{"id":1903,"date":"2019-05-09T17:53:32","date_gmt":"2019-05-09T20:53:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estudosherculanopires.com.br\/site\/?p=1903"},"modified":"2021-10-21T01:10:47","modified_gmt":"2021-10-21T04:10:47","slug":"o-orgulho-a-preguica-a-inveja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/2019\/05\/o-orgulho-a-preguica-a-inveja\/","title":{"rendered":"O ORGULHO &#8211; A PREGUI\u00c7A &#8211; A INVEJA"},"content":{"rendered":"\n<p><br><\/p>\n\n\n<header>\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-208 size-full\" src=\"https:\/\/www.estudosherculanopires.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/logmaskHerculano-2.png\" alt=\"\" width=\"652\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/logmaskHerculano-2.png 652w, https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/logmaskHerculano-2-300x146.png 300w\" sizes=\"(max-width: 652px) 100vw, 652px\" \/><\/span><\/h1>\n<\/header>\n<div id=\"content\" class=\"post-single-content box mark-links\" style=\"text-align: justify;\">\n<div><strong><span style=\"color: #000000; font-size: 30px;\">O orgulho<\/span><\/strong><br \/><span style=\"color: #000000;\">Revista Esp\u00edrita, maio de 1858 &#8211; <\/span><span style=\"color: #000000;\">DISSERTA\u00c7\u00c3O MORAL DITADA POR S\u00c3O LU\u00cdS \u00c0 SENHORITA HERMANCE DUFAUX (19 e 26 de janeiro de 1858.)<\/span><br \/><strong><span style=\"color: #000000; font-size: 24px;\">l<\/span><\/strong><br \/><span style=\"color: #000000;\">Um orgulhoso possu\u00eda alguns hectares de boa terra; estava vaidoso com as pesadas espigas que cobriam o seu campo, e n\u00e3o abaixava sen\u00e3o um olhar de desd\u00e9m sobre o campo est\u00e9ril do humilde. Este se levantava ao canto do galo, e passava o dia todo curvado sobre o solo ingrato; recolhia pacientemente as pedras, e ia jog\u00e1-las \u00e0 beira do caminho; revolvia profundamente a terra e extirpava, penosamente, os espinheiros que a cobriam. Ora, seus suores fecundaram seu campo e resultou em puro frumento. No entanto, o joio crescia no campo do soberbo e sufocava o trigo, enquanto o senhor ia se glorificar da sua fecundidade, e olhava com um olhar de piedade os esfor\u00e7os silenciosos do humilde. Eu vos digo, em verdade, o orgulho \u00e9 semelhante ao joio que sufoca o bom gr\u00e3o. Aquele <\/span><span style=\"color: #000000;\">dentre v\u00f3s que se cr\u00ea mais do que seu irm\u00e3o, e que se glorifica de si, \u00e9 insensato; mas \u00e9 s\u00e1bio esse que trabalha em si mesmo, como o humilde em seu campo, sem tirar vaidade da sua obra. <\/span><\/div>\n<div><strong><span style=\"color: #000000; font-size: 24px;\">II<\/span><\/strong><br \/><span style=\"color: #000000;\">Houve um homem rico e poderoso que detinha o favor do pr\u00edncipe; habitava pal\u00e1cios, e numerosos servidores se apressavam sobre os seus passos a fim de prevenirem os seus desejos. Um dia em que suas matilhas for\u00e7avam o cervo nas profundezas de uma floresta, percebeu um pobre lenhador que caminhava penosamente sob um fardo de lenha; chama-o e lhe diz:<\/span><br \/><span style=\"color: #000000;\">&#8211; Vil escravo! por que passas em teu caminho sem te inclinares diante de mim? Eu sou igual ao soberano, minha voz decide nos conselhos da paz ou da guerra, e os grandes do reino se curvam diante de mim. Sabe que sou s\u00e1bio entre os s\u00e1bios, poderoso entre os poderosos, grande entre os grandes, e a minha eleva\u00e7\u00e3o \u00e9 a obra das minhas, m\u00e3os. <\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">&#8211; Senhor! respondeu o pobre homem, temi que minha humilde sauda\u00e7\u00e3o fosse uma ofensa para v\u00f3s. Sou pobre e n\u00e3o tenho sen\u00e3o os meus bra\u00e7os por todo o bem, mas n\u00e3o desejo as vossas enganosas grandezas. <\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">Durmo o meu sono, e n\u00e3o temo, como v\u00f3s, que o prazer do soberano me fa\u00e7a cair em minha obscuridade Ora, o pr\u00edncipe se cansou do orgulho do soberbo; os grandes humilhados se reergueram sobre ele, que foi precipitado do auge do seu poder, como a folha seca que o vento varre do cume de uma montanha; mas o humilde continua pacificamente seu rude trabalho, sem preocupa\u00e7\u00e3o com o futuro.