{"id":2220,"date":"2019-09-18T21:04:51","date_gmt":"2019-09-19T00:04:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estudosherculanopires.com.br\/site\/?p=2220"},"modified":"2021-10-21T01:17:08","modified_gmt":"2021-10-21T04:17:08","slug":"o-mundo-sem-dor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/2019\/09\/o-mundo-sem-dor\/","title":{"rendered":"\u00a0O MUNDO SEM DOR"},"content":{"rendered":"\n<p><br><\/p>\n\n\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-208 size-full\" src=\"https:\/\/www.estudosherculanopires.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/logmaskHerculano-2.png\" alt=\"\" width=\"652\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/logmaskHerculano-2.png 652w, https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/logmaskHerculano-2-300x146.png 300w\" sizes=\"(max-width: 652px) 100vw, 652px\" \/><\/span><\/h1>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">\u00a0O Mundo sem Dor<\/span><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Toda a \u00eanfase deste cap\u00edtulo podia ser representada por uma p\u00e1gina em branco. A evolu\u00e7\u00e3o da dor equivaleria \u00e0 instala\u00e7\u00e3o universal do nada, esse conceito vazio, segundo Kant, esse zero absoluto da antirealidade, essa nega\u00e7\u00e3o da nega\u00e7\u00e3o, em termos dial\u00e9ticos; seria o princ\u00edpio de tudo o que n\u00e3o \u00e9 nem pode ser. Pit\u00e1goras, para figurar a solid\u00e3o de Deus antes da Cria\u00e7\u00e3o, recorreu \u00e0 ideia do Uno, o n\u00famero 1, sem proced\u00eancia nem consequ\u00eancia, im\u00f3vel no Inef\u00e1vel. Sartre, em nosso tempo doloroso, para devolver o homem ao nada de que teria sa\u00eddo, teve de recorrer \u00e0 contradi\u00e7\u00e3o de uma f\u00f3rmula dial\u00e9tica que levaria o pensamento \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o total de si mesmo. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda para a ideia do nada, sen\u00e3o no solipsismo da volta ao nada, que nada \u00e9 nem pode ser. A imagina\u00e7\u00e3o pitag\u00f3rica teve pelo menos a coer\u00eancia de recorrer ao acaso, admitindo um estremecimento do 1 no inef\u00e1vel, que multiplicaria a unidade, desencadeando a D\u00e9cada, o n\u00famero 10 que deu nascimento ao Todo.<\/span><br \/><span style=\"color: #000000;\">Fil\u00f3sofos e te\u00f3logos crist\u00e3os vangloriam-se at\u00e9 hoje da originalidade da B\u00edblia, que fez Deus tirar o mundo do nada, tirar o real do irreal. Mas a B\u00edblia \u00e9 um livro judeu e n\u00e3o crist\u00e3o. Configura-se nessa vangl\u00f3ria a gl\u00f3ria v\u00e3 de um roubo do nada. Na verdade, o nada s\u00f3 pode existir em termos de relatividade, o que, subordinando-o ao todo, anula toda a sua pretens\u00e3o existencial.<span style=\"background-color: #ffff00;\"> Para o nada existir seria necess\u00e1ria a exist\u00eancia dos elementos formais do nada, que n\u00e3o seriam \u201cnada\u201d, mas alguma coisa.<\/span><\/span><br \/><span style=\"color: #000000;\">Tudo isso pode parecer uma cogita\u00e7\u00e3o vazia, mas n\u00e3o \u00e9, pois se processa nos quadros hist\u00f3ricos do pensamento antigo e moderno, levando-nos a uma conclus\u00e3o mentalmente objetiva: <span style=\"background-color: #ffff00;\">o nada \u00e9 uma impossibilidade do pensamento.<\/span><\/span><br \/><span style=\"color: #000000;\">Como a dor \u00e9 um elemento do sens\u00edvel, chegamos a outra conclus\u00e3o inevit\u00e1vel: o mundo sem dor \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o gratuita que s\u00f3 existiria no imagin\u00e1rio absoluto e inconsequente, pois a exclus\u00e3o da dor implicaria necessariamente a inexist\u00eancia de qualquer atividade. Seria o mundo da morte absoluta, sem a <\/span><span style=\"color: #000000;\">esperan\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o, que acarretaria a dor absoluta. Nesse solipsismo do absurdo chegamos a outra impossibilidade do pensamento: <span style=\"background-color: #ffff00;\">a da defini\u00e7\u00e3o absoluta de Deus<\/span>. Nada mais podemos fazer do que aceitar a sua realidade como ela se apresenta na introje\u00e7\u00e3o imemorial da nossa consci\u00eancia profunda, em que Descartes a encontrou na sua cogita\u00e7\u00e3o assombrosa, <span style=\"background-color: #ffff00;\">ou neg\u00e1-la, negando ao mesmo tempo toda a realidade.