{"id":1777,"date":"2019-05-02T21:59:28","date_gmt":"2019-05-03T00:59:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estudosherculanopires.com.br\/site\/?p=1777"},"modified":"2021-10-21T01:10:33","modified_gmt":"2021-10-21T04:10:33","slug":"as-metades-eternas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/2019\/05\/as-metades-eternas\/","title":{"rendered":"AS METADES ETERNAS"},"content":{"rendered":"\n<p><br><\/p>\n\n\n<header>\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-208 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/www.estudosherculanopires.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/logmaskHerculano-2.png\" alt=\"\" width=\"652\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/logmaskHerculano-2.png 652w, https:\/\/estudosherculanopires.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/logmaskHerculano-2-300x146.png 300w\" sizes=\"(max-width: 652px) 100vw, 652px\" \/><\/span><\/h1>\n<\/header>\n<div id=\"content\" class=\"post-single-content box mark-links\" style=\"text-align: justify;\">\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"content\" class=\"post-single-content box mark-links\" style=\"text-align: justify;\">\n<div><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-size: 24px;\"><strong>As metades eternas<\/strong> &#8211; <\/span><strong>Revista Esp\u00edrita, maio de 1858<\/strong><\/span><br><span style=\"color: #000000;\">Extra\u00edmos a passagem seguinte de uma carta de um dos nossos assinantes.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">&#8220;&#8230;. Perdi, h\u00e1 alguns anos, uma esposa boa e virtuosa, e, apesar dos seis filhos que me deixou, encontrava-me em um isolamento completo, quando ouvi falar das manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas. Logo me encontrei no meio de um pequeno c\u00edrculo de bons amigos ocupando-se, cada noite, desse objeto. Aprendi, ent\u00e3o, nas comunica\u00e7\u00f5es que obtivemos, que a verdadeira vida n\u00e3o \u00e9 sobre a Terra, mas no mundo dos Esp\u00edritos; que minha Cl\u00e9mence ali se encontrava feliz, e que, como os outros, ela trabalhava pela felicidade daqueles que havia conhecido neste mundo. Ora, eis o ponto sobre o qual desejo ardentemente ser esclarecido por v\u00f3s. <\/span><span style=\"color: #000000;\">&#8220;Disse uma noite \u00e0 minha Cl\u00e9mence: Minha cara amiga, por que, apesar de todo o nosso amor, nos ocorria de nem sempre ver a mesma coisa nas diferentes circunst\u00e2ncias da nossa vida em comum, e por que est\u00e1vamos sempre for\u00e7ados a nos fazer concess\u00f5es m\u00fatuas para vivermos em boa harmonia? &#8220;Ela me respondeu isto: Meu amigo, \u00e9ramos bravas e honestas pessoas; vivemos em conjunto, o que se pode dizer o melhor poss\u00edvel sobre essa Terra de provas, mas n\u00e3o \u00e9ramos nossas metades eternas. Essas uni\u00f5es s\u00e3o raras sobre a Terra; s\u00e3o encontradas, entretanto, mas s\u00e3o um grande favor de Deus; os que t\u00eam essa felicidade, sentem gozos que te s\u00e3o <\/span><span style=\"color: #000000;\">desconhecidos. &#8220;Podes me dizer &#8211; repliquei -, se tu v\u00eas a tua metade eterna? -Sim, disse ela, \u00e9 um pobre diabo que vive na \u00c1sia; n\u00e3o poder\u00e1 estar reunida a mim, sen\u00e3o em 175 anos (segundo a vossa maneira de contar). &#8211; Estareis reunidos na Terra ou em um outro mundo? &#8211; Na Terra.<\/span><span style=\"color: #000000;\">Mas escuta: n\u00e3o posso te descrever bem a felicidade dos seres assim reunidos; vou pedir a H\u00e9loise e Abailard consentirem te informar. &#8211; Ent\u00e3o, senhor, esses dois seres felizes vieram nos falar de sua felicidade inef\u00e1vel. &#8220;Por nossa vontade, disseram, dois n\u00e3o fazem sen\u00e3o um; viajamos nos espa\u00e7os; gozamos de tudo; nos amamos com um amor sem fim, acima do qual n\u00e3o pode haver sen\u00e3o o amor de Deus e dos seres perfeitos. Vossas maiores alegrias n\u00e3o valem um \u00fanico dos nossos olhares, um \u00fanico dos nossos apertos de m\u00e3o.