JESUS, O SUPREMO GUIA E MODELO DA HUMANIDADE

JESUS, O SUPREMO GUIA E MODELO DA HUMANIDADE

Jesus foi um mensageiro direto do Criador, um Messias divino; suas virtudes situavam-se em nível muito acima das possibilidades da humanidade terrestre; não estava sujeito às fraquezas do corpo, pois o dominava completamente; seu perispírito era “tirado da parte mais quintessenciada dos fluídos terrestres”. Tratava-se de um Espírito Superior, desprendido da matéria e sua alma devia ligar-se ao corpo “senão pelos laços estritamente indispensáveis”; possuía dupla vista, (vista da alma) que devia ser permanente e de excepcional penetração. A pureza de seus fluídos perispirituais lhe “conferia imensa força magnética, secundada pelo incessante desejo de fazer o bem”. Jesus não foi um poderoso médium curador, pois, pela sua superioridade, agia por si mesmo; poderia ser considerado médium de Deus.

Resumo – Item 2 – Cap.15 – A GÊNESE – Os Milagres do Evangelho

 


 

Pergunta n. 625 de’ O Livro dos Espíritos

– Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e de modelo?

“Vede Jesus.”

Comentando a resposta, Allan Kardec escreveu: “Jesus é para o homem o tipo da perfeição moral a que pode aspirar a humanidade na Terra. Deus nô-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque ele estava animado do espírito divino e foi o ser mais puro que já apareceu sobre a Terra”.

Acerca do caráter divino de sua missão, o codificador da doutrina espírita foi ainda mais explícito em um texto publicado no cap. 1, item 4, do seu livro O Evangelho segundo o Espiritismo, no qual diz que o papel de Jesus “não foi simplesmente o de um legislador moralista sem outra autoridade além da palavra”. “Ele veio cumprir as profecias que haviam anunciado a sua vinda, e a sua autoridade provinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina.”


AS PARÁBOLAS DE JESUS E A SUA  INTERPRETAÇÃO

   Na acepção geral do termo, parábola é uma narrativa que tem por fim transmitir verdades indispensáveis de serem compreendidas.
   As Parábolas dos Evangelhos são alegorias que contêm preceitos de moral.
O emprego contínuo, que durante o seu ministério Jesus fez das parábolas, tinha por fim esclarecer melhor seus ensinos, mediante comparações do que pretendia dizer com o que ocorre na vida comum e com os interesses terrenos. Sugeria, assim, o Mestre, figuras e quadros das ocorrências cotidianas, para facilitar mais aos seus discípulos, por esse método comparativo, a compreensão das coisas espirituais.
Aos que o ouviam ansiosamente, procurando compreender seus discursos, a parábola tornava-se-lhes excelente meio elucidativo dos temas e das dissertações do Grande Pregador.
Mas os que não buscavam na parábola a figura que compara, a alegoria que representa a ideia espiritual, e se prendiam à forma, desprezando o fundo, para estes a Doutrina nem sequer aparecia, mas conservava-se oculta, como a noz dentro da casca.
Daí a resposta de Jesus aos discípulos que lhe inquiriram a razão de Ele falar por parábolas: “Porque a vós é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não lhes é isso dado. Pois ao que tem, dar-se-lhe-á e terá em abundância; mas ao que não tem; até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.”
“Por isso lhes falo por parábolas, porque vendo não vêem; e ouvindo não ouvem, nem entendem. E neles se está cumprindo a profecia de Isaías, que diz: Certamente ouvireis, e de nenhum modo entendereis. Porque o coração deste povo se fez pesado, e os seus ouvidos se fizeram tardos, e eles fecharam os olhos; para não suceder que vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos, entendam no coração e se convertam e eu os cure.”
Pelo trecho se observa claramente que os fariseus e a maioria dos judeus, em ouvindo a exposição da parábola, só viam a figura alegórica que lhes era mostrada, assim como, quem não quebra a noz, só lhe vê a casca.
Ao passo que com seus discípulos não acontecia à mesma coisa; eles viam e ouviam o ensino, o sentido espiritual que permanece para sempre; não se prendiam à figura ou a palavra sonora, que se extingue desvanece.
De modo que os fariseus ouviam, mas não ouviam; viam, mas não viam (*); porque uma coisa é ver e ouvir com os olhos e ouvidos do corpo, outra coisa é ver e ouvir com os olhos e ouvidos do Espírito.
(*) Em outros termos: ouviam, mas não escutavam; viam, mas não enxergavam.
A condição que Jesus expõe, como sendo indispensável “para nos ser dado e possuirmos em abundância” é como diz o texto, de “nós termos” — Mas “termos” o quê? Certamente algum princípio doutrinário unido à boa vontade para recebermos a Verdade — “Aquele que tem ser-lhe-á dado e terá em abundância.”
E o obstáculo à recepção da sua Doutrina é o indivíduo “não ter” — não ter a mais ligeira iniciação espiritual e não ter boa vontade para receber a Nova da Salvação.
De modo que a Parábola Evangélica é uma instrução alegórica, exposta sempre com um fim moral, como um meio fácil de fazer compreender uma lição espiritual. É pelo menos, a opinião do evangelista Mateus quando diz: “Todas estas coisas falou Jesus ao povo em parábolas, e nada lhes falava sem parábolas; para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Abrirei em Parábolas a minha boca, e publicarei coisas escondidas desde a criação.” (Mateus, XIII, 34-35).
Finalmente, as Parábolas têm pouca importância para os que as tomam como foram escritas; demais, o sentido nunca deve ser desnaturado ou transviado, sob pena de prejudicar a Ideia Cristã.

Por exemplo, ao que vê na parábola do “tesouro escondido” um meio de enriquecer materialmente, ou na parábola do “administrador infiel” uma lição de infidelidade, lhe será preferível fechar os Evangelhos e continuar a tratar de seus negócios materiais.
A inteligência dos Evangelhos explica perfeitamente a interpretação espiritual que Jesus dá aos seus ensinos. Se os Evangelhos fossem um amontoado de alegorias sem significação espiritual, nenhum valor teriam.

Cairbar Schutel – Parábolas e Ensinos de Jesus

6 comentários

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  3. Que bacana Angelina, que bom que leu e esta refletindo sobre as luzes e benção da Doutrina dos Espíritos desenvolvida e aprofundada por Allan Kardec e tantos outros notáveis estudiosos de seu tempo que ficara para o futuro e para o infinito. Abraço com votos de saúde e alegrias1

  4. Olá Angelina, que bom que gostou, nossa gratidão a Allan Kardec, JESUS, Herculano e muitos outros homens e mulheres do ocidente e do oriente que dedicaram suas vidas positivamente nos alicerces de uma sociedade mais humana, pacifica e autoristas. Votos de saúde e alegrias!

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