<\/span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Essa exig\u00eancia da nega\u00e7\u00e3o total decorre das condi\u00e7\u00f5es epistemol\u00f3gicas da nossa cultura, que n\u00e3o permite mais a fragmenta\u00e7\u00e3o do saber, com as posi\u00e7\u00f5es ilhadas de campos gnosiol\u00f3gicos ilhados e enfeudados em prov\u00edncias esp\u00farias do Conhecimento. <span style=\"background-color: #ffff00;\">Hoje o Conhecimento \u00e9 um s\u00f3,<\/span> <span style=\"background-color: #ffff00;\">o maci\u00e7o do Saber, n\u00e3o admitindo uma Ci\u00eancia dos homens mais do que homens e outra dos homens simplesmente homens da divis\u00e3o estrat\u00e9gica de Descartes.<\/span> A unifica\u00e7\u00e3o do Ser produziu, ao mesmo tempo, a fragmenta\u00e7\u00e3o profissional das especialidades, no plano da pr\u00e1tica cient\u00edfica, e massividade da generaliza\u00e7\u00e3o globalizante.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">Ou admitimos a exist\u00eancia de Deus como Consci\u00eancia C\u00f3smica abrangente ou a rejeitamos como impossibilidade l\u00f3gica (na L\u00f3gica Antiga e na L\u00f3gica Moderna), de maneira que os capatazes de Deus foram banidos de seus cargos e expulsos do processo cultural.<\/span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Foi o que Dilthey colocou de maneira precisa em seu ensaio sobre A Trag\u00e9dia da Cultura, em que o aumento de conhecimentos supera a capacidade individual da mente humana. A Filosofia das Ci\u00eancias abrangeu numa vis\u00e3o gest\u00e1ltica, globalizante, os setores dispersos da investiga\u00e7\u00e3o. <span style=\"background-color: #ffff00;\">A cren\u00e7a foi afastada como posi\u00e7\u00e3o ing\u00eanua do passado e a f\u00e9 tornou-se conhecimento comprovado.<\/span> <span style=\"text-decoration: underline;\">Kardec postulou a preval\u00eancia da f\u00e9 como certeza decorrente da experi\u00eancia e da prova<\/span>. Foi ainda mais longe, mostrando que a Revela\u00e7\u00e3o, instrumento divino do Saber, \u00e9 ao mesmo tempo humana e divina, pois os cientistas revelam com mais seguran\u00e7a que os profetas. Denis Bradley, ante as experi\u00eancias medi\u00fanicas de que participou nos Estados Unidos, proclamou: <span style=\"background-color: #ffff00;\">\u201cEu n\u00e3o creio, eu sei!\u201d<\/span> John Laurence, biof\u00edsico da NASA, declarou num simp\u00f3sio em S\u00e3o Paulo: <span style=\"background-color: #ffff00;\">\u201cO n\u00facleo do \u00e1tomo n\u00e3o tem massa e rege a constela\u00e7\u00e3o at\u00f4mica.<\/span> Tentamos agora descobrir o n\u00facleo do homem\u201d. Essa vis\u00e3o <\/span><span style=\"color: #000000;\">cient\u00edfica e geral da realidade n\u00e3o permite mais a antinomia cren\u00e7a e s aber, que propiciou no passado sombrio o poder eclesi\u00e1stico sem limites do fanatismo religioso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">N\u00e3o h\u00e1 mais lugar para fanatismos de qualquer esp\u00e9cie no mundo atual, iluminado pelas esperan\u00e7as da Era C\u00f3smica.<\/span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Os fan\u00e1ticos ideol\u00f3gicos s\u00e3o os \u00faltimos abencerrages do nosso s\u00e9culo, condenados de maneira inapel\u00e1vel \u00e0 extin\u00e7\u00e3o total.<\/strong> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">Os esp\u00edritas, primeiros chamados para a compreens\u00e3o da Ci\u00eancia Integral \u2013 e que na sua maioria refugiaram-se num beatismo de sacristia \u2013, est\u00e3o intimados a alijar dos ombros as cargas do misticismo igrejeiro para poderem assumir a heran\u00e7a do s\u00e9culo.<\/span> <span style=\"text-decoration: underline;\">O conhecimento epid\u00e9rmico da doutrina que herdaram os transformaram em advers\u00e1rios de si mesmos.<\/span> S\u00f3 lhes resta um caminho a seguir: <strong>o rompimento com os compromissos sect\u00e1rios das religi\u00f5es formalistas em que foram criados e alimentados, pelo aprofundamento corajoso no estudo dos seus princ\u00edpios doutrin\u00e1rios.