&#8221; &#8220;O pensamento das metades eternas me deleita. Parece-me que Deus, criando a Humanidade, a fez dupla, e que disse, em separando as duas metades de uma mesma alma: Ide para os mundos e procurai as encarna\u00e7\u00f5es. Se bem o fizerdes, a viagem ser\u00e1 curta, e permitirei vos reunirdes; se for de outro modo, os s\u00e9culos se passar\u00e3o antes que gozeis dessa felicidade. Tal \u00e9, me parece, a causa primeira do movimento instintivo que leva a Humanidade a procurar a felicidade; felicidade que n\u00e3o se compreende e que n\u00e3o se d\u00e1 o tempo de compreender. &#8220;Desejo ardentemente, senhor, ser esclarecido sobre essa teoria das metades eternas, e&nbsp; ficaria feliz em encontrar uma explica\u00e7\u00e3o a esse respeito em um dos vossos pr\u00f3ximos n\u00fameros&#8230;&#8221; <\/span><span style=\"color: #000000;\">Abailard e H\u00e9loise, que interrogamos sobre esse ponto, nos deram as respostas seguintes: <\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">P. As almas foram criadas duplas? <\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">&#8211; R. Se tivessem sido criadas duplas, as simples seriam imperfeitas.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">P. \u00c9 poss\u00edvel que duas almas possam se reunir na eternidade e formarem um todo?<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"> &#8211; R. N\u00e3o.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">P. Tu e tua H\u00e9loise formais, desde a origem, duas almas bem distintas?<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"> &#8211; R. Sim.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">P. Formais ainda, neste momento, duas almas distintas?<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"> &#8211; R. Sim, mas sempre unidas.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">P. Todos os homens se encontram nas mesmas condi\u00e7\u00f5es?<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"> &#8211; R. Segundo sejam mais ou menos perfeitos.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">P. Todas as almas est\u00e3o destinadas ase unirem, um dia, com uma outra alma?<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"> &#8211; R. Cada Esp\u00edrito tem uma tend\u00eancia a procurar um outro Esp\u00edrito que lhe seja conforme; chamas isso de simpatia.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">P. H\u00e1, nessa uni\u00e3o, uma condi\u00e7\u00e3o de sexo?<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"> &#8211; R. As almas n\u00e3o t\u00eam sexo. Tanto para satisfazer o desejo do nosso assinante quanto para a nossa pr\u00f3pria instru\u00e7\u00e3o, dirigimos as quest\u00f5es seguintes ao Esp\u00edrito de S\u00e3o Lu\u00eds.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">1. As almas que devem se unir, est\u00e3o predestinadas a essa uni\u00e3o desde a sua origem, e cada um de n\u00f3s tem, em alguma parte do Universo, sua metade eterna \u00e0 qual estar\u00e1, um dia, fatalmente reunido?<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"> &#8211; R. N\u00e3o existe uni\u00e3o particular e fatal entre duas almas. A uni\u00e3o existe<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">entre todos os Esp\u00edritos, mas em graus diferentes, segundo a categoria que ocupam, quer dizer, segundo a perfei\u00e7\u00e3o que adquiriram: quanto mais s\u00e3o perfeitos, mais s\u00e3o unidos. Da disc\u00f3rdia nascem todos os males dos humanos; da conc\u00f3rdia resulta a felicidade completa.