<\/span><br \/><span style=\"font-size: 24px;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">III<\/span><\/strong><\/span><br \/><span style=\"color: #000000;\">Soberbo, humilha-te, porque a m\u00e3o do Senhor curvar\u00e1 o teu orgulho at\u00e9 o p\u00f3! Escuta! Nasceste onde a sorte te colocou; sa\u00edste do seio de tua m\u00e3e fraco e nu como o \u00faltimo dos homens. De onde vem, pois, que eleves tua fronte mais alta do que teus semelhantes, tu que nasceste, como eles, para a dor e para a morte?<\/span><br \/><span style=\"color: #000000;\">Escuta! Tuas riquezas e tuas grandezas, vaidades do nada, escapar\u00e3o das tuas m\u00e3os quando o grande dia chegar, como as \u00e1guas inconstantes das torrentes que o sol seca. <strong>N\u00e3o carregar\u00e1s de tua riqueza sen\u00e3o as t\u00e1buas do teu caix\u00e3o<\/strong>, <span style=\"text-decoration: underline;\">e os t\u00edtulos gravados sobre a tua pedra tumular ser\u00e3o palavras vazias de sentido<\/span>. <\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"><strong>Escuta! O c\u00e3o do coveiro brincar\u00e1 com os teus ossos, e eles ser\u00e3o misturados com os ossos do mendigo, e o teu p\u00f3 se confundir\u00e1 com o dele, porque um dia v\u00f3s ambos n\u00e3o sereis sen\u00e3o p\u00f3.<\/strong> Ent\u00e3o amaldi\u00e7oar\u00e1s os dons que recebeste vendo o mendigo revestido com a sua gl\u00f3ria, e chorar\u00e1s o teu orgulho. <\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"><strong>Humilha-te, soberbo, porque a m\u00e3o do Senhor curvar\u00e1 o teu orgulho at\u00e9 o p\u00f3.<\/strong> <\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">Por que, S\u00e3o Lu\u00eds, nos falas em par\u00e1bolas? <\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">&#8211; R. O esp\u00edrito humano ama o mist\u00e9rio; a li\u00e7\u00e3o se grava melhor no cora\u00e7\u00e3o, quando procurada.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">&#8211; Pareceria que, hoje, a instru\u00e7\u00e3o deva ser dada de um modo mais direto, e sem que haja necessidade da alegoria?<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"> &#8211; R. Encontr\u00e1-la-eis no desenvolvimento. Desejo ser lido, e a moral <\/span><span style=\"color: #000000;\">tem necessidade de estar disfar\u00e7ada sob o atrativo do prazer.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000; font-size: 30px;\">A pregui\u00e7a<\/span><\/strong><br \/><span style=\"color: #000000;\">Revista Esp\u00edrita, junho de 1858 &#8211; <\/span><span style=\"color: #000000;\">Disserta\u00e7\u00e3o moral ditada por S\u00e3o Lu\u00eds \u00e0 senhorita <strong>Hermance Dufaux<\/strong>\u00a0 <\/span><span style=\"color: #000000;\">(5 de maio de 1858)<\/span><br \/><strong><span style=\"color: #000000; font-size: 24px;\">l<\/span><\/strong><br \/><span style=\"color: #000000;\">Um homem saiu de madrugada e foi para a pra\u00e7a p\u00fablica para ajustar trabalhadores. Ora, ele viu dois homens do povo que estavam sentados de bra\u00e7os cruzados. Foi a um deles e o abordou dizendo: &#8220;Que fazes tu aqui?&#8221; e este tendo respondido: &#8220;N\u00e3o tenho trabalho&#8221;, aquele que procurava trabalhadores lhe disse: &#8220;Tome tua enxada, e v\u00e1 para o meu campo, sobre a vertente da colina, onde sopra o vento sul; cortar\u00e1s a urze e rev\u00f3lveres o solo at\u00e9 que a noite chegue; a tarefa \u00e9 rude, mas ter\u00e1s um bom sal\u00e1rio.