e atitudes que semeiem para o estabelecimento de um futuro mundo de justi\u00e7a, amor e caridade.<\/p>\n<hr \/>\n<p>PARCEIRO:<\/p>\n<p><strong>IFEHP &#8211; INSTITUTO DE FILOSOFIA ESP\u00cdRITA HERCULANO PIRES<\/strong><\/p>\n<div class=\"separator\"><b>Autora: Helo\u00edsa Canali, membra do Grupo Gestor do IFEHP e do F\u00f3rum de Mulheres Esp\u00edritas, servidora p\u00fablica federal na UFPA, p\u00f3s-graduada em Pedagogia Esp\u00edrita. O presente artigo deu origem \u00e0 confer\u00eancia ministrada pela autora, em virtude do encerramento da I Semana Am\u00e9lie Boudet, no dia 13 de maio de 2022, evento realizado pelo IFEHP e pelo F\u00f3rum de Mulheres Esp\u00edritas do IFEHP.<\/b><\/div>\n<div class=\"separator\">\u00a0<\/div>\n<div>Link Original: <a href=\"https:\/\/institutoherculanopires.blogspot.com\/2022\/06\/\">https:\/\/institutoherculanopires.blogspot.com\/2022\/06\/<\/a><\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS:<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00c1LVARES, Maria Luiza Miranda. <em>Saias, la\u00e7os e ligas. Um estudo sobre as formas de participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e partid\u00e1ria das mulheres paraenses. <\/em>Bel\u00e9m\/Par\u00e1: Paka Tatu, 2020.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">CAMPANARO, Priscila Kikuchi. <em>Branquitude e religi\u00e3o: uma an\u00e1lise autoetnogr\u00e1fica sobre ser uma mulher branca no candombl\u00e9. <\/em>Revista Mandr\u00e1gora, S.Paulo. v. 27, n. 2, 2021. P. 91-113. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.metodista.br\/revistas\/ims\/index.php\/MA\/article\/view\/1036457\">https:\/\/www.metodista.br\/revistas\/ims\/index.php\/MA\/article\/view\/1036457<\/a>. Acesso em 18 de maio de 2022.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">GOINDANICH, Simone Privato. <em>O legado de Allan Kardec. <\/em>S. Paulo. Ed. USE\/CCDPE.. 2\u00aa ed. Ago.2018.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">INCONTRI, Dora. <em>A educa\u00e7\u00e3o segundo o Espiritismo<\/em>. Bragan\u00e7a Paulista\/S.Paulo: Ed. Comenius, dez. 2012.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">KARDEC, Allan. <em>Revista esp\u00edrita<\/em>. Ano IX, n. 1, janeiro de 1866.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">KARDEC, Allan. <em>O livro dos esp\u00edritos<\/em>. 181\u00aa edi\u00e7\u00e3o, IDE, Araras\/SP. 2009.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">MACHADO, Denise Cardoso<em>. <\/em><em>Corpo, G\u00eanero e Discurso.<\/em> Corpo, G\u00eanero e Discurso. In: Diana Alberto, Rubens de Andrade, Aldones Nino. (Org.). Paisagem e g\u00eanero: estrat\u00e9gias identit\u00e1rias e subjetiva\u00e7\u00e3o de corpos. 1ed.Rio de Janeiro: Paisagens Hibridas: Escola de Belas Artes: UFRJ, 2020, v. 1, p. 32-49.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">VARGAS, Myriam Aldana. <em>Feminismo e religi\u00e3o: uma imbrica\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria. <\/em>Revista Mandr\u00e1gora. S. Paulo. v. 26, n. 2, 2020, p. 171-187. 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