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">2. Em qual sentido se deve entender a palavra metade, da qual certos Esp\u00edritos, frequentemente, se servem para designarem os Esp\u00edritos simp\u00e1ticos?<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"> &#8211; R. A express\u00e3o \u00e9 inexata; se um Esp\u00edrito fosse a metade de outro, separado deste, seria incompleto.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">3. Dois Esp\u00edritos perfeitamente simp\u00e1ticos, uma vez reunidos, o s\u00e3o por toda a eternidade, ou podem se separar e se unir a outros Esp\u00edritos?<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"> &#8211; R. Todos os Esp\u00edritos est\u00e3o unidos entre si; <\/span><span style=\"color: #000000;\">falo daqueles que atingiram a perfei\u00e7\u00e3o. Nas esferas inferiores, quando um Esp\u00edrito se eleva, n\u00e3o \u00e9 mais simp\u00e1tico \u00e0queles que deixou.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">4. Dois Esp\u00edritos simp\u00e1ticos s\u00e3o o complemento um do outro, ou essa simpatia resulta de uma identidade perfeita?<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"> &#8211; R. A simpatia que atrai um Esp\u00edrito para um outro, \u00e9 o resultado<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">da perfeita concord\u00e2ncia de seus pendores, de seus instintos; se um devesse completar o outro, perderia sua individualidade.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">5. A identidade necess\u00e1ria para a simpatia perfeita, n\u00e3o consiste sen\u00e3o na semelhan\u00e7a de pensamentos e de sentimentos, ou bem ainda na uniformidade de conhecimentos adquiridos?<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">&#8211; R. Na igualdade dos graus de eleva\u00e7\u00e3o.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">6. Os Esp\u00edritos que n\u00e3o s\u00e3o simp\u00e1ticos hoje, podem vir a s\u00ea-lo mais tarde? &#8211; &#8211; R. Sim, todos o ser\u00e3o. Assim, o Esp\u00edrito que est\u00e1 hoje em tal esfera inferior, em se aperfei\u00e7oando, alcan\u00e7ar\u00e1 a esfera onde reside tal outro. Seu reencontro ocorrer\u00e1 mais prontamente se o Esp\u00edrito mais elevado, suportando mal as provas \u00e0s quais se submeteu, se demorou no mesmo estado.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">7. Dois Esp\u00edritos simp\u00e1ticos podem cessar de o serem?<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"> &#8211; R. Certamente, se um for pregui\u00e7oso.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">Essas respostas resolvem perfeitamente a quest\u00e3o. A teoria das metades eternas \u00e9 uma figura que pinta a uni\u00e3o de dois seres simp\u00e1ticos; \u00e9 uma express\u00e3o usada mesmo na linguagem vulgar, em falando de dois esposos, e que n\u00e3o \u00e9 preciso prender \u00e0 letra; os Esp\u00edritos que dela se serviram n\u00e3o pertencem, seguramente, \u00e0 mais elevada ordem; a esfera <\/span><span style=\"color: #000000;\">das suas id\u00e9ias \u00e9, necessariamente, limitada, e puderam tomar seu pensamento pelos termos dos quais se serviam durante sua vida corp\u00f3rea. \u00c9 preciso, pois, rejeitar essa ideia de que dois Esp\u00edritos, criados um para o outro, devem um dia, fatalmente, se reunir na eternidade, depois de estarem separados por um lapso de tempo mais ou menos longo.