<\/strong> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">A deforma\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do homem, no mundo inteiro, pelos te\u00f3logos e cl\u00e9rigos, na explora\u00e7\u00e3o do medo \u00e0 morte, no terror do sagrado e no com\u00e9rcio deslavado da simonia, transformou os homens em criaturas servis, hip\u00f3critas e levianas, incapazes de encarar com seriedade e coragem os problemas espirituais<\/span>. <strong><span style=\"text-decoration: underline;\">A ra\u00e7a de v\u00edboras que o Cristo enfrentou e denunciou em Jerusal\u00e9m espalhou-se por toda a Terra, contagiando a Humanidade.<\/span> <\/strong>O meio esp\u00edrita n\u00e3o podia escapar a esse cont\u00e1gio. A mais vigorosa e libert\u00e1ria doutrina j\u00e1 surgida no mundo converteu-se<span style=\"background-color: #ffff00;\">, nas m\u00e3os de multid\u00f5es ignorantes e obtusas, em novo muro de lamenta\u00e7\u00f5es<\/span>. Os beatos das religi\u00f5es dogm\u00e1ticas trocaram de pele mas n\u00e3o perderam suas manhas. Substitu\u00edram os ritos cat\u00f3licos pelos passes e preces, a \u00e1gua benta pela \u00e1gua flu\u00eddica e os ros\u00e1rios de repeti\u00e7\u00f5es medrosas pelos colares de contas de If\u00e1, na magia primitiva das religi\u00f5es m\u00e1gicas da selva, negras e ind\u00edgenas. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A marafa ou cacha\u00e7a de \u00e1lcool de cana, principalmente na Am\u00e9rica, substituiu nos batuques da macumba os vinhos sacramentais de uva. No pandem\u00f4nio das supersti\u00e7\u00f5es os deuses africanos e americanos demonstraram aos ing\u00eanuos que a sabe-doria divina n\u00e3o est\u00e1 nos livros, mas na boca dos exus, no batuque dos tambores e nas defuma\u00e7\u00f5es de charutos e ervas milagro<\/span><span style=\"color: #000000;\">sas. A miscigena\u00e7\u00e3o religiosa (na verdade m\u00e1gica e selvagem) gerou ent\u00e3o as religi\u00f5es mesti\u00e7as de que tratou Euclides da Cunha, suced\u00e2neos mais f\u00e1ceis dos complicados sacramentos dos padres paramentados. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A linguagem e os ritos da selva substitu\u00edram os instrumentos sagrados de ouro e prata e o latim incompreens\u00edvel. As pr\u00e1ticas da Go\u00e9cia arcaica, ou magia negra, os batismos de sangue animal em cabe\u00e7as raspadas e humilhadas derrotaram os ritos batismais de \u00e1gua. <strong><span style=\"background-color: #ffff00;\">Era inevit\u00e1vel o abandono do livro, do estudo, da reflex\u00e3o sobre problemas superiores, nesse meio bastardo em que o analfabetismo e a ignor\u00e2ncia eram regra e praxe de virtudes salvadoras.<\/span><\/strong><\/span><br \/><span style=\"color: #000000;\">No meio esp\u00edrita a infiltra\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas selvagens, gra\u00e7as ao analfabetismo geral e a repulsa das criaturas simples aos problemas culturais, conseguiu infiltrar-se. <span style=\"background-color: #ffff00;\">A confus\u00e3o comodista entre simplicidade e estupidez levou muitos esp\u00edritas simpl\u00f3rios a deixar a doutrina de lado como in\u00fatil inven\u00e7\u00e3o de gente letrada e vaidosa.<\/span> Nos meios culturais o reflexo dessa situa\u00e7\u00e3o desastrosa levou comodistas altamente considerados a moverem campanhas difamat\u00f3rias contra a doutrina e seus adeptos, em nome de um <strong>Cristianismo desfigurado e de uma cultura cient\u00edfica mentirosa.<\/strong> <span style=\"background-color: #ffff00;\">A obra de Kardec ficou confinada a poucas pessoas de bom-senso e livres de preconceitos.<\/span> Era mais uma curiosidade do s\u00e9culo XIX do que uma formula\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria superior. Como se isso n\u00e3o bastasse, criaturas de pretensa sapi\u00eancia, consideradas semi s\u00e1bias por seus t\u00edtulos acad\u00eamicos, num meio em que a cultura era luxo e n\u00e3o dever, aceitaram mistifica\u00e7\u00f5es rid\u00edculas como a de Roustaing como complemento necess\u00e1rio da obra kardeciana, \u201cmais voltada para a Ci\u00eancia dos homens do que para a Ci\u00eancia divina\u201d. C<strong>omo pode manter-se, at\u00e9 hoje, em institui\u00e7\u00e3o respeit\u00e1vel por seu passado essa mix\u00f3rdia indigna?