&#8221; <\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">E o homem do povo carregou a enxada sobre os ombros, agradecendo-lho em seu cora\u00e7\u00e3o. O outro trabalhador, tendo ouvido isso, se ergueu do seu lugar e se aproximou dizendo: &#8220;Senhor, deixai-me tamb\u00e9m ir trabalhar em vosso campo;&#8221; e o senhor tendo dito a ambos para segui-lo, caminhou adiante para lhes mostrar o caminho. Depois, quando chegaram \u00e0 <\/span><span style=\"color: #000000;\">beira da colina, dividiu a obra em duas partes e se foi dali. Depois que partiu, o \u00faltimo dos trabalhadores que havia contratado, primeiramente p\u00f4s fogo nas urzes do lote que lhe coube em partilha, e trabalhou a terra com o ferro de sua enxada. O suor jorrou do seu rosto sob o ardor do sol. O outro o imitou primeiro murmurando, mas se cansou cedo do seu trabalho, e cravando sua enxada sob o sol, sentou-se perto, olhando seu <\/span><span style=\"color: #000000;\">companheiro trabalhar. Ora, o senhor do campo veio perto da noite, e examinou a obra realizada, e tendo chamado a ele o obreiro diligente, cumprimentou-o dizendo: &#8220;Trabalhaste bem; eis teu sal\u00e1rio,&#8221; e lhe deu uma pe\u00e7a de prata, despedindo-o. O outro trabalhador se aproximou tamb\u00e9m e reclamou o pre\u00e7o de sua jornada; mas o senhor lhe disse: &#8220;Mau trabalhador, meu p\u00e3o n\u00e3o acalmar\u00e1 tua fome, porque deixaste inculta a parte de meu campo que te havia confiado;&#8221; n\u00e3o \u00e9 justo que aquele que nada fez seja recompensado como aquele que trabalhou bem; e o mandou <\/span><span style=\"color: #000000;\">embora sem nada lhe dar.<\/span><br \/><strong><span style=\"color: #000000; font-size: 24px;\">II<\/span><\/strong><br \/><span style=\"color: #000000;\">Eu vos digo, a for\u00e7a n\u00e3o foi dada ao homem, e a intelig\u00eancia ao seu esp\u00edrito, para que consuma seus dias na ociosidade, mas para que seja \u00fatil aos seus semelhantes. Ora, aquele cujas m\u00e3os sejam desocupadas e o esp\u00edrito ocioso ser\u00e1 punido, e dever\u00e1 recome\u00e7ar sua tarefa. Eu vos digo, em verdade, sua vida ser\u00e1 lan\u00e7ada de lado como uma coisa que n\u00e3o foi boa em nada, quando seu tempo se tiver cumprido; compreendei isto por uma compara\u00e7\u00e3o. Qual dentre v\u00f3s, se h\u00e1 em vosso pomar uma \u00e1rvore que n\u00e3o produz bons frutos, n\u00e3o dir\u00e1 ao seu servidor Cortai essa \u00e1rvore e lan\u00e7ai-a ao fogo, porque seus ramos s\u00e3o est\u00e9reis. Ora, do mesmo modo que essa \u00e1rvore ser\u00e1 cortada por sua esterilidade, a vida do pregui\u00e7oso ser\u00e1 posta de lado porque ter\u00e1 sido est\u00e9ril em boas obras.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000; font-size: 30px;\">A inveja<\/span><\/strong><br \/><span style=\"color: #000000;\">Revista Esp\u00edrita, julho de 1858\u00a0 <\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Disserta\u00e7\u00e3o moral ditada pelo Esp\u00edrito de S\u00e3o Lu\u00eds ao senhor D&#8230;..<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><br \/><span style=\"color: #000000;\">S\u00e3o Lu\u00eds nos havia prometido, em uma das sess\u00f5es da Sociedade, uma disserta\u00e7\u00e3o sobre a Inveja. <\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O senhor D&#8230;, que come\u00e7ava a se tornar m\u00e9dium, e que ainda duvidava um pouco, n\u00e3o da Doutrina da qual era um dos mais fervorosos adeptos, e que compreende em sua ess\u00eancia, quer dizer, do ponto de vista moral, mas da faculdade que nele se revelava, evocou S\u00e3o Lu\u00eds, em seu nome particular, e lhe dirigiu a seguinte pergunta<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"> :- Consentir\u00edeis dissipar minhas d\u00favidas, minhas inquieta\u00e7\u00f5es, sobre minha for\u00e7a median\u00edmica, escrevendo, por meu interm\u00e9dio, uma disserta\u00e7\u00e3o que hav\u00edeis prometido \u00e0 Sociedade para a ter\u00e7a-feira, 1\u00ba de junho?<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"> &#8211; R. Sim; para tranquiliz\u00e1-lo, consinto.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"> Foi ent\u00e3o que o trecho seguinte lhe foi ditado. <\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Anotaremos que o senhor D&#8230; se dirigiu a S\u00e3o <\/span><span style=\"color: #000000;\">Lu\u00eds com um cora\u00e7\u00e3o puro e sincero, sem preven\u00e7\u00e3o, condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para toda boa comunica\u00e7\u00e3o!