<\/span><p><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/span><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><span style=\"font-size: 24px; color: #000000;\">Os Talism\u00e3s &#8211; Medalha cabal\u00edstica<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">Revista Esp\u00edrita, setembro de 1858<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">O senhor M&#8230; havia comprado de um quinquilheiro uma medalha que lhe pareceu not\u00e1vel pela sua singularidade. Ela \u00e9 do tamanho de uma moeda de cinco libras. Seu aspecto \u00e9 arg\u00eanteo, embora um pouco cor de chumbo. Nas duas faces est\u00e3o gravados uma multid\u00e3o de sinais, entre os quais se notam os dos planetas, c\u00edrculos entrela\u00e7ados, um tri\u00e2ngulo, palavras<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">inintelig\u00edveis e iniciais em caracteres vulgares; al\u00e9m de outros caracteres bizarros tendo qualquer coisa de \u00e1rabe, tudo disposto de um modo cabal\u00edstico no g\u00eanero dos livros de m\u00e1gicos.&nbsp; O senhor M&#8230;, tendo interrogado a senhorita J&#8230;, m\u00e9dium son\u00e2mbula, quanto a essa<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">medalha, respondeu-lhe que era composta de sete metais, que pertenceram a Cazotte, e tinha um poder particular para atrair os Esp\u00edritos e facilitar as evoca\u00e7\u00f5es. O senhor de Caudenberg, autor de uma rela\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00f5es que teve, disse ele, como m\u00e9dium, com<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">a Virgem Maria, disse-lhe que era uma coisa m\u00e1, pr\u00f3pria para atrair os dem\u00f4nios. A senhorita de Guldenstube, m\u00e9dium, irm\u00e3 do bar\u00e3o de Guldenstube, autor de uma obra sobre a Pneumatografia ou escrita direta, disse-lhe que ela tinha uma virtude magn\u00e9tica e poderia provocar o sonambulismo. Pouco satisfeito com essas respostas contradit\u00f3rias, o senhor de M&#8230; apresentou-nos essa medalha, pedindo a nossa opini\u00e3o pessoal a respeito, e nos rogando igualmente interrogarmos um Esp\u00edrito superior sobre seu valor real, do ponto de vista da influ\u00eancia que<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">pode ter. Eis nossa resposta: Os Esp\u00edritos s\u00e3o atra\u00eddos ou repelidos pelo pensamento, e n\u00e3o por objetos materiais que n\u00e3o t\u00eam nenhum poder sobre eles. Os Esp\u00edritos superiores, em todos os tempos, condenaram o<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">emprego de sinais e de formas cabal\u00edsticas, e todo Esp\u00edrito que lhes atribui uma virtude qualquer, ou que pretenda dar talism\u00e3s que aparentem a magia, revela, com isso, sua inferioridade, esteja agindo de boa f\u00e9 ou por ignor\u00e2ncia, em consequ\u00eancia de antigos preconceitos terrestres dos quais estejam imbu\u00eddos, seja porque queira conscientemente divertir-se com a credulidade, como Esp\u00edrito zombeteiro. Os sinais cabal\u00edsticos, quando n\u00e3o<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">s\u00e3o pura fantasia, s\u00e3o s\u00edmbolos que lembram as cren\u00e7as supersticiosas quanto \u00e0 virtude de certas coisas, como os n\u00fameros, os planetas, e sua concord\u00e2ncia com os metais, cren\u00e7as nascidas nos tempos da ignor\u00e2ncia, e que repousam sobre erros manifestos, dos quais a ci\u00eancia fez justi\u00e7a mostrando o que eram os pretensos sete planetas, sete metais, etc. A<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">forma m\u00edstica e inintelig\u00edvel desses emblemas tinha por objetivo impor ao vulgo ver o maravilhoso naquilo que n\u00e3o compreendia. Quem estudou a natureza dos Esp\u00edritos, n\u00e3o pode admitir racionalmente, sobre eles, a influ\u00eancia de formas convencionais, nem de subst\u00e2ncias misturadas em certas propor\u00e7\u00f5es; isso seria renovar as pr\u00e1ticas da caldeira dos feiticeiros, de gato preto, de galinha preta e outros feiti\u00e7os. N\u00e3o ocorre o mesmo com