<\/strong><\/span><br \/><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"background-color: #ffff00;\">Toda uma mitologia do absurdo se mistura \u00e0s realidades claras da doutrina kardeciana, a come\u00e7ar pelo nascimento mitol\u00f3gico de Jesus, gerado numa falsa gravidez de tipo hist\u00e9rico na reformula\u00e7\u00e3o dos evangelhos por entidades visivelmente trapaceiras com a finalidade \u00fanica de ridicularizar a doutrina racional e cient\u00edfica do Espiritismo.<\/span> Entretanto, na mesma hora que isso <\/span><span style=\"color: #000000;\">acontece, as Ci\u00eancias confirmam em suas pesquisas, sem o saber e sem o querer, os princ\u00edpios da doutrina ultrajada e rejeitada.<\/span><br \/><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>N\u00e3o precisar\u00edamos de mais evidente prova da impossibilidade de um mundo sem dor.<\/strong><\/span> O ensino e abnega\u00e7\u00e3o de Jesus transforma-se historicamente em motivos de lutas sangrentas por dois mil\u00eanios. A obra modelar de Kardec \u2013 <span style=\"background-color: #ffff00;\">modelo de racionalidade<\/span>, fundada em pesquisas cient\u00edficas da fenomenologia paranormal, <span style=\"background-color: #ffff00;\">modelo de crit\u00e9rio cient\u00edfico<\/span>, <span style=\"background-color: #ffff00;\">modelo de abertura para novas perspectivas no campo do Conhecimento<\/span>, <span style=\"background-color: #ffff00;\">modelo de respeito \u00e0s leis naturais, modelo de corre\u00e7\u00e3o justa e pac\u00edfica dos erros clamorosos do passado, modelo cartesiano da busca da verdade sem precipita\u00e7\u00e3o e sem preconceitos, foi simplesmente rejeitada como anticient\u00edfica e supersticiosa por abrir \u00e0s Ci\u00eancias novos caminhos de busca no sens\u00edvel e no intelig\u00edvel<\/span>. N\u00e3o faltava, sequer, ao mestre sacrificado, as credenciais da cultura universit\u00e1ria, como pedagogo, continuador da obra de Pestalozzi, m\u00e9dico e professor de Ci\u00eancias M\u00e9dicas, diretor de estudos da Universidade de Paris, com suas obras aprovadas e adotadas pela Universidade. <strong>O que houve de dor nesse epis\u00f3dio hist\u00f3rico moderno foi suficiente para provar que estamos ainda muito longe de podermos sonhar com um mundo de paz eterna, como queria Kant.<\/strong> <span style=\"background-color: #ffff00;\">Sofreu Kardec, sofreu sua esposa Am\u00e9lie Boudet, sofreram os companheiros e colaboradores do mestre. Porque toda luta pela evolu\u00e7\u00e3o, nos mundos inferiores, \u00e9 sempre marcada pela dor em todos os seus aspectos.<\/span><\/span><br \/><span style=\"color: #000000;\"><strong>Mas agora, que at\u00e9 mesmo na \u00e1rea materialista ideol\u00f3gica da Terra, a obra de Kardec se imp\u00f5e por sua ineg\u00e1vel legitimidade,<\/strong> <span style=\"background-color: #ffff00;\">\u00e9 necess\u00e1rio que os esp\u00edritas enfrentem a grande tarefa de estud\u00e1-la, pesquis\u00e1-la e elev\u00e1-la ao plano que lhe cabe na atualidade.<\/span> <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Estudar Kardec, pondo de lado todas as tentativas de desfigura\u00e7\u00e3o da mesma que foram semeadas no meio doutrin\u00e1rio por seus pretensos superadores, j\u00e1 \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o, por modesta que seja, ao reconhecimento da abnega\u00e7\u00e3o do mestre.<\/strong><\/span> E mais do que isso, <span style=\"background-color: #ffff00;\">o estudo s\u00e9rio, consciencioso e respeitoso dessa obra monumental \u00e9 um dever de todos os que a seguem como filosofia de vida, mesmo que trope\u00e7ando nas pedras do caminho.<\/span> Essa obra representa um momento culminante do desenvolvimento cultural da Terra. E a Terra necessita dela, hoje mais do que nunca. <strong>Se o movimento esp\u00edrita n\u00e3o revelar condi\u00e7\u00f5es para compreender a heran\u00e7a kardeciana, estaremos falidos perante n\u00f3s mesmos.<\/strong><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Fonte: livro &#8211; Herculano Pires: o mist\u00e9rio do Ser ante a dor e a morte<\/span><\/p>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0O Mundo sem Dor Toda a \u00eanfase deste cap\u00edtulo podia ser representada por uma p\u00e1gina em branco. 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