<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"> N\u00e3o era uma prova que fazia: ele n\u00e3o duvidava sen\u00e3o de si mesmo, e Deus permitiu que fosse atendido, a fim de lhe dar os meios de se tornar \u00fatil. <\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O senhor D&#8230; \u00e9 hoje um dos m\u00e9diuns mais completos, n\u00e3o s\u00f3 por uma grande facilidade de execu\u00e7\u00e3o, mas por sua aptid\u00e3o para servir de int\u00e9rprete a todos os Esp\u00edritos, mesmo aqueles de ordem mais elevada, que se exprimem f\u00e1cil e voluntariamente por seu interm\u00e9dio. <\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A\u00ed est\u00e3o, sobretudo, as qualidades que se devem procurar num m\u00e9dium, e que este pode sempre adquirir com a paci\u00eancia, a vontade e o exerc\u00edcio. <\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O senhor D&#8230; n\u00e3o teve necessidade de muita paci\u00eancia; ele tinha em si a vontade e o fervor unidos a uma aptid\u00e3o natural. Alguns dias bastaram para levar sua faculdade ao mais alto grau. <\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Eis o ditado que lhe foi feito sobre a Inveja: <\/span><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">&#8220;Vede este homem: seu Esp\u00edrito est\u00e1 inquieto, sua infelicidade terrestre est\u00e1 em seu auge; ele inveja o ouro, o luxo, a felicidade aparente ou fict\u00edcia de seu semelhante; seu cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 destro\u00e7ado, sua alma surdamente consumida por essa luta incessante do orgulho, da vaidade n\u00e3o satisfeita; ele carrega consigo, em todos os instantes de sua miser\u00e1vel exist\u00eancia, uma serpente que ele reaquece, que lhe sugere, sem cessar, os mais fatais pensamentos: <\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">&#8220;Terei essa vol\u00fapia, essa felicidade? Isso me \u00e9 devido, n\u00e3o obstante, como a <\/span><span style=\"color: #000000;\">estes; sou homem como eles; por que seria deserdado?&#8221; E se debate sob sua impot\u00eancia, v\u00edtima dos horr\u00edveis supl\u00edcios da inveja. Feliz ainda se essas funestas id\u00e9ias n\u00e3o o levarem para a beira de um abismo. Entrado nesse caminho, ele se pergunta se n\u00e3o deve obter pela viol\u00eancia o que acredita lhe ser devido; se n\u00e3o ir\u00e1 expor, a todos os olhos, o mal horr\u00edvel que o devora. <\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Se esse infeliz tivesse apenas olhado abaixo de sua posi\u00e7\u00e3o, teria visto o n\u00famero daqueles que sofrem sem se lamentar, ainda bendizendo o Criador; porque a infelicidade \u00e9 um benef\u00edcio do qual Deus se serve para fazer a pobre criatura avan\u00e7ar para o seu trono eterno. <\/span><span style=\"color: #000000;\">Fazei vossa felicidade e <strong>vosso verdadeiro tesouro sobre a Terra em obras de caridade e de submiss\u00e3o<\/strong>, as \u00fanicas que devem contribuir para serdes admitidos no seio de Deus; essas obras do bem far\u00e3o vossa alegria e vossa felicidade eternas; a Inveja \u00e9 uma das mais feias e das mais tristes mis\u00e9rias do vosso globo; a caridade e a constante emiss\u00e3o da f\u00e9 far\u00e3o <\/span><span style=\"color: #000000;\">desaparecer todos esses males, que se ir\u00e3o um a um \u00e0 medida que os homens de boa vontade, que vir\u00e3o depois de v\u00f3s, se multiplicarem. Am\u00e9m.&#8221;<\/span><br \/><br \/><\/div>\n<h1 class=\"title style-scope ytd-video-primary-info-renderer\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-tadv-p=\"keep\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12px; color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O orgulhoRevista Esp\u00edrita, maio de 1858 &#8211; DISSERTA\u00c7\u00c3O MORAL DITADA POR S\u00c3O LU\u00cdS \u00c0 SENHORITA HERMANCE DUFAUX (19 e 26 de janeiro de 1858.)lUm orgulhoso possu\u00eda alguns hectares de boa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O ORGULHO - A PREGUI\u00c7A - A INVEJA &#8211; 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