um objeto magnetizado que, como se sabe, tem o poder de provocar o sonambulismo ou certos fen\u00f4menos nervosos sobre a economia; mas, ent\u00e3o, a virtude desse objeto reside unicamente no fluido do qual est\u00e1 momentaneamente impregnado e que se transmite, assim,<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">por via imediata, e n\u00e3o em sua forma, em sua cor, nem sobretudo nos sinais com os quais pode estar sobrecarregado. Um Esp\u00edrito pode dizer Tra\u00e7ai tal sinal, e a esse sinal reconhecerei que chamais e virei; mas nesse caso o sinal tra\u00e7ado n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o a express\u00e3o do pensamento; \u00e9 uma evoca\u00e7\u00e3o traduzida de um modo material; ora, os Esp\u00edritos, qualquer que seja sua natureza, n\u00e3o t\u00eam necessidade de semelhantes meios para se comunicarem; os Esp\u00edritos superiores n\u00e3o os empregam nunca; os Esp\u00edritos inferiores podem faz\u00ea-lo tendo em vista fascinar a imagina\u00e7\u00e3o<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">de pessoas cr\u00e9dulas, que querem ter sob sua depend\u00eancia. Regra geral: todo Esp\u00edrito que liga mais import\u00e2ncia \u00e0 forma do que ao fundo \u00e9 inferior, e n\u00e3o merece nenhuma confian\u00e7a, ainda mesmo se, de tempo em tempo, disser algumas coisas boas; porque essas boas coisas podem ser um meio de sedu\u00e7\u00e3o. Tal era o nosso pensamento a respeito dos talism\u00e3s em geral, como meio de rela\u00e7\u00f5es com os Esp\u00edritos. Vale dizer que ele se aplica igualmente \u00e0queles que a supersti\u00e7\u00e3o emprega como preservativos de doen\u00e7as ou de acidentes. Contudo, para a edifica\u00e7\u00e3o do possuidor da medalha, e para melhor aprofundar a quest\u00e3o, na sess\u00e3o da Sociedade, do dia 17 de julho de 1858, pedimos ao Esp\u00edrito de S\u00e3o Lu\u00eds, que consente comunicar conosco todas as vezes que se trata de nossa instru\u00e7\u00e3o, que nos desse a sua opini\u00e3o a respeito. Interrogado sobre o valor dessa medalha, eis a sua resposta: &#8220;Fizestes bem em n\u00e3o admitir que os objetos materiais possam ter uma virtude qualquer sobre as manifesta\u00e7\u00f5es, seja para provoc\u00e1-las, seja para impedi-las. Bem frequentemente, dissemos que as manifesta\u00e7\u00f5es eram espont\u00e2neas, e que finalmente, jamais nos recusamos<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">em responder \u00e0 vossa chamada. Por que pensais que possamos ser obrigados a obedecer a uma coisa fabricada por humanos?<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">P. &#8211; Com qual objetivo essa medalha foi feita? <\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\">&#8211; R. Foi feita com o objetivo de chamar a aten\u00e7\u00e3o das pessoas que nela quisessem crer; mas n\u00e3o foi sen\u00e3o pelos magnetizadores que ela p\u00f4de ser feita com a inten\u00e7\u00e3o de magnetizar para adormecer uma pessoa. Os sinais n\u00e3o s\u00e3o sen\u00e3o coisas de fantasia.<\/span><br><span style=\"color: #000000;\">P. &#8211; Diz-se que ela pertenceu a Cazotte; poder\u00edamos evoc\u00e1-lo, a fim de termos algumas informa\u00e7\u00f5es dele a esse respeito?<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #000000;\"> &#8211; R. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio; preferivelmente, ocupai-vos de coisas mais s\u00e9rias.<\/span><p><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12px; color: #000000;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; As metades eternas &#8211; Revista Esp\u00edrita, maio de 1858Extra\u00edmos a passagem seguinte de uma carta de um dos nossos assinantes.&#8220;&#8230;. 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